Mostrando postagens com marcador Bactérias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bactérias. Mostrar todas as postagens

Duas novas bases nitrogenadas artificiais podem mudar o futuro da genética

De bactérias a elefantes, não importa o tamanho do organismo, toda vida como a conhecemos é codificada com base na informação genética do organismo, por meio dos pares de bases do DNA.

Porém, não mais. Agora, juntamente com os pares naturais de bases nitrogenadas, uma bactéria crescendo em um laboratório da Califórnia pode incorporar e copiar um terceiro par artificial. Por enquanto, as bases artificiais são chamadas de X e Y. 

O código genético recém-expandido abre a porta para os biólogos criarem microrganismos capazes de construir proteínas por meio de até 172 aminoácidos diferentes, naturais e artificiais, uma benção potencial para desenvolvedores de drogas e outros materiais importantes.

Imagem adaptada de Synthorx.
Ao adicionar um novo par de bases artificiais, X e Y, a Adenina, Timina, Guanina e Citosina  do DNA, os pesquisadores vão permitir que organismos construam proteínas a partir de um máximo de 172 aminoácidos diferentes.


"Esta é uma tecnologia que permite coisas incríveis", diz Ross Thyer, biólogo molecular da Universidade do Texas, Austin, que não esteve envolvido no trabalho, publicado na edição desta semana da revista Nature.

Esta descoberta não foi só a façanha de abrir o caminho para um universo de novas proteínas, mas também dá aos pesquisadores uma nova plataforma para a investigação de como o DNA evoluiu e por que toda a vida é limitada a apenas cinco bases nitrogenadas, afinal no RNA , T é substituída por U).

Criar superbactérias sintéticas pode parecer ameaçador. Mas Eric Kool, bioquímico da Universidade de Stanford, na Califórnia, diz que os riscos são baixos. " Estes organismos não podem sobreviver fora do laboratório", diz Kool. Na verdade, eles não podem sequer construir X e Y ( mais formalmente conhecido como d5SICS e DNAM). Os pesquisadores sintetizam as bases e as transfere para as bactérias. "Pessoalmente, eu acho que é uma forma menos perigosa para modificar DNA do que a engenharia genética já existente", diz Kool.

Ao longo das décadas, os biólogos sintéticos que tentam expandir alfabeto genético da vida possuiam apenas algumas bases nitrogenadas alternativas. Algumas equipes de pesquisa, incluindo uma liderada por Floyd Romesberg, bioquímico do Instituto de Pesquisa Scripps, em San Diego, Califórnia, até mesmo conseguiu que proteínas de replicação do DNA chamadas de DNA polimerases copiassem fitas de DNA incorporando bases alternativas. Mas isso foi conseguido em tubos de ensaio e não dentro de células vivas.

Fazer com que as bactérias vivas replicassem o DNA alterado foi outro desafio completamente diferente. As bactérias teriam que sintetizar as novas bases genéticas ou capturá-las a partir do meio de cultura circundante. Em algas, Romesberg e os seus colegas identificaram uma proteína que agarra bases nucleotídicas e puxa-as para dentro da célula. Eles inseriram o gene para esta proteína transportadora em bactérias Escherichia coli e descobriram que isso permitiu que as bactérias puxassem as bases X e Y pré-sintetizadas. A equipe também havia projetado sua E. coli para abrigar pequenos anéis de DNA chamados de plasmídeos portadores de XY. Quando as bactérias copiaram esses plasmídeos, eles usaram o X e Y, e as células modificadas cresceram tão bem como as outras células normais.

No futuro, Romesberg diz que espera usar seu alfabeto genético expandido para criar proteínas importantes. Scripps Peter Schultz e outros bioquímicos já projetaram bactérias para construir proteínas, com dezenas de aminoácidos para além da natureza padrão 20. Mas esses experimentos utilizam DNA natural para codificar aminoácidos não-naturais . O alfabeto genético recentemente expandido, Thyer diz, deverá produzir um menu muito mais diverso de proteínas com uma grande variedade de novas funções químicas, tais como os medicamentos mais capazes de sobreviver nos materiais do corpo. Romesberg diz que pesquisas importantes nesse novo mundo de proteínas já estão em andamento.

Fonte: Science Now

O biólogo e a Biossegurança: riscos e cuidados

O comportamento imprevisível e variado das doenças infecciosas tem preocupado e acarretado uma série de discussões referente às condições de biossegurança nas instituições de ensino, de pesquisa e prestação de serviços.

O profissional responsável por análises físico-químico e bacteriológico de água encontra-se exposto a alguns riscos pertinente ao local de trabalho, sendo riscos biológicos, químicos e de acidentes, os que mais acometem essa classe de trabalhadores.

A Biossegurança é o conjunto de procedimentos, ações, técnicas, metodologias, equipamentos e dispositivos capazes de eliminar ou minimizar riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, que podem comprometer a saúde do homem, dos animais, do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhadores desenvolvidos (TEIXEIRA & VALLE, 1996). 


As medidas de biossegurança devem ser adotadas por laboratórios e associada a um plano de educação, com base nas normas nacionais e internacionais de transporte, conservação e manipulação de micro-organismos patogênicos, garantindo assim a segurança e integridade vital dos funcionários. A biossegurança tem o papel fundamental na promoção à saúde, pois aborda medidas de controle de infecção para proteção dos funcionários que atuam na rede laboratorial, além de contribuir para a preservação do meio ambiente, no que se refere ao descarte de resíduos proveniente desse ambiente, contribuindo para a redução de riscos à saúde.

Existem situações potenciais de acidentes em laboratórios, pois nele há manipulação de agentes químicos corrosivos, inflamáveis, tóxicos, mutagênicos, teratogênicos e cancerígenos, que podem acarretar dermatoses, leucopenias, plaquetopenias, leucemia, silicoses, além de contaminações por agentes patogênicos em amostras de água ou esgoto contaminado, como o vírus da hepatite A e E, poliomielite, norwalk, rotavírus, enterovírus e adenovírus e por bactérias da espécie Salmonella typhi, Salmonela parathyphi A e B, Shigella sp., Vibrio cholerae, Escherichia colli enterotóxica, Campylobacter sp., Yersínia enterocolítica e Salmonela sp..

Regulamentada a Lei nº 8.974, de 5 de janeiro de 1995, sobre as normas de biossegurança, pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CNTBio, o Brasil mostrou uma preocupação voltada aos laboratórios e sua segurança, pois além da grande exposição a agente químicos que recebemos no dia-a-dia contido na água, no ar e nos alimentos que são tratados com inseticidas e herbicidas, o trabalhador laboratorial recebe uma carga maior de agentes devido a exposição diária numa jornada de trabalho de 8 horas diárias. 

Infelizmente ainda há muitas dificuldades nos departamentos de segurança das empresas para atuar nos laboratórios devidos a alta complexidade de produtos e operações existentes nesses locais. Assim, os profissionais que atuam nesses ambientes tem a obrigação de buscar melhorias e condições possíveis de trabalho para tentar amenizar os riscos e prolongar a expectativa de uma vida longa e saudável.

Referência citada: TEIXEIRA, P.; VALLE, S. Biossegurança: uma abordagem multidisciplinar. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1996.

CURSO ONLINE DE BIOSSEGURANÇA EM LABORATÓRIO CLÍNICO
Este post foi escrito por

GILMAR SANTANA LIMA (facebook)
Biólogo Sanitarista. Licenciado em Biologia – Faculdade de Tecnologia e Ciencias Especialista em Saúde Coletiva – Hab. Sanitarista – Faculdade de Tecnologia e Ciências – FTC Mestrando em Saúde Pública – Universidade das Americas

Animais silvestres domesticados: Riscos e doenças


"Olá gostaria de sugerir um assunto. Como passou hoje no Fantástico sobre uma macaca que vive com uma mulher e vi no face do Fantástico que muita gente ficou à favor da mulher, dizendo que o animal estava bem e feliz com ela, e sabemos que isso não é verdade, você poderia fazer um post sobre os malefícios e doenças que os animais silvestres nos trazem e nós a eles". Monize Souza, Avaré-SP.

Obrigado por esta dica Monize! Conforme sugeriu, segue abaixo o que pesquisei sobre os malefícios e as doenças que os animais silvestreste podem causar à nós e o que nós podemos causar à eles. Considerei as espécies de animais silvestres mais comumente domesticadas, principalmente aquelas que podem ser tocadas constantemente e até ficar dentro de casa.

Macacos
Dentre as várias espécies de primatas existentes no país, as espécies do gênero Callithrix sp. são as mais comuns no que diz respeito à domesticação. Estes primatas são até vendidos em alguns pet shop com valores entorno de R$3.000,00 por indivíduo.

Doenças transmitidas aos humanos
Vários artigos e documentos relatam o papel importante dos primatas na transmissão do vírus da Febre Amarela, tendo em vista que este grupo de animais são os hospedeiros naturais do vírus arbovírus (vírus transmitido por atrópodes) Flavivirus sp, causador desta doença. No país, o principal vetor e reservatório desse vírus é o mosquito o Haemagogus janthinomys, que pode picar tanto os primatas quanto nós humanos, sendo uma importante zoonose silvestre e impossível de ser erradicada. Assim sendo, ter um macaco em casa pode ser sinônimo de doença.

Além desta doença, uma outra muito pior pode ser transmitida à nós e também aos outros animais existentes na casa, como gatos e cachorros, a Raiva. Os animais silvestres de uma forma geral são reservatórios deste vírus (Lyssavirus sp) transmitido por contato com a saliva do animal infectado. Geralmente a forma mais comum de transmissão de animais para homem se dá através da mordida, onde a saliva contendo o vírus entra em contato com o sangue do homem. Uma vez infectado o caso é fatal, pois afeta o sistema nervoso central devido ao alojamento do vírus na cabeça (cérebro) causando uma encefalomielite.

Temos ainda a Tuberculose, uma importante zoonose mundialmente conhecida. A agente causador da doença é a bactéria Mycobacterium tuberculosis e um primata infectado pode transmitir esta doença à nós através do seu espirro ou tosse, onde podemos respirar as bactérias que foram espalhadas pelo ar. Esta doença pode ser transmitida também de nós para os outros animais, e em zoológicos e cativeiros, alguns estudos relataram a infecção de animais por ingestão de vísceras de aves ou bovinos infectados.

Estas são as três principais doenças que encontrei  em artigos e também em documentos do Ministério da Saúde, porém, não podemos esquecer que os primatas possuem carrapatos e outras espécies de ectoparasitos, verminoses, além de outras espécies que podem oferecer riscos à nossa saúde.

Aves
Muitas pessoas adoram aves devido ao fato de serem belas por exibirem diversas cores, formas e tamanhos, e também por possuírem os mais diversos tipos de cantos. Porém, quando falamos em doenças, poucas pessoas sabem o que as aves silvestres podem nos transmitir. Como citado acima sobre os primatas, as aves também possuem várias outras espécies associadas à elas que podem nos oferecer riscos, e nós podemos não conhecê-las totalmente. Mas ainda assim existem algumas doenças muito conhecidas transmitidas por este grupo de animais, dentre elas se destacam a Aspergilose, Histoplasmose e a Salmonelose.

A Aspergilose é causada pelo fungo Aspergillus flavus e pode nos infectar através do contato direto com uma ave portadora ou com conídias (espóros) no solo.

Já a Histoplasmose, causada também por um fungo, o  Histoplasma capsulatum, pode nos infectar através do contato com a ave portadora ou através da inalação dos espóros contidos em ambientes fechados, como em residências domésticas.

A Salmonelose é causada pela infecção da ave por espécies de bactérias do gênero Salmonella e a contaminação por nós humanos ocorre quando entramos em contato com indivíduos viáveis destas espécies, principalmente através da ingestão da carne e ovos de aves silvestres, como acontece em criações inadequadas de perdizes, codornas, etc.

E como citado anteriormente, as aves também podem ser portadora da tuberculose!

Várias espécies de silvestres oferecem riscos
Existem ainda outras várias espécies de animais silvestres que são criadas ilegalmente em várias residências, inclusive em grandes centros urbanos, o que pode levar à transmissões de doenças para os profissionais biólogos e veterinários que passam a receber animais que fugiram ou foram abandonados em centros de reabilitação de animais silvestres, zoológicos, cativeiros legais, etc. O problema é tão grande para a saúde pública que existem vários manuais e documentos criados pelo governo para adotarem medidas preventivas e ações que controlem as doenças transmitidas por estes animais. 

Portanto, não são somente os macacos e aves responsáveis por estas doenças. Dentro dos mamíferos, além das espécies de macacos, temos também os coelhos silvestres, onça-parda, onça-pintada, gato do mato, anta, capivara, tamanduá-mirim, entre outras espécies que são capturadas de criações ilegais. Eu mesmo já vi anta, onça, capivara, lobinho, queixada e cateto, tatú, quati e tamanduá-mirim, domesticados! Temos ainda a criação de serpentes não-peçonhentas como as jibóias, por exemplo, e até algumas peçonhentas, bem como os lagartos e iguanas, além de anfíbios criados ilegalmente. Estes animais frequentemente aparecem nas cidades devido à destruição de seus habitats ou até mesmo devido à facilidade que algumas espécies tem para obter alimentos, e muitos podem estar com filhotes, ou as mães morrem atropeladas e os filhotes acabam sendo adotados por algumas pessoas sem informações sobre o risco que estão correndo.

Perigos que nós oferecemos para os animais silvestres
Nós também somos importantes organismos capazes de transmitir doenças para os animais silvestres! Como citei anteriormente, os animais também podem ser infectados pela bactéria causadora da tuberculose através de contatos com humanos.

Quando os animais silvestres passam a manter contatos mais frequentes com humanos, principalmente nas cidades, eles podem estar sujeitos aos mais diversos tipos de doenças que possuímos, como uma simples gripe, verminoses, bacterioses, etc. Se eles são infectados e continuam nas cidades, não há tantos riscos, o grande problema é quando os animais infectados retornam para as suas áreas naturais e acabam então infectando todos os outros indivíduos que até então nunca tinham tido contato com tais doenças, o que pode levar à morte de vários indivíduos.

Esses fatos devem ser considerados, porque, uma doença simples para nós, pode ser fatal para as espécies de animais silvestres que nunca tiveram contato com doenças humanas.

Desta forma, nunca queira criar um animal, ou fique alimentando primatas e outras espécies de mamíferos em geral que possam estar frequentando o seu bairro, pois eles podem adquirir doenças nossas, transmitir para os outros indivíduos e rapidamente todos podem morrer. Se ver animais silvestres rondando seu bairro, busque falar com os órgãos competentes como a PMA - Polícia Militar Ambiental ou o CRAS - Centro de Recuperação de Animais Silvestres. Eles poderão capturar o animal, evitando que o mesmo seja morto por acidentes automobilísticos e consequentemente evitando também que passe doenças para nós e ou nós para ele.

Veja no quadro abaixo as mais conhecidas Zoonoses atualmente:

Clique na imagem para ampliar.

Fontes acessadas:
Ministério da Agricultura: Revisão sobre a raiva.
Manual de vigilância de Epizootias em primatas não-humanos
Doenças infecciosas parasitárias: Guia de bolso
Tuberculose em primatas não-humanos
Principais doenças das aves

Gostou do post? Comente abaixo, seu comentário é importante!

Cursos Online na Área de Biologia

Vírus bacteriófagos são extremamente importantes para o sistema imunológico


As bactérias podem ser amigas e inimigas, alguns posts abaixo que publiquei aqui mostram claramente isso:
Poderíamos viver sem bactérias no corpo?
Plástico de cana de açucar se degrada em um ano por ação de bactérias
Flora bacteriana e sua relação com o autismo
As bactérias intestinais podem te fazer feliz?
Bactérias são utilizadas para diminuir a malária

Além de causarem infecções e doenças, as bactérias também podem nos ajudar a emagrecer e até mesmo combater a acne . Agora, um novo estudo revela que além das bactérias, os vírus têm uma natureza dupla também. Pela primeira vez, pesquisadores demonstraram que os vírus podem ajudar o nosso corpo a combater os microrganismos invasores.

"Esta é uma história muito importante", diz Marilyn Roossinck, ecologista viral na Pennsylvania State University, University Park, que não estava envolvida no trabalho, mas acompanhou a pesquisa de perto.

Uma das nossas mais importantes linhas de defesa contra invasores bacterianos é a de muco, que são as substâncias viscosas no interior da boca, nariz, pálpebras, e do trato digestivo, para citar apenas alguns lugares, criando uma barreira para o mundo exterior.

"O muco é realmente uma substância muito legal e complexa", diz Jeremy Barr, um microbiologista da San Diego State University, na Califórnia, e principal autor do novo estudo. Sua consistência gelatinosa se dá graças às mucinas que são grandes moléculas em forma de escova feita de proteínas cercadas por cadeias de açúcares. Entre as mucinas há uma sopa de nutrientes e componentes químicos que atuam mantendo os microorganismos por perto, evitando que penetrem na corrente sanguínea. Os microrganismos, tais como bactérias vivem perto da superfície da camada das mucosas, enquanto que o muco, na parte inferior, perto das células que as produzem, ou seja, é quase estéril.

O muco também é o lar de fagos, vírus que infectam e matam as bactérias. Eles podem ser encontrados onde residem as bactérias, mas Barr e seus colegas notaram que havia ainda mais fagos no muco que em áreas livres de muco com apenas alguns milímetros de distância. A saliva humana, por exemplo, tinha cerca de cinco fagos para cada célula bacteriana, enquanto que na superfície da mucosa tinha de cerca de 40 fagos para 1 célula bacteriana. "Isso estimulou a questão", disse Barr. "O que esses fagos estão fazendo? Eles estão protegendo o hospedeiro?".

Para descobrir isso, Barr e seus colegas desenvolveram um tecido de pulmão humano em laboratório. Os pulmões são é uma das superfícies do corpo que são protegidas por muco, mas os investigadores criaram uma versão das células do pulmão, onde a capacidade de fazer muco foi inibida. Quando incubadas durante a noite com a bactéria Escherichia coli, cerca de metade das células em cada cultura morreram, a ausência do muco não ajudou em nada. Mas quando os pesquisadores adicionaram um fago que infecta E. coli, a taxa de sobrevivência elevou na presença de células produtoras de muco. Essa disparidade mostra que os fagos podem matar as bactérias nocivas, Barr diz, mas não está claro se eles ajudam ou prejudicam as bactérias benéficas, que podem depender de quais tipos de fagos estão presentes.

Em uma série de experimentos relacionados, a equipe descobriu que os fagos são ornamentados com moléculas diferenciadas que transformam as cadeias de açúcar em mucinas. Isso mantém os fagos no muco, onde eles têm acesso a bactérias, e sugere que os vírus e os tecidos produtores de muco estão adaptados e por isso são compatíveis um com o outro.

Superfícies cobertas de muco não são exclusivas para o nosso interior, o muco pode ser encontrado em todo o reino animal. Ele protege os corpos inteiros de peixes, vermes e corais, por exemplo. Fagos de proteção parecem ser igualmente amplos: Barr e seus colegas descobriram densas populações de fagos em todas as espécies de animais amostrados. "É um novo sistema imunológico, e nós pensamos que é aplicável a todas as superfícies das mucosas, e é um dos primeiros exemplos de uma simbiose direta entre fagos e um animal hospedeiro", disse Barr.

Neste estudo, os pesquisadores escolheram o fago e a bactéria, mas é possível que o animal hospedeiro selecione fagos específicos para controlar determinados tipos de bactérias, como também podem "equipar" mucinas com determinados açúcares que os fagos reconhecem. O próximo passo, diz Barr, é explorar como esta simbiose funciona em superfícies mucosas da vida real de todos os tipos, onde diversos tipos de fagos e bactérias estão interagindo.

Pode também ser possível conceber um fago muco-compatível que pode combater a infecção ou alterar o equilíbrio microbiano do corpo, embora esta possibilidade ainda esteja muito distante. Este trabalho, Barr diz, "nos obriga a reavaliar o papel dos fagos. Esperemos que isto leva as pessoas a pensarem sobre o que eles fazem e como podemos usá-los à nosso favor e ajudar a combater a doença." [Science Daily]

Flora bacteriana e sua relação com o autismo


Conforme publiquei no post As suas bactérias intestinais podem te fazer feliz? neste post eu trago uma publicação recente (21/05/2013) do Centro Alimentar Farmabiótico da University College Cork relacionada também com as bactérias intestinais e suas relações extremamente importantes com o cérebro.
Cursos Onlin 24 Horas - Cursos com Certificado

Os cientistas da APC (Alimentar Pharmabiotic Center) mostram que as bactérias do intestino são essenciais para o desenvolvimento de comportamentos sociais normais na pesquisa publicada na revista internacional Psiquiatria Molecular - Molecular Pshychiatry. O autismo e outras desordens do desenvolvimento neurológico são caracterizadas por alterações no comportamento social. É claro que os distúrbios gastrintestinais também são muito comuns em transtornos do espectro do autismo (do inglês ASD - Autism Spectrum Disorder). Contudo, o papel das bactérias intestinais em ASD é controverso.

Agora, os cientistas do CAF da UCC têm mostrado que, pelo menos nos modelos animais, bactérias intestinais são essenciais para o desenvolvimento do comportamento social normal. Esta pesquisa aproveita a capacidade de manter os ratos permanentemente sem microbiota em seu intestino (livre de bactérias, protozoários) e examinou o seu comportamento na vida adulta. Ratos, como os humanos, são uma espécie social e têm uma propensão natural a buscar a segurança e o prazer proporcionado por cenários sociais estáveis. No entanto, os cientistas observaram prejuízos sociais significativos em ratos sem microbiota, particularmente em machos. 

Isto foi acompanhado pela redução da preferência por situações sociais novas, onde os ratos com uma microbiota com deficiência não demonstraram o aumento normal em tempo investigando uma relação com outros ratos familiares, o que se assemelha a déficits cognitivos sociais observadas em pacientes  humanos com desordens do desenvolvimento neurológico. Crianças com autismo apresentam aumento de comportamentos repetitivos e camundongos com a microbiota deficiente demostram também, reforçando as repetições comportamentais em cada situação nova. Curiosamente, quando a bactéria foi introduzida após o desmame eles reverteram a evitação social observada e os comportamentos repetitivos, mas não teve efeito sobre deficiências da cognição social.

A pesquisa foi liderada pelo professor John F. Cryan e realizado por um cientista de pós-doutorado Dr. Lieve Desbonnet em colaboração com o Dr. Gerard Clarke, Professor Fergus Shanahan e Professor Ted Dinan no CAF da UCC.

Em geral, este estudo fornece novas evidências de que emocionante a microbiota intestinal é crucial para a programação e apresentação de um repertório distinto de comportamentos que ocasionam desordens do desenvolvimento neurológico, como o autismo e esquizofrenia e com uma preponderância masculina similar. Uma melhor compreensão dos mecanismos subjacentes a estes défices sociais, poderia levar ao surgimento de novas terapias e mais eficazes para combater tais sintomas.

"Devemos advertir que estes resultados emanam de modelos experimentais que demonstram claramente que a ausência de bactérias críticas durante a infância afeta os comportamentos relevantes para o autismo e, assim, novas investigações sobre como a microbiota afeta o cérebro são necessárias", disse o professor John F. Cryan, autor sênior da publicação e Chefe do Departamento de Anatomia e Neurociência da UCC.

A pesquisa foi publicada na liderança internacional psiquiatria a revista Molecular Psychiatry "Desbonnet L, Clarke G, F Shanahan, Dinan TG & Cryan JF. "Microbiota is essential for social development in the mouse" http://www.nature.com/mp/ journal/vaop/ncurrent/full/mp201365a.htm

Fonte: CAF/UCC

Cursos Online com Certificado - Cursos 24 Horas
 

As suas bactérias intestinais podem te fazer feliz?


O que tem a ver as bactérias intestinais com a felicidade que você sente?

Cientistas da University College Cork (UCC) têm mostrado que os níveis cerebrais de serotonina, o "hormônio do prazer" são regulados pela quantidade de bactérias no intestino durante o início da vida. A pesquisa foi publicada na revista internacional de psiquiatria, Molecular Psyichiatry.

Cursos Onlin 24 Horas - Cursos com Certificado

Esta pesquisa mostra que a função do cérebro adulto normal depende da presença de microrganismos do intestino, durante o seu desenvolvimento.  A Serotonina, a principal substância envolvida na regulação do humor e emoção, é alterada em momentos de estresse, ansiedade e depressão e clinicamente é mais eficaz como medicamento antidepressivo.

Os cientistas do Centro Alimentar Farmacobiótico - CAF da UCC utilizaram um modelo de rato livre de microrganismos para mostrar que a ausência de bactérias durante o início da vida afeta significativamente as concentrações de serotonina no cérebro na idade adulta. A pesquisa também destacou que a influência é sexo dependente, com efeitos mais marcantes no homem em comparação com os animais do sexo feminino. Finalmente, quando os cientistas colonizaram com bactérias os animais antes da idade adulta, eles descobriram que muitas das alterações do sistema nervoso central, especialmente aquelas relacionadas com a serotonina, não poderiam ser invertidas, indicando uma impressão permanente dos efeitos da ausência de flora intestinal bacteriana sobre a função cerebral .

Esta pesquisa se baseia no trabalho anterior, a partir do grupo de pesquisa da UCC e outros, mostrando que um existem um eixo fauna bacteriana-intestino-cérebro, que é essencial para a manutenção da saúde normal, o que pode afetar o cérebro e o comportamento. A pesquisa foi realizada pelo Dr. Gerard Clarke, Professor Fergus Shanahan, Professor Ted Dinan e Professor John F Cryan e colaboradores do CAF da UCC.

"Como um neurocientista, estes resultados são fascinantes que possibilitam destacar o papel importante que as bactérias do intestino exercer na comunicação bidirecional entre o intestino e o cérebro, e abre-se a oportunidade intrigante de desenvolver estratégias únicas baseadas na flora microbiana intestinal para o tratamento de desordens do cérebro", disse Professor John F. Cryan, autor sênior da publicação e Chefe do Departamento de Anatomia e Neurociência na UCC.

Esta pesquisa tem várias implicações para a saúde, pois mostra que as manipulações da microbiota (por exemplo, antibióticos, dieta, ou infecção) podem ter profundas repercussões sobre o funcionamento do cérebro. "Estamos muito entusiasmados com estes resultados", disse o autor principal, Dr. Gerard Clarke. "Embora já acreditássemos que a microbiota é essencial para a nossa saúde geral, nossos resultados também destacam a importância de nossos pequenos amigos para o nosso bem-estar mental." [Fonte: Science Daily]

Artigo científico:
G Clarke, S Grenham, P Scully, P Fitzgerald, R D Moloney, F Shanahan, T G Dinan and J F Cryan. The microbiome-gut-brain axis during early life regulates the hippocampal serotonergic system in a sex-dependent manner. Mol Psychiatry, June 12, 2012 DOI:10.1038/mp.2012.7

Cursos Online com Certificado - Cursos 24 Horas
 

Kit de Estudos Microbiologia + bônus

Microbiologia é o ramo da biologia que estuda os microrganismos, incluindo eucariontes unicelulares e procariontes, como as bactérias, fungos e vírus. Atualmente, a maioria dos trabalhos em microbiologia é feita com métodos de bioquímica e genética. Também é relacionada com a patologia, já que muitos organismos são patogênicos. Os princípios da Biologia podem ser demonstrados através do estudo da Microbiologia, pois os microrganismos têm muitas características que os tornam instrumentos ideais para a pesquisa dos fenômenos biológicos.

Os microrganismos fornecem sistemas específicos para a investigação das reações fisiológicas, genéticas e bioquímicas, que são a base da vida. Eles podem crescer, de maneira conveniente, em tubos de ensaio ou frascos, exigindo, assim, menos espaço e cuidados de manutenção do que as plantas superiores e os animais.


Você já conhece os outros Kits?
- Kit de estudos de Bioquímica
- Kit de estudos de Parasitologia
- Kit de estudos de Genética
- Kit de estudos de Biologia Celular

Conforme o pedido de alguns leitores eu caprichei neste Kit e o preço será o mesmo dos outros, fiquei 1 semana fazendo ele, para deixá-lo o mais completo possível, tendo em vista que a Microbiologia não é uma disciplina tão restrita, abrangendo várias áreas, com métodos e técnicas específicas. Confira o Kit:

Clique na imagem para ampliar

Este Kit de Estudos conta com 6 pastas:
  1. Fungos: Contém 25 arquivos que falam desde as características gerais até a taxonomia e classificação dos fungos, além de conter alguns Atlas e Manuais elaborados por vários pesquisadores.
  2. Imagens: Contém cerca de 15 imagens destacando principalmente as características das bactérias, fungos e vírus, estudados na Microbiologia.
  3. Manuais: Contém 8 arquivos, dentre estes 4 são manuais de microbiologia relacionados às normas, técnicas e instruções laboratoriais, além de outros 4 arquivos elaborados pela ANVISA e outros pesquisadores.
  4. Métodos: Pasta com 11 arquivos no qual contém principalmente os métodos de coloração de Gram e de Ziehl-Neelsen, além de técnicas de esterilização e desinfecção, bem como métodos alternativos nas análises microbiológicas.
  5. Microbiologia Geral: Contém cerca de 10 itens relacionados com a introdução à microbiologia, microbiologia aplicada, introdução à microbiologia e micologia (fungos), etc.
  6. Vírus: Pasta com 5 arquivos relacionados às características, estruturas, constituição e tipos de vírus.
BÔNUS
Pasta de exercícios + links de sites com exercícios: MAIS DE 100 questões em PDF / e vários links de exercícios online.


Além disso tudo, ainda preparei um bônus extra, uma pasta com mais de 20 arquivos com diferentes espécies de microrganismos (fungos e bactérias) e vírus, causadores de doenças em humanos:

Clique na imagem para aumentar.

Compre agora!
R$ 10,00

  

O perigo dos ônibus de transporte público


Milhões de brasileiros pegam ônibus circulares todos os dias, segundo pesquisas realizadas por Lanzoni et al (2011), 43% da população brasileira utiliza o transporte público.

A maior capital do país, São Paulo, possui atualmente cerca de 2.000.000 de usuários de ônibus circulares, que torna estes veículos um abrigo gigante para milhares de microrganismos que podem causar diversas doenças em nós.

Cursos Onlin 24 Horas - Cursos com Certificado


Vários estudos já foram realizados para identificar as espécies de microrganismos que os passageiros estão em constante contato durante suas idas e vindas pelos ônibus que circulam as cidades. Um destes trabalhos que achei muito interessante foi o de Mendonça et al (2008) que realizou um estudo em São Paulo coletando, em 40 ônibus, 120 amostras colhidas de balaustres dos veículos.

Ele encontrou 22 espécies e ainda foram relatados possíveis achados de cistos de protozoários e ovo de um verme nematóide, veja a figura abaixo (clique para ampliar):


Observe na figura todas as espécies encontradas:
Micrococcus sp.
Burkholderia mallei
Bacillus subtillis
Acinetobacter baumanii
Staphylococcus coag.
Enterobacter
sp.
Acinetobacter calcoaceticus
Staphylococcus aureus
Pseudomonas putida
Acinetobacter lwoffi
Escherichia coli
Pseudomonas mendocina
Pseudomonas fluorescens
Pseudomonas pseudoalcaligenes
Burkholderia pseudomallei
Alcaligenes faecalis
Pseudomonas aeroginosa
Candida sp.
Sphingobacterium multivorum
Pseudomonas stutzeri
Enterococcus

Streptococcus do grupo viridans

Micrococcus sp
Dentre todas as espécies encontradas, a bactéria Micrococcus foi a mais frequente, com 21,30% de presença em todas as 120 amostras coletadas nos 40 ônibus. Estas bactérias são agentes da população microbiana normal da pele, mucosa e orofaringe. Seus mecanismos de virulência não são conhecidos, portanto, são aparentemente inofensivos e raramente implicados em doença, São microrganismos que existem na vida livre, no ambiente. Em cultivo no laboratório as colônias são muito coloridas, e com tonalidades avermelhadas.

Burkholderia mallei
Burkholderia é um gênero de bactérias gram-negativas da família Burkholderiaceae.

O gênero Burkholderia é composto por: bacilos retos; Gram negativos; oxidase e catalase positivos; com uma proporção de G+C que oscila entre 59 e 69,5 %. São bactérias móveis com um flagelo polar único ou com um penacho de flagelos polares de acordo com as espécies. Também são mesófilos e não esporulados. Seu metabolismo é aeróbico. Como sustância de reserva utilizam o polihidroxibutirato.

Ecologicamente são saprófitas que intervêm na reciclagem de matéria orgânica. As bactérias de este gênero podem ser patógenas para os seres humanos e os animais, como Burkholderia mallei agente causal do mormo.

Mormo ou lamparão é uma doença infecciosa que ataca primariamente cavalos, asnos e mulas, podendo também ser contraída por outros animais, tais como cachorros, gatos,bodes e inclusive o homem. Os sintomas do mormo incluem lesões nodulares nos pulmões, mucosas nasais e gânglios linfáticos, além de secreção nasal catarro-purulento. Há ainda febre, tosse, epistaxe, dispinéia e emagrecimento progressivo até a caquexia.

Acinetobacter baumanii
É uma bactéria gram-positiva que está presente amplamente no solo, sendo a segunda mais isolada nos humanos. Geralmente não infecta humanos, porém causa infecções oportunistas principalmente nas vias respiratórias e tratos urinários.

Staphylococcus aureus
Staphylococcus aureus, também conhecido como estafilococo-dourado, é uma espécie de estafilococo coagulase-positivos. Juntamente com a Escherichia coli, é uma das mais antigas bactérias simbiontes do homem. Porém, em grandes quantidades, pode ser uma virulenta espécie do seu género, devido à presença de toxinas.

Têm forma esférica (são cocos), cerca de 1 micrómetro de diâmetro, e formam grupos com aspecto de cachos de uvas com cor amarelada, devido à produção de carotenoides, sendo daí o nome de "estafilococo dourado". Cresce bem em ambientes salinos.

Cerca de 15% dos indivíduos são portadores de S.aureus, na pele ou nasofaringe. A infecção é frequentemente causada por pequenos cortes na pele.

Escherichia coli
Existem, enquanto parte da microbiota normal no intestino, em grandes números. Cada pessoa evacua em média, com as fezes, um trilhão de bactérias E.coli todos os dias. A doença é devida à disseminação, noutros órgãos, das estirpes intestinais normais; ou nos casos de enterite ou meningite neonatal à invasão do lúmen intestinal por estirpes diferentes daquelas normais no indivíduo.

A presença da E.coli em água ou alimentos é indicativa de contaminação com fezes humanas (ou mais raramente de outros animais). A quantidade de E.coli em cada mililitro de água é uma das principais medidas usadas no controlo da higiene da água potável municipal, preparados alimentares e água de piscinas. Esta medida é conhecida oficialmente como índice coliforme da água.

Fezes? Isso mesmo, a E. coli está muito fortemente relacionada às fezes e imagine então como ela foi parar dentro de um ônibus! Ehhhhrg!

Pseudomonas
Outros microrganismos muito nocivos para nós, encontrados no estudo, foram as bactérias do gênero Pseudomonas. As bactérias Pseudomonas são bacilos gram-negativos retos ou ligeiramente curvos, com dimensões entre 0,5 – 1,0µm de largura e 1,5 – 5,0µm de comprimento, não formadores de esporos. Estas bactérias são móveis através de flagelos polares. A ampla distribuição ambiental das Pseudomonas é assegurada por suas exigências simples de crescimento, apresentando crescimento em temperaturas de até 42°C.

As infecções por Pseudomonas aeruginosa são principalmente oportunistas, apesar de crescerem em praticamente qualquer ambiente e poderem colonizar indivíduos saudáveis, associadas a pacientes imunocomprometidos com neutropenia, diabetes mellitus, queimaduras extensas e neoplasias são comumente ligadas à infecção por estes microrganismos.

Candida sp
Note que até Candida sp. foi encontrado também, independentemente da sua frequência ser menor que 1%, mas a sua presença de qualquer forma foi registrada, o que significa que pode ter sido transmitida para outras pessoas.

Sete em cada dez mulheres são afetadas pela doença pelo menos uma vez na vida. Para evitá-la, siga as recomendações da ginecologista Lana Aguiar, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e do dermatologista Ricardo Shiratsu, do Ambulatório de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Universidade Federal de São Paulo.

O que é candidíase?
É uma infecção provocada pelo fungo Candida sp. Ele não aparece só na vagina, embora esse seja o local mais atacado: também pode se instalar na boca (causando o popular sapinho) e, mais raramente, no esôfago, provocando uma inflamação na mucosa desse órgão.

Qual é a origem do fungo?
Ele habita naturalmente a vagina e o trato gastrointestinal, e lá permanece quieto se não houver fatores que favoreçam a sua multiplicação, como imunidade baixa e umidade e calor excessivos. É por isso que depois de um resfriado (quando a resistência diminui) e durante a menstruação (quando as alterações hormonais tornam o meio vaginal mais convidativo à proliferação do fungo), por exemplo, é mais comum a doença aparecer. O uso de protetores diários de calcinha também é um vilão, porque abafa a região íntima e a deixa mais úmida, como o fungo gosta.

Como a doença se manifesta?
Por meio de um corrimento esbranquiçado, coceira vaginal e ardor na hora de urinar.

Veja mais sobre esta doença aqui.

Dentre as outras doenças eu destaquei estas como as principais.

Imagine agora em quantas bactérias você, que pega ônibus circular, encosta todos os dias? Quantos minutos você fica no ônibus, 20, 30, 50, mais de uma hora? Quanto maior o tempo de contato, maiores são os riscos de infecção.

DOENÇAS

Estafilococos-dourado causado por Staphylococcus aureus
Candida sp.

Elevado grau de infecção por Pseudomona sp.

Elevados casos de mormo (Burkholderia pseudomallei) colocou Ceará em risco.


Previna-se
Adote o saudável hábito de chegar em casa após descer do ônibus e lavar muito bem as mãos, se possível tome até um banho se houve muito contato com as pessoas do ônibus. Simplesmente lavando as mãos você pode evitar uma doença grave, e terá muito menos chances de ser afetado por estas bactérias que são tão comuns e podem provocar graves danos e levar à morte, dependendo do grau da infecção.

Andar de busão é difícil imagine agora sabendo sobre estas bactérias!

Referências
Lanzoni, CO; Scariot, CAi; Spinillo, CG. Sistema de informação de transporte público coletivo no Brasil: algumas considerações sobre demanda de informação dos usuários em pontos de parada de ônibus. InfoDesign. São Paulo. v. 8. n. 1 [2011], p. 54 – 63 | ISSN 1808-5377.


Mendonça RGM, Olival GS, Mimica LMJ, Navarini A, Paschoalotti MA, Chieffi PP. Potencial infeccioso do transporte público de passageiros da cidade de São Paulo. Arq Med Hosp Fac Cienc Med Santa Casa São Paulo. 2008; 53(2):53-7.

Cursos Online com Certificado - Cursos 24 Horas
 

Vídeo mostra bactérias que produzem teia de aranha


Experimento demonstrado em vídeo, através do The Journal of Visualized Experiments (JoVE) - Jornal de Experimentos Visualizados, revela como teia de aranha é produzida por bactérias.

O processo apresentado no artigo em vídeo revoluciona o processo de purificação da teia de aranha padronizando um passo fundamental conhecido como "pós-spin". Neste passo, as moléculas de seda são esticadas por um processo mecânico para aumentar a resistência das fibras. Estas melhorias mecânicas produzem uma teia de aranha uniforme e removem o erro humano do processo de fiação. Como resultado, a seda sintética é muito mais próxima das fibras naturais produzidas pela aranha viúva negra fêmea do que aquilo que era anteriormente possível, e o procedimento proporciona um trabalho de base expansível para utilizar na fabricação de materiais de teia de aranha. 

Devido às suas propriedades mecânicas a teia de aranha sintética pode ter numerosas aplicações industriais. Um interesse em particular é a elevada resistência à tração de seda da viúva negra, o que é comparável ao Kevlar em força, mas é mais leve e de menor densidade. 

Se os cientistas conseguirem reproduzir as propriedades mecânicas das fibras da teia de aranha em laboratório, o material poderá ser utilizado para substituir o Kevlar, fibra de carbono e o aço. O aumento da produção deste novo biomaterial terá um impacto sobre uma grande variedade de produtos em que as propriedades da teia de aranha da são valiosos, que vão desde coletes e estruturas de aviões à cabos de ponte e suturas médicas. 

Cursos Onlin 24 Horas - Cursos com Certificado


O processo de pós-rotação estende a fibra, a fim de alinhar as moléculas e aumenta a sua resistência à tração. Para resolver este problema, o Dr. Craig Vierra da Universidade do Pacífico desenvolveu uma técnica que elimina a variabilidade humana usando um atuador mecânico. Construído pelo Dr. Vierra e seu grupo de laboratório, o atuador mecânico pode confiantemente esticar fibras para um comprimento especificado, imitando o comportamento da teia de aranha natural. Dr. Vierra nos diz que "O processo reduz a variação nas propriedades mecânicas que são vistos. Antes deste procedimento, verificou-se uma grande quantidade de variação nas fibras sintéticas." 

Dr. Vierra continua seu trabalho com aranhas viúva-negra e a produção de seda sintética. "Nós estamos trabalhando e o que aprendemos aqui é expandindo através de procedimento em massa." Eventualmente, o laboratório tem como objetivo tornar a teia de aranha um recurso renovável para a produção de material que pode mudar a forma como projetar o futuro. Sobre a publicação JoVE , Dr. Vierra observa a decisão foi tomada porque, "A representação visual é importante porque a maioria dos artigos de pesquisa não demonstram o procedimento passo a passo (para coletar teia de aranha). Além disso, muitos dos processos precisam de uma representação visual para compreender completamente. "  [Fonte: Science Dayli].

Veja o vídeo clicando no link abaixo: 

Autores do artigo:


Cursos Online com Certificado - Cursos 24 Horas
 

Desmatamento na Amazônia - Perda da comunidade de microorganismo


Uma equipe internacional de microbiologistas liderados por Klaus Nüsslein da Universidade de Massachusetts Amherst descobriu uma perda preocupante da diversidade de microrganismos que está acompanhando o desmatamento na floresta amazônica.

Nüsslein, especialista em floresta tropical e comunidades microbianas do solo, diz: "Nós descobrimos que após a conversão da floresta para pastagens agrícolas, comunidades bacterianas foram significativamente diferentes daqueles dos solos florestais. Não só os solos de pastagens mostram aumento do número de espécies, essas espécies foram também menos relacionadas umas às outras do que no solo da floresta. Isso é importante porque a combinação de espécies florestais perdidas e a homogeneização das comunidades de pastagens juntas, sinalizam que esse ecossistema é agora muito menos capaz de lidar com o estresse externo adicional."

Cursos Online 24 Horas - Cursos 100% Online com CertificadoEle e seus colegas estudaram uma determinada área de uma grande fazenda ao longo dos últimos quatro anos, onde os agricultores derrubam a floresta tropical intacta, em Rondônia, para convertê-lá em uso agrícola. Uma pesquisa anterior mostra que as espécies de bactérias no solo tornaram-se mais diversificadas após a conversão para pastagens. No entanto, em seu quarto ano, o estudo superou limitações de investigações anteriores que mostram que as mudanças na diversidade microbiana ocorreram ao longo de grandes escalas geográficas. Os resultados aparecem na edição atual dos Anais da Academia Nacional de Ciências .

Além de Nüsslein, o grupo de pesquisa inclui Jorge Rodrigues (primeiro autor) da Universidade do Texas em Arlington com Brendan Bohannan da Universidade de Oregon, James Tiedje na Michigan State University, e outros da Universidade de São Paulo. Os investigadores Nüsslein e Rodrigues enfatizam que o estudo é uma colaboração igual entre os quatro grupos de pesquisa.

Os resultados não suportam conclusões anteriores de estudo, em vez disso, mostram que a perda de faixas restritas para comunidades de diferentes bactérias resulta em uma homogeneização biótica e perda líquida de diversidade global. Cientistas temem que a perda de variação genética em bactérias em uma floresta convertida poderia reduzir a resiliência dos ecossistemas. Os pesquisadores esperam que seu trabalho irá fornecer dados valiosos para as decisões sobre o futuro da floresta amazônica.

Biólogo e primeiro autor, Jorge Rodrigues, da Universidade do Texas em Arlington acrescenta, "Nós já sabíamos há muito tempo que a conversão de terras de florestas na Amazônia para agricultura resultam em uma perda de biodiversidade em plantas e animais. Agora sabemos que as comunidades microbianas que são tão importantes para o ecossistema também sofrem perdas significativas. "

Como Nüsslein e colegas apontam, a Amazônia representa metade da floresta tropical do mundo e é o lar de um terço das espécies da Terra, mas a Amazônia tem um dos maiores índices de desmatamento. A agricultura é uma das peças maiores e mais dinâmicas da economia do Brasil, então lidar com florestas intactas nos trópicos vai ser complicado, mas, no entanto, é vital que a questão seja abordada ".

Rodrigues diz que ele e seus colegas estão atualmente compilando os resultados sobre o potencial de recuperação da diversidade microbiana após a pastagem ser abandonada e voltar a "floresta secundária". Ao mesmo tempo, Nüsslein e seus colegas estão liderando um esforço para investigar como a redundância de funções fornecidas por microrganismos do solo fornece resistência aos efeitos da mudança do uso do solo agrícola para suportar um ecossistema estressado para recuperar a estabilidade.

"Se a diversidade bacteriana irá recuperar completamente após conversão do ecossistema dependerá em parte se a taxa perdida na conversão é extinta localmente, ou se eles estão presentes nos locais de pastagem, mas de baixa abundância de tal modo que eles são indetectáveis ​​no nosso estudo," dizem os autores.

Este trabalho foi financiado por doações do National USDA Instituto de Alimentação e Agricultura, e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP.


Bactérias encontradas 20 metros abaixo de um lago congelado na Antártida

Esta semana, um estudo pioneiro publicado nos Anais da Academia Nacional de Ciências ( PNAS ) de co-autoria do Dr. Alison Murray e Dr. Christian Fritsen no Instituto de Pesquisas do Deserto de Nevada (DRI) revela , pela primeira vez, uma comunidade viável de bactérias que sobrevive em um ambiente totalmente escuro com temperatura extremamente baixa. num local salgado, totalmente congelado, cerca de 20 metros abaixo de um dos lagos mais isoladas da Antártica.

O Lago Vida, o maior dos vários lagos únicos encontrados nos Vales Secos de McMurdo, não contém oxigênio, é em grande parte congelado e possui os mais altos níveis de óxido nitroso de qualquer corpo de água natural na Terra. Um líquido salgado que é aproximadamente seis vezes mais salgado do que a água do mar se infiltra através do ambiente de gelo que tem uma temperatura média de menos 13,5 graus centígrados (ou 8 graus Fahrenheit).

Cursos Online 24 Horas - Cursos 100% Online com Certificado"Este estudo fornece uma janela para um dos ecossistemas mais exclusivos na Terra", disse Murray, principal autor do relatório, e ecologista microbiano molecular e pesquisador polar nos últimos 17 anos, que já participou de 14 expedições ao Oceano Antártico e da Antártida. "Nosso conhecimento acerca dos processos geoquímicos e microbiana em ambientes sem luz e gelados, especialmente em temperaturas abaixo de zero, tem sido em grande parte desconhecido até agora. Este trabalho amplia a nossa compreensão dos tipos de vida que podem sobreviver nestes isolados locais, e como diferentes estratégias podem ser utilizadas para que estes microorganismos existam em tais ambientes desafiadores."

Apesar do muito frio natural do local, o escuro e isolado do habitat, o relatório conclui que a salmoura abriga um conjunto surpreendentemente diversificado e abundante de bactérias que sobrevivem sem uma fonte atual de energia do sol. Estudos anteriores do Lago Vida datam de 1996 indicam que a água salgada e seus "habitantes foram isolados de influências externas por mais de 3.000 anos".

Murray e seus co-autores e colaboradores, incluindo o do Dr. Peter Doran, da Universidade de Illinois, em Chicago, desenvolveu protocolos rigorosos e equipamentos especializados para as suas pesquisas em 2005 e 2010 para provar a qualidade da água salgada do lago, evitando a contaminação do ecossistema primitivo .
Para análise os pesquisadores criaram um ambiente único de trabalho sob seguras tendas estéreis, na superfície do lago para manter o local e equipamento limpo, perfurando núcleos de gelo para coletar o material de estudo. As amostras recolhidas do salmoura salgado residente no gelo do lago eram avaliadas para saber as qualidades químicas da água e o seu potencial para acolher e manter a vida, para posteriormente descrever a diversidade dos organismos detectados.

Análises geoquímicas sugerem que as reações químicas entre a salmoura e os sedimentos gerados originam óxido de azoto e de hidrogénio molecular. Esta última, em parte, podem fornecer a energia necessária para manter a vida dos microorganismos na salmoura.

"É plausível que a fonte de energia só existe a partir da reação química entre a água salgada anóxica e da rocha", explicou Fritsen, ecologista microbiano de sistemas e Professor Pesquisador na Divisão DRI de Ciências da Terra e do ecossistema.

"Se esse é o caso", ecoou Murray. "Isso nos dá um quadro inteiramente novo para pensar em como a vida pode ser apoiada em crio-ecossistemas na Terra e em outros mundos gelados do universo."

Murray acrescentou que a pesquisa está em curso para analisar os meios abióticos, interações químicas entre a salmoura do Lago Vida e do sedimento, além de investigar a comunidade microbiana usando abordagens diferentes de sequenciamento de genoma. Os resultados podem ajudar a explicar a possibilidade de vida em outros ambientes criogênicos salgados, além da Terra.

O Lago Vida salmoura também representa um cri-ecosistema que é um análogo adequado e acessível para os solos, sedimentos, pântanos e lagos subjacentes à camada de gelo da Antártida, que outros pesquisadores polares estão apenas agora começando a explorar. [Science Daily]

Cursos On line com Certificado


Poderíamos viver sem bactérias no corpo?


Este assunto, desde pequeno (quando soube que existiam bactérias "boas" em nosso corpo), me intrigava. Claro que como futuro biólogo, sei a extrema importância das bactérias para o nosso organismo, principalmente as que estão presentes no intestino. Mas você sabe o que elas fazem em nosso corpo? Como agem? Quais são as vantagens de se ter bactérias dentro de nós? Este artigo da Bióloga Karlla Patrícia fala bem sobre o que estes microorganismos nos oferecem. 

Cursos Online 24 Horas - Cursos 100% Online com Certificado"É intrigante imaginar que neste momento incontáveis tipos de bactérias nojentas estão morando no nosso corpo. É comum que pensemos em bactérias no contexto de doenças, claro! Mas é importante saber que da mesma forma que não podemos viver sem carbono, proteção contra doenças e a habilidade de digerir completamente os alimentos, não podemos sobreviver sem bactérias.

Dentro do nosso corpo, as bactérias oferecem muitos benefícios. Nos intestinos, favorecem a digestão de fibras vegetais, transformando resíduos complexos, que normalmente não são facilmente digeridas, em substâncias simples. Assim, é correto dizer que recebemos mais nutrientes durante a digestão exatamente por causa das bactérias. As bactérias no sistema digestivo também participam da geração de compostos químicos essenciais à vida humana, como as vitaminas D, K e B12. Fora do corpo, uma “floresta” de bactérias vive na nossa pele (pelo menos 200 espécies diferentes), se alimentando dos recursos oferecidos e “desencorajando” bactérias indesejáveis. 

Contudo, ainda ajudam a degradar as células mortas e destruir os resíduos eliminados por poros e microglândulas. Dentro ou fora, a exposição à bactéria tem demonstrado ser uma parte importante do desenvolvimento do nosso sistema imunológico. 

A exposição a bactérias, tanto benignas quanto nocivas, são importantes na resposta do sistema imunológico.

Apesar de todos os benefícios, não podemos esquecer que as bactérias também podem fazer mal, inclusive as que normalmente fazem bem. Uma colônia de Staphylococcus aureus vivendo no braço pode impedir a entrada de invasores sem prejudicar o organismo. No entanto, se a pessoa se cortar ou se seu sistema imunológico estiver comprometido, essas bactérias podem causar uma infecção. A questão é que as bactérias nem sempre estão só comendo. Basta o ambiente do corpo ficar mais poluído e as defesas orgânicas falharem que elas começam a se reproduzir desenfreadamente. Rompeu-se o equilíbrio de forças entre parasita e hospedeiro."

Bacana não acha? Ah, cabe lembrar também que o cupim possui colônias de bactérias especialistas em seu estômago, e essas bactérias são especialistas em degradar a celulose, ou seja, a madeira que o cupim come. Sendo assim, estes organismos são intensamente dependentes uns dos outros, sem o cupim a bactéria não vive e sem a bactéria o cupim não vive. Essa interação é chamada de simbiose, onde ambos organismos  necessitam um do outro para sobreviver.


© Copyright 2014. Website by Way2themes - Published By Gooyaabi Templates