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Vírus transforma lagarta em zumbi

David Nance/USDA Agricultural Research Service

As formigas não são as únicas criaturas que podem ser transformadas em zumbis por microorganismos. Um vírus conhecido como baculovirus infecta lagartas e as fazem subir ao topo das plantas que vivem antes de morrer (foto). Os cadáveres em decomposição nas partes mais altas, fornecem uma chuva de mais baculovírus sobre as folhagens abaixo, permitindo assim a infecção das vítimas futuras. Aves também comem as larvas mortas, espalhando o vírus em longas distâncias. 

Agora, os pesquisadores revelaram como o baculovirus manipula seus hospedeiros em primeiro lugar. A publicação on-line na Biology Letters mostra que o vírus altera a forma como as lagartas respondem à luz. Larvas não infectadas sobem e descem nas plantas hospedeiras, independentemente das condições de luz. Elas nunca subem tão alto ao ponto de alcançar o topo das plantas. Além disso, as lagartas maduras descem para um local seguro na base da planta antes de se tornar pupas imóveis. Mas larvas infectadas na presença de luz começam a escalar três dias depois de serem infectadas e, em seguida, sobem quase 3,5 metros ao longo das próximas 14 horas.

Lagartas infectadas em completa escuridão, no entanto, não subiram tão alto e morreram em alturas mais baixas. O vírus, assim, faz as lagartas se moverem em direção à luz, que por sua vez as fazem escalar suas plantas hospedeiras para morrerem no topo.

Fonte: Science

Vermes parasitas podem despertar vírus latentes e impedir defesas virais

Lombrigas e outras espécies de vermes parasitas conhecidos como helmintos têm prosperado em mamíferos durante milhões de anos. Apesar de avanços modernos em saneamento, infecções por helmintos ainda tem um impacto devastador sobre a saúde humana e o bem-estar, especialmente nas regiões em desenvolvimento. Esta semana saiu na Science dois trabalhos de pesquisa que exploram como infecções parasitárias podem comprometer o sistema imunológico, despertando vírus latentes e impedindo defesas antivirais.

Os vermes abaixo são responsáveis ​​por algumas das piores infecções por helmintos em todo o mundo e causam uma carga global de doenças que superam as infecções mais conhecidas, tais como a malária e a tuberculose. Para mais, veja a edição desta semana da Science.

Necatur americanus. Se fixa na vilosidade intestinal, se alimentando do sangue de seu hospedeiro e pode causar sérias dores abdominais, diarreia e perda de peso.

Com auxílio de ganchos e ventosas em suas cabeças, as tênias fixam-se na mucosa intestinal dos seus hospedeiros.

Taenia solium, a tênia do porco. Embora a infecção intestinal seja assintomática para esta espécie, ela pode causar a cisticercose no cérebro e outros órgãos de seus hospedeiros. Em países em desenvolvido essa espécie é responsável pelas maiores causas de convulsões em adultos. Evite comer carne mal cozida! 

Shistosoma mansoni, o causador da esquistossomose, a doença parasitária mais devastadora do segundo mundo. Ela não existe nos EUA mas é muito comum em países em desenvolvimento.

Toxocara canis, a 'lombriga do cão'.

Diofilaria immitis, conhecido como verme do coração. Este parasita é transmitido através de picadas de inseto, infectam cães e outros mamíferos, e raramente humanos.

Ascaris lumbricoides. As fêmeas dessa espécie colocam até 200 mil ovos por dia! Estima-se que aproximadamente 1 bilhão de pessoas estão infectadas por essa espécie em todo o mundo.


O biólogo e a Biossegurança: riscos e cuidados

O comportamento imprevisível e variado das doenças infecciosas tem preocupado e acarretado uma série de discussões referente às condições de biossegurança nas instituições de ensino, de pesquisa e prestação de serviços.

O profissional responsável por análises físico-químico e bacteriológico de água encontra-se exposto a alguns riscos pertinente ao local de trabalho, sendo riscos biológicos, químicos e de acidentes, os que mais acometem essa classe de trabalhadores.

A Biossegurança é o conjunto de procedimentos, ações, técnicas, metodologias, equipamentos e dispositivos capazes de eliminar ou minimizar riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, que podem comprometer a saúde do homem, dos animais, do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhadores desenvolvidos (TEIXEIRA & VALLE, 1996). 


As medidas de biossegurança devem ser adotadas por laboratórios e associada a um plano de educação, com base nas normas nacionais e internacionais de transporte, conservação e manipulação de micro-organismos patogênicos, garantindo assim a segurança e integridade vital dos funcionários. A biossegurança tem o papel fundamental na promoção à saúde, pois aborda medidas de controle de infecção para proteção dos funcionários que atuam na rede laboratorial, além de contribuir para a preservação do meio ambiente, no que se refere ao descarte de resíduos proveniente desse ambiente, contribuindo para a redução de riscos à saúde.

Existem situações potenciais de acidentes em laboratórios, pois nele há manipulação de agentes químicos corrosivos, inflamáveis, tóxicos, mutagênicos, teratogênicos e cancerígenos, que podem acarretar dermatoses, leucopenias, plaquetopenias, leucemia, silicoses, além de contaminações por agentes patogênicos em amostras de água ou esgoto contaminado, como o vírus da hepatite A e E, poliomielite, norwalk, rotavírus, enterovírus e adenovírus e por bactérias da espécie Salmonella typhi, Salmonela parathyphi A e B, Shigella sp., Vibrio cholerae, Escherichia colli enterotóxica, Campylobacter sp., Yersínia enterocolítica e Salmonela sp..

Regulamentada a Lei nº 8.974, de 5 de janeiro de 1995, sobre as normas de biossegurança, pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CNTBio, o Brasil mostrou uma preocupação voltada aos laboratórios e sua segurança, pois além da grande exposição a agente químicos que recebemos no dia-a-dia contido na água, no ar e nos alimentos que são tratados com inseticidas e herbicidas, o trabalhador laboratorial recebe uma carga maior de agentes devido a exposição diária numa jornada de trabalho de 8 horas diárias. 

Infelizmente ainda há muitas dificuldades nos departamentos de segurança das empresas para atuar nos laboratórios devidos a alta complexidade de produtos e operações existentes nesses locais. Assim, os profissionais que atuam nesses ambientes tem a obrigação de buscar melhorias e condições possíveis de trabalho para tentar amenizar os riscos e prolongar a expectativa de uma vida longa e saudável.

Referência citada: TEIXEIRA, P.; VALLE, S. Biossegurança: uma abordagem multidisciplinar. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1996.

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Este post foi escrito por

GILMAR SANTANA LIMA (facebook)
Biólogo Sanitarista. Licenciado em Biologia – Faculdade de Tecnologia e Ciencias Especialista em Saúde Coletiva – Hab. Sanitarista – Faculdade de Tecnologia e Ciências – FTC Mestrando em Saúde Pública – Universidade das Americas

Vírus mortal pode ser disseminado por morcegos no mundo todo

Em novembro de 2002, um novo vírus mortal surgiu de repente, no sul da China. Em menos de um ano, a doença, conhecida como SARS, se espalhou para 33 países, infectando mais de 8000 pessoas e matando mais de 700. Em seguida, ele desapareceu. 

Agora, segundo os pesquisadores, pela primeira vez foi isolado o vírus estreitamente relacionado com morcegos na China e que podem infectar as células humanas.

"Isso mostra que, agora, na China, existem morcegos portadores de um vírus que pode infectar diretamente as pessoas e causar outra pandemia SARS", diz Peter Daszak, um dos autores e presidente da Aliança EcoHealth em Nova York.

Libiao Zhang / Guangdong Entomological Institute / Instituto de Animais em perigo do Sul China. Morcegos-ferradura chineses como este carregam um vírus SARS que pode infectar as células humanas.

Os cientistas há muito suspeitavam que os morcegos poderiam ser o reservatório natural do coronavírus, o vírus responsável pela SARS (síndrome respiratória aguda grave). Os animais foram identificados como fonte de muitos vírus perigosos, tais como Nipah e Hendra, e também têm sido associadas ao Ebola e o novo coronavus SARS causando uma doença semelhante apelidada de MERS. Em 2005, Daszak e outros encontraram um DNA viral muito parecido com o vírus da SARS em três espécies de morcegos-ferradura chineses. No entanto, enquanto que as sequências desses genomas virais foram de 88% a 92% idênticos com o da coronavus SARS, eles mostraram diferenças marcadas em uma região de codificação para uma proteína específica. No vírus da SARS, esta proteína se liga a um receptor na superfície de células humanas que medeiam a sua entrada nas células. As diferenças significavam que os vírus dos morcegos não seriam capazes de infectar células humanas. Devido ao fato de alguns civets (pequeno mamífero asiático) encontrados possuírem um vírus quase idêntico ao do vírus SARS humana, a maioria dos pesquisadores passaram a acreditar que a SARS se espalha de morcegos (hematófagos) para os civets e isso provavelmente ocorria em um mercado chinês, onde estes e outros animais entram estão em constante contato entre eles e os seres humanos.

Agora, uma nova pesquisa sugere que os civets pode não iniciar uma pandemia de SARS. Por mais de um ano, cientistas da China, Austrália e Estados Unidos coletaram swabs anais ou amostras de fezes de morcegos-ferradura em uma caverna em Kunming, no sul da China. Eles descobriram o RNA do coronavírus em 27 dos 117 animais amostrados. Entre os vírus existiam duas novas estirpes do coronavírus que se assemelham a estirpe da SARS, especialmente na parte do genoma que codifica para a proteína  específica importante que encontraram. Os cientistas também conseguiram isolar o vírus vivo de um dos animais. Em experimentos, publicado hoje na Nature, eles mostraram que o vírus infecta porcos, células do rim de morcego, e talvez mais importante, as células que revestem o pulmão humano.

Os novos resultados não podem dizer se o vírus SARS originais foram movidos diretamente de morcegos para humanos ou através de um hospedeiro intermediário, como no caso dos civests, diz Ian Lipkin virologista da Universidade Columbia, que não estava envolvido no trabalho. Mas mostra que um coronavírus semelhante "tem o potencial para infectar as pessoas sem um hospedeiro intermediário".

Isso deve ser um aviso a todos, Daszak diz. O vírus da SARS podem chegar aos seres humanos através  dos civets, e que uma parada intermédia possivelmente não era necessária, ele argumenta. Os morcegos ainda são caçados e comidos em grande número na China, ele observa com preocupação. "Eu acho que as pessoas deveriam parar de caçar e comer morcegos."

Mas Michael Osterholm, diretor do Centro de Pesquisa de Doenças Infecciosas e Política da Universidade de Minnesota, Twin Cities, diz que os cientistas devem ter o cuidado de distinguir entre o que é possível e o que é provável na natureza. Raiva em morcegos, por exemplo, facilmente infecta o tecido humano, e muitos morcegos são portadores do vírus, diz ele. "Se isso fosse o suficiente para permitir a transmissão para todos nós, deveríamos estar morrendo de raiva transmitida por morcegos nos EUA" Mas o vírus pode ser transmitido apenas se um morcego infectado morde um ser humano. Isso raramente acontece e há muito poucos casos de raiva em morcegos nos Estados Unidos.

Christian Drosten, especialista em coronavírus da Universidade de Bonn, na Alemanha, também adverte contra a interpretação dos resultados. Experimentos de laboratório não significa necessariamente que o vírus pode infectar os seres humanos, na verdade, diz ele "estudos de receptores e cultura de células não são tudo. Você teria que tomar este vírus e ver em estudo animal se ele pode, por exemplo, infectar um primata".

O que fascina Drosten em relação à esta pesquisa é um paralelo coronavírus causando a MERS, uma doença que foi relatada pela primeira vez no Oriente Médio em 2012 e matou 62 pessoas até agora. Esse vírus também infecta as células de várias espécies em cultura de células. "Nós pensamos que era uma característica especial de MERS, mas agora este vírus apresenta um padrão semelhante", diz Drosten. Isto sugere que os coronavírus apresentam-se em outros animais e diferem em formas que podem torná-los mais ou menos provável para chegarem até os seres humanos. Na tentativa de prever futuras pandemias, tais características podem guiar virologistas para os patógenos mais prováveis ​​de causar uma pandemia, ele espera, e um dia pode ajudar a prevenir uma pandemia de SARS que possa ocorrer.

Animais silvestres domesticados: Riscos e doenças


"Olá gostaria de sugerir um assunto. Como passou hoje no Fantástico sobre uma macaca que vive com uma mulher e vi no face do Fantástico que muita gente ficou à favor da mulher, dizendo que o animal estava bem e feliz com ela, e sabemos que isso não é verdade, você poderia fazer um post sobre os malefícios e doenças que os animais silvestres nos trazem e nós a eles". Monize Souza, Avaré-SP.

Obrigado por esta dica Monize! Conforme sugeriu, segue abaixo o que pesquisei sobre os malefícios e as doenças que os animais silvestreste podem causar à nós e o que nós podemos causar à eles. Considerei as espécies de animais silvestres mais comumente domesticadas, principalmente aquelas que podem ser tocadas constantemente e até ficar dentro de casa.

Macacos
Dentre as várias espécies de primatas existentes no país, as espécies do gênero Callithrix sp. são as mais comuns no que diz respeito à domesticação. Estes primatas são até vendidos em alguns pet shop com valores entorno de R$3.000,00 por indivíduo.

Doenças transmitidas aos humanos
Vários artigos e documentos relatam o papel importante dos primatas na transmissão do vírus da Febre Amarela, tendo em vista que este grupo de animais são os hospedeiros naturais do vírus arbovírus (vírus transmitido por atrópodes) Flavivirus sp, causador desta doença. No país, o principal vetor e reservatório desse vírus é o mosquito o Haemagogus janthinomys, que pode picar tanto os primatas quanto nós humanos, sendo uma importante zoonose silvestre e impossível de ser erradicada. Assim sendo, ter um macaco em casa pode ser sinônimo de doença.

Além desta doença, uma outra muito pior pode ser transmitida à nós e também aos outros animais existentes na casa, como gatos e cachorros, a Raiva. Os animais silvestres de uma forma geral são reservatórios deste vírus (Lyssavirus sp) transmitido por contato com a saliva do animal infectado. Geralmente a forma mais comum de transmissão de animais para homem se dá através da mordida, onde a saliva contendo o vírus entra em contato com o sangue do homem. Uma vez infectado o caso é fatal, pois afeta o sistema nervoso central devido ao alojamento do vírus na cabeça (cérebro) causando uma encefalomielite.

Temos ainda a Tuberculose, uma importante zoonose mundialmente conhecida. A agente causador da doença é a bactéria Mycobacterium tuberculosis e um primata infectado pode transmitir esta doença à nós através do seu espirro ou tosse, onde podemos respirar as bactérias que foram espalhadas pelo ar. Esta doença pode ser transmitida também de nós para os outros animais, e em zoológicos e cativeiros, alguns estudos relataram a infecção de animais por ingestão de vísceras de aves ou bovinos infectados.

Estas são as três principais doenças que encontrei  em artigos e também em documentos do Ministério da Saúde, porém, não podemos esquecer que os primatas possuem carrapatos e outras espécies de ectoparasitos, verminoses, além de outras espécies que podem oferecer riscos à nossa saúde.

Aves
Muitas pessoas adoram aves devido ao fato de serem belas por exibirem diversas cores, formas e tamanhos, e também por possuírem os mais diversos tipos de cantos. Porém, quando falamos em doenças, poucas pessoas sabem o que as aves silvestres podem nos transmitir. Como citado acima sobre os primatas, as aves também possuem várias outras espécies associadas à elas que podem nos oferecer riscos, e nós podemos não conhecê-las totalmente. Mas ainda assim existem algumas doenças muito conhecidas transmitidas por este grupo de animais, dentre elas se destacam a Aspergilose, Histoplasmose e a Salmonelose.

A Aspergilose é causada pelo fungo Aspergillus flavus e pode nos infectar através do contato direto com uma ave portadora ou com conídias (espóros) no solo.

Já a Histoplasmose, causada também por um fungo, o  Histoplasma capsulatum, pode nos infectar através do contato com a ave portadora ou através da inalação dos espóros contidos em ambientes fechados, como em residências domésticas.

A Salmonelose é causada pela infecção da ave por espécies de bactérias do gênero Salmonella e a contaminação por nós humanos ocorre quando entramos em contato com indivíduos viáveis destas espécies, principalmente através da ingestão da carne e ovos de aves silvestres, como acontece em criações inadequadas de perdizes, codornas, etc.

E como citado anteriormente, as aves também podem ser portadora da tuberculose!

Várias espécies de silvestres oferecem riscos
Existem ainda outras várias espécies de animais silvestres que são criadas ilegalmente em várias residências, inclusive em grandes centros urbanos, o que pode levar à transmissões de doenças para os profissionais biólogos e veterinários que passam a receber animais que fugiram ou foram abandonados em centros de reabilitação de animais silvestres, zoológicos, cativeiros legais, etc. O problema é tão grande para a saúde pública que existem vários manuais e documentos criados pelo governo para adotarem medidas preventivas e ações que controlem as doenças transmitidas por estes animais. 

Portanto, não são somente os macacos e aves responsáveis por estas doenças. Dentro dos mamíferos, além das espécies de macacos, temos também os coelhos silvestres, onça-parda, onça-pintada, gato do mato, anta, capivara, tamanduá-mirim, entre outras espécies que são capturadas de criações ilegais. Eu mesmo já vi anta, onça, capivara, lobinho, queixada e cateto, tatú, quati e tamanduá-mirim, domesticados! Temos ainda a criação de serpentes não-peçonhentas como as jibóias, por exemplo, e até algumas peçonhentas, bem como os lagartos e iguanas, além de anfíbios criados ilegalmente. Estes animais frequentemente aparecem nas cidades devido à destruição de seus habitats ou até mesmo devido à facilidade que algumas espécies tem para obter alimentos, e muitos podem estar com filhotes, ou as mães morrem atropeladas e os filhotes acabam sendo adotados por algumas pessoas sem informações sobre o risco que estão correndo.

Perigos que nós oferecemos para os animais silvestres
Nós também somos importantes organismos capazes de transmitir doenças para os animais silvestres! Como citei anteriormente, os animais também podem ser infectados pela bactéria causadora da tuberculose através de contatos com humanos.

Quando os animais silvestres passam a manter contatos mais frequentes com humanos, principalmente nas cidades, eles podem estar sujeitos aos mais diversos tipos de doenças que possuímos, como uma simples gripe, verminoses, bacterioses, etc. Se eles são infectados e continuam nas cidades, não há tantos riscos, o grande problema é quando os animais infectados retornam para as suas áreas naturais e acabam então infectando todos os outros indivíduos que até então nunca tinham tido contato com tais doenças, o que pode levar à morte de vários indivíduos.

Esses fatos devem ser considerados, porque, uma doença simples para nós, pode ser fatal para as espécies de animais silvestres que nunca tiveram contato com doenças humanas.

Desta forma, nunca queira criar um animal, ou fique alimentando primatas e outras espécies de mamíferos em geral que possam estar frequentando o seu bairro, pois eles podem adquirir doenças nossas, transmitir para os outros indivíduos e rapidamente todos podem morrer. Se ver animais silvestres rondando seu bairro, busque falar com os órgãos competentes como a PMA - Polícia Militar Ambiental ou o CRAS - Centro de Recuperação de Animais Silvestres. Eles poderão capturar o animal, evitando que o mesmo seja morto por acidentes automobilísticos e consequentemente evitando também que passe doenças para nós e ou nós para ele.

Veja no quadro abaixo as mais conhecidas Zoonoses atualmente:

Clique na imagem para ampliar.

Fontes acessadas:
Ministério da Agricultura: Revisão sobre a raiva.
Manual de vigilância de Epizootias em primatas não-humanos
Doenças infecciosas parasitárias: Guia de bolso
Tuberculose em primatas não-humanos
Principais doenças das aves

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Vírus bacteriófagos são extremamente importantes para o sistema imunológico


As bactérias podem ser amigas e inimigas, alguns posts abaixo que publiquei aqui mostram claramente isso:
Poderíamos viver sem bactérias no corpo?
Plástico de cana de açucar se degrada em um ano por ação de bactérias
Flora bacteriana e sua relação com o autismo
As bactérias intestinais podem te fazer feliz?
Bactérias são utilizadas para diminuir a malária

Além de causarem infecções e doenças, as bactérias também podem nos ajudar a emagrecer e até mesmo combater a acne . Agora, um novo estudo revela que além das bactérias, os vírus têm uma natureza dupla também. Pela primeira vez, pesquisadores demonstraram que os vírus podem ajudar o nosso corpo a combater os microrganismos invasores.

"Esta é uma história muito importante", diz Marilyn Roossinck, ecologista viral na Pennsylvania State University, University Park, que não estava envolvida no trabalho, mas acompanhou a pesquisa de perto.

Uma das nossas mais importantes linhas de defesa contra invasores bacterianos é a de muco, que são as substâncias viscosas no interior da boca, nariz, pálpebras, e do trato digestivo, para citar apenas alguns lugares, criando uma barreira para o mundo exterior.

"O muco é realmente uma substância muito legal e complexa", diz Jeremy Barr, um microbiologista da San Diego State University, na Califórnia, e principal autor do novo estudo. Sua consistência gelatinosa se dá graças às mucinas que são grandes moléculas em forma de escova feita de proteínas cercadas por cadeias de açúcares. Entre as mucinas há uma sopa de nutrientes e componentes químicos que atuam mantendo os microorganismos por perto, evitando que penetrem na corrente sanguínea. Os microrganismos, tais como bactérias vivem perto da superfície da camada das mucosas, enquanto que o muco, na parte inferior, perto das células que as produzem, ou seja, é quase estéril.

O muco também é o lar de fagos, vírus que infectam e matam as bactérias. Eles podem ser encontrados onde residem as bactérias, mas Barr e seus colegas notaram que havia ainda mais fagos no muco que em áreas livres de muco com apenas alguns milímetros de distância. A saliva humana, por exemplo, tinha cerca de cinco fagos para cada célula bacteriana, enquanto que na superfície da mucosa tinha de cerca de 40 fagos para 1 célula bacteriana. "Isso estimulou a questão", disse Barr. "O que esses fagos estão fazendo? Eles estão protegendo o hospedeiro?".

Para descobrir isso, Barr e seus colegas desenvolveram um tecido de pulmão humano em laboratório. Os pulmões são é uma das superfícies do corpo que são protegidas por muco, mas os investigadores criaram uma versão das células do pulmão, onde a capacidade de fazer muco foi inibida. Quando incubadas durante a noite com a bactéria Escherichia coli, cerca de metade das células em cada cultura morreram, a ausência do muco não ajudou em nada. Mas quando os pesquisadores adicionaram um fago que infecta E. coli, a taxa de sobrevivência elevou na presença de células produtoras de muco. Essa disparidade mostra que os fagos podem matar as bactérias nocivas, Barr diz, mas não está claro se eles ajudam ou prejudicam as bactérias benéficas, que podem depender de quais tipos de fagos estão presentes.

Em uma série de experimentos relacionados, a equipe descobriu que os fagos são ornamentados com moléculas diferenciadas que transformam as cadeias de açúcar em mucinas. Isso mantém os fagos no muco, onde eles têm acesso a bactérias, e sugere que os vírus e os tecidos produtores de muco estão adaptados e por isso são compatíveis um com o outro.

Superfícies cobertas de muco não são exclusivas para o nosso interior, o muco pode ser encontrado em todo o reino animal. Ele protege os corpos inteiros de peixes, vermes e corais, por exemplo. Fagos de proteção parecem ser igualmente amplos: Barr e seus colegas descobriram densas populações de fagos em todas as espécies de animais amostrados. "É um novo sistema imunológico, e nós pensamos que é aplicável a todas as superfícies das mucosas, e é um dos primeiros exemplos de uma simbiose direta entre fagos e um animal hospedeiro", disse Barr.

Neste estudo, os pesquisadores escolheram o fago e a bactéria, mas é possível que o animal hospedeiro selecione fagos específicos para controlar determinados tipos de bactérias, como também podem "equipar" mucinas com determinados açúcares que os fagos reconhecem. O próximo passo, diz Barr, é explorar como esta simbiose funciona em superfícies mucosas da vida real de todos os tipos, onde diversos tipos de fagos e bactérias estão interagindo.

Pode também ser possível conceber um fago muco-compatível que pode combater a infecção ou alterar o equilíbrio microbiano do corpo, embora esta possibilidade ainda esteja muito distante. Este trabalho, Barr diz, "nos obriga a reavaliar o papel dos fagos. Esperemos que isto leva as pessoas a pensarem sobre o que eles fazem e como podemos usá-los à nosso favor e ajudar a combater a doença." [Science Daily]

Pesquisadores inibem infecção pelo vírus Ebola em ratos


A pesquisadora Lisa A. Johansen, da empresa biofarmacêutica Zalicus, e demais pesquisadores, publicaram no dia 19 de Junho de 2013 na Revista Science um artigo com o título "FDA-Approved Selective Estrogen Receptor Modulators Inhibit Ebola Virus Infection" que causou impacto por ser um trabalho extremamente importante que trata do Ebola, um vírus que mata em menos de 24 horas, usado por militares nas guerras como arma biológica.

O vírus Ebola continua a ser uma ameaça significativa para as populações civis e militares como armas biológicas, durante surtos esporádicos, e da possibilidade de importação acidental de regiões endêmicas de indivíduos infectados. Atualmente, não existem terapias aprovadas para tratar ou prevenir a infecção pelo vírus Ebola. 

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Por isso, a Food and Drug Administration (FDA) realizou em uma incubadora testes in vitro com o uso de drogas específicas e sondas moleculares selecionadas para identificar drogas com atividade antiviral contra a espécie Zaire ebolavirus (EBOV).

A partir desta encubadora em vitro, os pesquisadores identificaram um conjunto de moduladores seletivos dos receptores de estrogênio (SERMs), incluindo clomifeno e toremifeno, que agem como potentes inibidores da infecção EBOV. A atividade anti-EBOV foi confirmada para ambas as SERMs num modelo de infecção em ratos. Esta atividade anti-EBOV ocorreu mesmo na ausência de expressão de receptores de estrogênio detectáveis, e ambos os SERMs inibiram a entrada do vírus após a internalização, o que sugere que o clomifeno e toremifeno não estão agindo através de vias clássicas associadas ao receptor de estrogênio. Em vez disso, a resposta parece ser um efeito fora do alvo em que os compostos interferem com um passo final na entrada viral e provavelmente afetam o desencadeamento de fusão. Estes dados suportam a triagem de drogas aprovadas prontamente disponíveis para identificar terapias para os vírus Ebola e outras doenças infecciosas. Os compostos SERM descritos neste relatório são uma classe imediatamente acionável de drogas aprovadas que podem ser reaproveitados para o tratamento de infecções de filovírus.

Referências:
FDA-Approved Selective Estrogen Receptor Modulators Inhibit Ebola Virus Infection

Sci Transl Med 19 June 2013: Vol. 5, Issue 190, p. 190ra79 
Sci. Transl. Med. DOI: 10.1126/scitranslmed.3005471

 

Vacina universal para gripe é eficaz em animais

Oito pontas feitas de proteína viral, nanopartículas sintéticas que agem no sistema imunitário para a produção de anticorpos
MASARU KANEKIYO, JEFFREY BOYINGTON E GARY NABEL
Sob o microscópio, eles parecem formas simples, com oito pontas que se projetam de uma bola central. Mas essas nanopartículas de proteína são a mais recente arma da ciência contra a gripe: uma nova geração de vacinas contra a gripe que oferece proteção melhor e mais ampla do que as disponíveis no mercado - pelo menos em testes com animais.

Vacinas atuais contra a gripe usam vírus inteiros inativados e precisam ser atualizadas várias vezes. Mas as novas nanopartículas exigirem menos atualizações porque induzem a produção de anticorpos que neutralizam uma ampla gama de estirpes de gripe. Podiam até proteger contra variedades de gripe que ainda não surgiram.

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"Isso está nos levando no caminho para uma vacina universal", diz Gary Nabel, agora na empresa de biotecnologia Sanofi em Cambridge, Massachussetts, que liderou o trabalho em seu antigo laboratório do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, em Bethesda, Maryland . Os resultados foram publicados no site da Nature.

Proteção mais forte
As nanopartículas de auto-montagem podem ser feitas no laboratório sem precisar usar vírus reais em ovos ou culturas celulares, um passo demorado de preparação da vacina comercial. "Em teoria, uma nova versão poderia ser produzida rapidamente uma vez que uma nova pandemia do vírus foi identificada, ou uma nova variante sazonal começou a circular", diz Sarah Gilbert, pesquisadora de vacinas da Universidade de Oxford, Reino Unido, que não estava envolvido no trabalho.

Membro da equipe, Masaru Kanekiyo criou as nanopartículas usando hemaglutinina (HA), uma das principais proteínas antigênicas em um tipo de vírus da gripe, e ferritina, uma proteína ferro-transporte que, naturalmente, constitui aglomerados esféricos. Ele fundiu estas duas proteínas, de tal forma que os complexos de HA-ferritina se estruturaram com um núcleo de ferritina a partir da qual saía oito picos de HA, imitando os picos HA natural do revestimento de vírus da gripe. "Criamos uma molécula inteiramente nova que não havia sido criada antes", diz Nabel. "O que é legal é que a coisa toda auto-monta".

Quando injetada, as nanopartículas induziu níveis de anticorpos anti-gripe 34 vezes mais elevados em camundongos, e 10 vezes superior em furões em comparação com a vacina tradicional. Nabel pensa que isto ocorre porque as moléculas de HA são muito menos densas nas nanopartículas do que aquelas em um vírus real, e não são ocultadas por outras proteínas de revestimento. "O sistema imunológico lança um olhar melhor para eles", diz ele.

Resposta ampla
O estudo sugere que as vacinas podem proteger contra futuras estirpes de gripe. No entanto, Gilbert ressalta que seria ainda necessário dispor de uma vacina para cada um dos tipos de H1 a H17.

Os anticorpos induzidos pelas nanopartículas proporcionam essa proteção ampla porque eles se ligam em locais em que há as HA que são comuns às diferentes estirpes de gripe - um na cabeça da proteína que reconhece as células hospedeiras, e outro na haste que ajuda o vírus a penetrar nas células. "Colocar pressão em diferentes partes do vírus é uma coisa boa", diz Nabel. "Isso é algo que você não vê com a vacina tradicional."

Os pesquisadores agora precisam testar suas nanopartículas em humanos e desenvolver formas eficientes de fabricá-las. Eles também estão tentando desenvolver vacinas contra o HIV e herpesvirus usando a mesma abordagem - proteínas novamente montadas em estruturas de ferritina. Nabel espera que a técnica também irá ajudar a fazer vacinas contra doenças bacterianas e parasitárias.

Fonte:
Kanekiyo, M. et ai . Nature http://dx.doi.org/10.1038/nature12202 ( 2013 ).

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Microbiologia é o ramo da biologia que estuda os microrganismos, incluindo eucariontes unicelulares e procariontes, como as bactérias, fungos e vírus. Atualmente, a maioria dos trabalhos em microbiologia é feita com métodos de bioquímica e genética. Também é relacionada com a patologia, já que muitos organismos são patogênicos. Os princípios da Biologia podem ser demonstrados através do estudo da Microbiologia, pois os microrganismos têm muitas características que os tornam instrumentos ideais para a pesquisa dos fenômenos biológicos.

Os microrganismos fornecem sistemas específicos para a investigação das reações fisiológicas, genéticas e bioquímicas, que são a base da vida. Eles podem crescer, de maneira conveniente, em tubos de ensaio ou frascos, exigindo, assim, menos espaço e cuidados de manutenção do que as plantas superiores e os animais.


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  2. Imagens: Contém cerca de 15 imagens destacando principalmente as características das bactérias, fungos e vírus, estudados na Microbiologia.
  3. Manuais: Contém 8 arquivos, dentre estes 4 são manuais de microbiologia relacionados às normas, técnicas e instruções laboratoriais, além de outros 4 arquivos elaborados pela ANVISA e outros pesquisadores.
  4. Métodos: Pasta com 11 arquivos no qual contém principalmente os métodos de coloração de Gram e de Ziehl-Neelsen, além de técnicas de esterilização e desinfecção, bem como métodos alternativos nas análises microbiológicas.
  5. Microbiologia Geral: Contém cerca de 10 itens relacionados com a introdução à microbiologia, microbiologia aplicada, introdução à microbiologia e micologia (fungos), etc.
  6. Vírus: Pasta com 5 arquivos relacionados às características, estruturas, constituição e tipos de vírus.
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Vírus - características, tipos, importância, doenças

Os vírus são organismos muito simples por não possuírem a organização celular, metabolismo próprio e também por não serem capaz de se multiplicar sem uma célula hospedeira, o que os torna totalmente diferente dos demais seres vivos.

São considerados parasitas intracelulares obrigatórios. Possuem como material genético o DNA e o RNA, mas, os dois tipos nunca ocorrem juntos no mesmo vírus. Podem ser responsáveis por diversas doenças em animais e plantas.


Os vírus são básicos e ao mesmo tempo muito complexos! Eles funcionam como se fossem uma caixa com um manual de instruções para se produzir mais caixas com manuais. Ou seja, eles invadem as células hospedeiras e com toda a "maquinaria" delas geram novos vírus, pois eles por si só não podem se replicar. Injetar seu material genético (DNA ou RNA) nas células hospedeiras é a única forma de gerar novos vírus.

TIPOS DE VÍRUS
Como os vírus não são constituídos por células, embora dependam delas para a sua multiplicação, eles possuem uma adaptação muito interessante: diversas enzimas poderosas. Estas enzimas são importantíssimas porque podem, no caso dos retrovirus, sintetizar DNA à partir do RNA viral, como o vírus do HIV. Este processo se chama retrotranscrição. Já outros vírus, chamados de adenovírus, realizam a transcrição, ou seja, sintetizam RNA à partir de DNA.

Existem vários tipos de vírus e a classificação ocorre através de uma série de características dos mesmos, como por exemplo, o tipo de ácido nucléico que possuem, o tipo de células que infectam e as suas características estruturais principais (cápsula). São conhecidos cerca de 30 grupos de vírus.


Em muitos casos os vírus modificam o metabolismo da célula que parasitam, podendo provocar a sua degeneração e morte. Para isso, é preciso que o vírus inicialmente entre na célula: muitas vezes ele adere à parede da célula e "injeta" o seu material genético ou então entra na célula por englobamento - por um processo que lembra a fagocitose, a célula "engole" o vírus e o introduz no seu interior. Eles são os menores organismos conhecidos, sendo visualizados somente no microscópio eletrônico. São tão pequenos que podem penetrar em bactérias da menor bactéria que se conhece.

Segundo o Departamento de Microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais, os vírus são classificados do seguinte modo: 
A classificação taxonômica dos vírus é recente e não segue uma regra de nomenclatura como a binominal de Lineu. As regras de nomenclatura viral são regidas pelo International Committee on Taxonomy of Viroses – ICTV, criado em 1966. A classificação viral inicia­-se por ordem e os nomes de ordens, famílias, subfamílias, gêneros e espécies são escritos em itálico e com a primeira letra maiúscula. Os nomes ainda não reconhecidos aparecem entre aspa, em tipo comum.
O ICTV reconhece três ordens, são elas: Caudovirales, Mononegavirales, e Nidovirales. De um modo geral, a ordem Caudovirales inclui os bacteriófagos, a Mononegavirales inclui os vírus que infectam plantas e animais e a ordem Nidovirales inclui os vírus hospedeiros de vertebrados. São 73 famílias, nove bfamílias, 287 gêneros e mais de 5.450 vírus pertencentes em mais de 1.959 espécies.
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OS VÍRUS SÃO SERES VIVOS?
Os vírus são formas de vida muito diferente, estando no limite do que sabemos sobre "vida". Eles não se parecem com nenhum outro organismo na face da terra, simplesmente são constituídos por uma cápsula que contém seu DNA ou RNA, nada mais! Não possuem membranas nem organelas. Por este fato, existem grandes debates na comunidade científica que envolve a questão: os vírus são seres vivos?

Os cientistas que acham que os vírus não são vivos explicam que um organismo, para ser considerado um ser vivo deve possuir algumas características comuns, que são:

- Habilidade de importantes nutrientes e energia do ambiente
- Devem possuir metabolismo próprio
- Devem fazer parte de uma linhagem contínua, sendo originados de seres semelhantes
- Devem ser capazes de gerar outros indivíduos férteis através da reprodução, etc

Existem ainda outras características que os pesquisadores relatam para organismos vivos, e, neste caso, mesmo o vírus preenchendo estas citadas acima, existem várias outras que eles não preenchem, como a ausência de metabolismo próprio.

Outros pesquisadores, que não concordam com esta ideia, dizem que pelo fato dos mesmos se reproduzirem e gerarem novos indivíduos que poderão gerar também outros indivíduos, os vírus deveriam ser considerados "partículas infecciosas" ao invés de seres vivos. Outros cientistas ainda consideram o fato de que a presença massiva de vírus em todos os reinos da natureza os torna seres tão antigos quanto as primeiras formas de vida que já existiram, e consideram também a sua importância na história de vida de diversas outras espécies.
A definição de vida ainda é muito complicada e complexa, assim como é a definição de espécie e, neste caso, uma definição de vírus ainda é complicada.
CICLO REPRODUTIVO DO VÍRUS
Por serem parasitas intracelulares obrigatórios, em decorrência da ausência de hialoplasma e ribossomos, os vírus não possuem um metabolismo próprio e são incapazes de executar o ciclo de vida. O vírus necessita desses componentes e, ele os encontram nas células dos seres vivos! Assim sendo, através de materiais de células e de sua "maquinaria", o vírus é capaz de ter seu material genético multiplicado e organizado, gerando mais vírus.


São quatro as fases do ciclo de vida de um vírus: 
1. Entrada do vírus na célula: ocorre a absorção e fixação do vírus na superfície celular e logo em seguida a penetração através da membrana celular.

2. Eclipse: um tempo depois da penetração, o vírus fica adormecido e não mostra sinais de sua presença ou atividade.

3. Multiplicação: ocorre a replicação do ácido nucléico e as sínteses das proteínas do capsídeo. Os ácidos nucléicos e as proteínas sintetizadas se desenvolvem com rapidez, produzindo novas partículas de vírus.

4. Liberação: as novas partículas de vírus saem para infectar novas células sadias. 

VÍRUS E AS DOENÇAS
Exemplos de doenças humanas provocadas por vírus: hepatite, sarampo, caxumba, gripe, dengue, poliomielite, febre amarela, varíola, AIDS e catapora.

Existem milhares de vírus diferentes que estão adaptados e infectam células diferentes com metabolismos totalmente diferentes. Os vírus são capazes de sofrer mutações, como o da gripe H1N1, e diversos outros casos em que vírus extremamente semelhantes voltam a infectar pessoas. Como as vacinas são desenvolvidas para combater determinado vírus, uma mutação nele pode fazer a vacina produzida ser totalmente ineficaz. Esta é uma parte muito ruim dos vírus! Porém, existe a parte boa também,

A parte boa é que centenas de vírus estão especializados em infectar bactérias, agentes que podem causar várias doenças no homem como salmonelose, cólera, colibacilose e ainda um grande número de bactérias que causam infecções de feridas, etc.

Complemente a sua leitura sobre vírus [Estrutura dos vírus e Curso de Virologia Básica, ambos da UFGRS; Vírus: estrutura, classificação e importância - UFMG].
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