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Nicho ecológico - Definições

Este post é uma continuação do post "Condições e Recursos - Ecologia". Para entender completamente o conceito de nicho ecológico, sugiro que leia o post anterior.

Conforme vimos no post anterior, as condições e recursos são dois importantes fatores na vida de um organismo, não importa qual seja o seu tamanho, idade, estrutura corporal, se é um vegetal ou animal, tanto faz, são elas que delimitam onde e como um organismo vive em seu ambiente.


Definição de nicho ecológico
Segundo TOWNSEND et al (2010), o nicho ecológico é um resumo das exigências e tolerâncias de um organismo. Ele não é um habitat. Na verdade um habitat, como o rio, pode oferecer os mais variados tipos de nichos, de acordo com as exigências e tolerâncias em relação às condições e recursos que permitem a sobrevivência e sucesso de um organismo.

Resumidamente, um nicho é um conjunto de condições (abióticas) e recursos (bióticos) que descrevem como em vez de onde um organismo vive.

Este conceito foi proposto por Hutchinson em 1957 e se refere às maneiras pelas quais as tolerâncias e exigências interagem na definição dos recursos e condições necessárias para que uma espécie cumpra seu modo de vida.

Porém, muitas vezes o nicho ecológico é empregado de maneira errada. Eu citei no post "Má difusão do Conhecimento Científico - Prejuízos para a Ciência" os grandes erros cometidos por vários sites quando as pessoas tentam transmitir uma informação científica resumida à torto direito. O mesmo erro acontece com o nicho ecológico e as pessoas costumam a falar que um nicho ecológico é o local onde um organismo vive, como por exemplo "o nicho ecológico do peixe é o rio".

O local onde um organismo vive é o seu habitat, o nicho de um peixe ou de qualquer outro organismo não é um habitat.

A temperatura é uma condição que influência na sobrevivência e reprodução de todos os organismos. Porém os organismos apresentam faixas de tolerâncias de temperatura diferentes. Por exemplo, existem duas espécies de cascudos em um lago, ambas se alimentam do mesmo tipo de algas que se fixam em pedras, porém uma espécie de cascudo se alimenta mais entorno dos 50 cm de profundidade, enquanto a outra se alimenta mais próxima da superfície. Veja o exemplo que fiz, abaixo:

Clique na image para ampliar

Esquema ilustrando a separação de nicho de duas espécies de cascudo devido a preferência de ambas por temperaturas diferentes, onde consequentemente acabam ocupando nichos distintos e ocorrendo em profundidades distintas também.

A figura revela a importância da temperatura para as duas espécies, porque como sabemos, os peixes são poiquilotérmicos "sangue frio" e suas temperaturas corpóreas se ajustam de acordo com a temperatura do meio. Evolutivamente falando, a seleção natural trabalhou favorecendo cada espécie em sua temperatura específica, já que ambas se alimentam das mesmas espécies de algas e musgos nas pedras.

Então, podemos ver que a temperatura por si só é uma dimensão de um nicho ecológico, e ela ainda pode ser várias outras dimensões. Isso porque ela é uma condição. Nós temos ainda os recursos. No exemplo dos peixes mesmo, o local/território em que se alimentam pode ser considerado uma dimensão também do nicho, justamente porque eles se alimentam em locais distintos.

Por isso o conceito de nicho mais aceito é o nicho n-dimensional.

Nicho n-dimensional
Este conceito apenas reforça a ideia das diferentes dimensões que um nicho pode ter. Vimos no exemplo do peixe que a temperatura pode ser uma dimensão no nicho de espécies diferentes, onde cada uma tem a sua preferência por uma temperatura específica. Além disso vimos também que as espécies de algas e musgos que os peixes comem ,sendo diferentes, dariam uma nova dimensão ao nicho delas. Sem contar ainda na profundidade onde cada espécie se alimenta, o que também é uma dimensão de nicho.

Então, o n do nicho n-dimensional, representa as várias possibilidades que temos de descrever os nichos de uma espécie, onde podemos encontrar a temperatura, recursos alimentares, locais de forrageiro, pH, etc.

É isso! 

Espero que tenha gostado deste post e se não gostou ou tem alguma sugestão, por favor, comente abaixo!

Referências: TOWNSEND, C. R; BEGON, M. & HARPER, J. L. Fundamentos em Ecologia. 3ed. Porto Alegre: Artmed. 2010. 576p.

Reutilizar a água da pia do banheiro no vaso sanitário

Olá meus amigos, hoje vou apresentar a vocês um ótimo conteúdo, quero mostrar como podemos economizar água, o que é importantíssimo para a preservação do nosso planeta, bem como economizar dinheiro diante desta ação.

É bem simples reutilizar a água da pia do banheiro no vaso sanitário, você já pensou nisso? Vamos ver como funciona.

Primeiramente você precisará mudar o conduite recebe a água da pia do banheiro, readaptando-o para que a água não vá para para o esgoto. Para isso você precisará de:
  • Um T de 40 milímetros;;
  • Um adaptador de 40 milímetros para 3/4 de cola;
  • Um Adaptador de Cola para Rosca também de 3/4;
  • Um pedaço de cano de 3/4 de cola para unir os dois adaptadores;
  • Um adaptador de Rosca de 3/4 para mangueira – Peça preta conectada a mangueira cristal;
  • Mangueira Cristal 1,5m


Para entender, veja como funciona neste vídeo:

O ótimo disso é que você não precisará quebrar nada em sua casa, você simplesmente desviará o fluxo de água da pia para o vaso sanitário, somente isso. Fazendo isso você diminui as descargas.

Vamos fazer um cálculo. Segundo a Sapesp gastamos em cada descarga do vaso sanitário cerca de 6 litros. Sendo assim, imagine que você urine 3 vezes ao dia, dando descarga isso equivale a 18 litros de água por dia, 540 litros por mês e 6480 litros por ano!

Assim, suponhamos então que ao invés de dar descarga quando urinar, você só lave as mãos. A água que você lavou a mão vai para o vaso sanitário e inibe o odor da urina, então você passará a economizar uma boa quantidade de água. Para ficar ainda mais claro, a Revistra Abril fez uma pesquisa que deu um valor de aproximadamente 3,4 litros de água se lavarmos as mãos quatro vezes por dia. Como estamos falando de 3 lavagens de mão, esse valor seria de 2,5 aproximadamente. Vejamos então:

Gasto de água / sem economia
Urinar 3 vezes ao dia = 3 descargas (6 litros cada)
3 x 6 = 18 litros por dia / 18x30 = 540 por mês / 540x12 = 6480 por ano

Sem contar ainda a água da pia:  2,5 litros por 3 lavagens das mãos = 2,5 litros por dia
2,5x30= 75 litros por mês / 75x12= 900 litros por ano.

Total de água gasto por ano com apenas 3 descargas por dia e 3 lavagens das mãos: 7380 litros

Gasto de água com reutilização da água da pia
3 lavagens das mãos (3 vezes após urinar) = 2,5 litros por dia
2,5x30= 75 litros por mês / 75x12= 900 litros por ano.

Então, obviamente já está clara a economia que você terá. É isso mesmo, tudo isso! Confira:
7380 - 900 = 6480 litros de água que você economizará por ano simplesmente se não der 3 descargas ao dia após urinar e somente lavar as mãos.

Quanto ao gasto em dinheiro
Com base no preço de agosto de 2009 para uma família de 4 pessoas residentes em Belo Horizonte, que consome a média de 3,5 m3 de água por pessoa, por mês, o valor da conta da COPASA para os 14 m3 de água é de cerca de R$ 62,00.

Lembrando que 1 m3 de água são 1000 litros de água, temos que o preço de cada litro de água é de cerca de R$ 62,00 / 14 / 1000 = R$ 0,005, ou seja, meio centavo por litro!

Gastos:
7380 litros de água x 0,005 = R$ 36,90 por ano, R$ 3,075 por mês.
900 litros de água x 0,005 = R$ 4,5 por ano, R$ 0,37 por mês.

Economia:
36,90 - 4,5 = R$ 32,4 reais por ano / R$ 2,70 por mês de economia de água.

E não devemos nos esquecer ainda dos gastos de lavagem de roupa, lavagem de louças, banhos, e a descarga de fezes que consomem muitíssima água.

E ai, o que achou desta postagem? Quer ajudar o meio ambiente de uma forma bem simples? Economize a sua água, mostre isso agora mesmo para seus pais, solicite imediatamente a eles para que te ajudem a fazer esta simples mudança que vai contribuir muito para todos nós.

Esta matéria, até a parte do vídeo, eu vi no site Dicas Verdes, os cálculos e os demais exemplos eu pesquisei e fiz. O que achou? Comente!

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Documentário: Desafios do fundo do mar


O SBT Repórter faz um mergulho nas profundezas do oceano para desvendar as criaturas que vivem na constante busca da sobrevivência. A gigante baleia azul, que pode chegar a mais de trinta metros de comprimento e cento e oitenta toneladas, é um dos destaques. A atração mostra também animais superprotetores e zelosos que não desgrudam dos futuros filhotes, nem mesmo para comer. E também pinguins, aves ligeiras até debaixo d´água.





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Plâncton - Produção Primária e Cadeias Alimentares


Tanto os oceanos como os lagos de água doce contêm um grande agrupamento de organismos microscópicos que são livre-natantes ou suspensos na água. Esses organismos constituem o plâncton e incluem tanto as plantas (fitoplâncton) como os animais (zooplâncton). Embora muitos organismos planctônicos sejam capazes de locomoção, eles são demasiamente pequenos para moverem-se independentemente das correntes.

Diatomáceas (Fitoplâncton)
O fitoplâncton compõe-se de um número enorme de diatomáceas e de outras algas microscópicas. O zooplâncton marinho inclui representantes de virtualmente todos os grupos de animais, ou como adultos, ou como estágios de desenvolvimento. Algumas espécies (holoplâncton) passam todas as suas vidas no plâncton; as larvas de outras (meroplâncton) entram e saem do plâncton em pontos diferentes no curso de seu desenvolvimento.

Os animais constituintes do plâncton de água doce são mais limitados em número. O plâncton, especialmente o marinho, possui importância primária na cadeia alimentar aquática.

O fitoplâncton fotossintético - principalmente as diatomáceas, os dinoflagelados, os flagelados pequeninos e as cianobactérias - formam o nível trófico primário e servem como alimento para os animais maiores.

Zooplâncton
Como seria de se esperar, o plâncton alcança a sua maior densidade na zona de águas iluminadas superiores com altos níveis de nutrientes (nitratos, fosfatos e daí por diante). Os nutrientes inorgânicos são necessários na síntese dos compostos orgânicos por parte do fitoplâncton. Em geral, os níveis de nutrientes mais altos são encontrados nas águas costeiras rasas, em áreas de ressurgência e nas águas de superfície dos mares frios e temperados, onde não se impede a mistura com níveis mais profundos.

As águas de superfície oceânicas tropicais e subtropicais são geralmente empobrecidas porque a mistura com a água mais profunda e rica em nutrientes é mínima. A água de superfície, que é morna (e conseqüentemente, menos densa), desliza em cima da água mais fria (e portanto mais pesada) dos níveis mais profundos. As águas oceânicas que apresentam uma baixa produtividade (tais como a Corrente do Golfo e o Mar de Sargaço) são limpas e azuis. A baixa concentração de plâncton permite que a luz penetre a uma profundidade considerável, e os comprimentos de onda azuis são refletidos pelas moléculas da água. 

A água marinha rica em plâncton é verde ou cinza. O plâncton e o detrito orgânico refletem os comprimentos de onda amarelos, que, combinados com os comprimentos de onda azuis refletidos pelas moléculas de água, produzem uma coloração verde ou cinza.

Protozoários - Ambientes marinhos, água doce e terrestre

Olá galera! Hoje vou escrever um post sobre as necessidades fisiológicas dos protozoários nos diferentes ambientes da crosta terrestre, o ambiente marinho, água doce e terrestre. 

Os protozoários são uma reunião diversa de cerca de 80.000 organismos de célula única que possuem organelas celulares conjugadas a membranas típicas (eucarióticas). Como muitos são semelhantes a animais, sendo móveis e apresentando uma nutrição heterotrófica, esse grupo foi tratado no passado como um filo único dentro do Reino Animal - o filo Protozoa. Eles são hoje colocados dentro de um número de diferentes filos unicelulares, que junto com a maioria dos filos de algas, constituem o reino Protista, também chamado Protoctista. Protozoa é hoje utilizado como um nome comum conveniente para protistas móveis  unicelulares.

Ambiente marinho
O ambiente marinho é geralmente o mais estável. A ação das ondas, as marés e as correntes oceânicas verticais e horizontais produzem uma mistura contínua de água marinha e asseguram um meio no qual a concentração dos gases e dos sais dissolvidos flutua relativamente pouco. A flutuabilidade da água marinha reduz o problema da sustentação. Portanto não é surpreendente que os maiores invertebrados sempre tenham sido marinhos. 

Como a água marinha é mais ou menos isosmótica com os fluidos teciduais corporais da maioria dos animais marinhos invertebrados, a manutenção dos equilíbrios hídrico e salino é relativamente simples, e a maioria dos animais marinhos é osmoconformista. 

A flutuabilidade e a uniformidade da água marinha fornecem um meio ideal para a reprodução animal. Os ovos podem ser postos e fertilizados na água marinha e podem passar por um desenvolvimento como embriões flutuantes com pequeno risco de dessecamento e de desequilíbrio salino ou de serem arrebatados por correntes rápidas para ambientes menos favoráveis. As larvas são características de muitos animais marinhos. 

Ambiente de água doce
A água doce é um meio muito menos constante que a água marinha. As correntes variam enormemente em turbidez, velocidade e volume, não somente ao longo de seu curso como também de tempos em tempos como resultado de secas ou chuvas fortes. As lagoas e os lagos pequenos flutuam quanto ao teor de oxigênio, à turbidez e ao volume da água. No caso dos lagos grandes, o ambiente altera-se radicalmente com o aumento da profundidade. 

Trypanossoma sp.
Como a água salgada, a água doce é flutuável e ajuda na sustentação. No entanto, a baixa concentração de sal cria uma certa dificuldade para manter o equilíbrio hídrico e salino. Como o corpo do animal contém uma concentração osmótica mais alta que a do ambiente externo, a água tem uma tendência para difundir-se para dentro. O animal tem, conseqüentemente, problema para livrar-se do excesso de água. Como consequência, os animais de água doce geralmente possuem algum mecanismo para bombear a água para fora do corpo enquanto retém os sais; ou seja, eles osmoregulam-se.  


Em geral, os ovos dos animais de água doce ou são retidos pela fêmea ou ficam presos no fundo da corrente ou do lago, em vez de ficarem flutuando livremente (como acontece frequentemente com os animais marinhos). Além disso, os estágios larvais encontram-se geralmente ausentes. Os ovos flutuantes e as larvas livre-natantes são facilmente arrebatados pelas correntes. Como os ovos de água doce desenvolvem-se tipicamente em adultos sem uma larva de alimentação intermediária, os ovos contêm tipicamente quantidades consideráveis de gema. Os detritos nitrogenados dos animais aquáticos, tanto marinhos como de água doce, geralmente são excretados como amónia. A amónia é muito solúvel e tóxica e requer água considerável para a sua remoção, mas como não há perigo de perda de água nos animais aquáticos, a excreção da amônia não apresenta nenhuma dificuldade.

Ambientes Terrestres
Os animais terrestres vivem no ambiente mais severo. A flutuabilidade de sustentação da água encontra-se ausente. No entanto, o problema mais crítico é a perda de água por evaporação. A solução para esse problema tem sido um fator primário na evolução de muitas adaptações para a vida na terra. O tegumento dos animais terrestres representa uma barreira melhor entre os ambientes interno e externo que o dos animais aquáticos. 

Há mais oxigênio em um dado volume de ar que no mesmo volume de água, mas as superfícies respiratórias devem ficar úmidas. Portanto, localizam-se geralmente no interior do corpo, reduzindo a dessecação. Os detritos nitrogenados são comumente excretados como ureia ou ácido úrico, que são menos tóxicos e requerem menos água para a remoção que a amónia. A fertilização deve ser interna; os ovos ficam geralmente envolvidos em um envelope protetor ou depositados em um ambiente úmido. 

Exceto no caso dos insetos e de uns poucos artrópodos, o desenvolvimento é direto, e os ovos são geralmente dotados de grandes quantidades de gema. Os animais terrestres que não são bem adaptados para suportar a dessecação ou são noturnos ou restringem-se a habitats úmidos.

Podemos então concluir que os protozoários são organismos que ocupam uma diversidade imensa de micro-habitas divididos em ambientes marinhos, terrestres e dulcícolas. São formas de vida bem mais antigas que muitos outros organismos e isso se deu ao longo da evolução através de suas adaptações, permitindo-lhes o sucesso de hoje, e ainda assim, estão sendo moldados pela seleção natural, de tal forma que continuam em constante adaptação.

Veja mais sobre as adaptações especiais neste outro post Protozoários - Adaptações especiais.

Referências: RUPPERT, E. E.; BARNES, R.D. Zoologia dos Invertebrados. 6 ed. São Paulo: Ed. Roca. 1996. 1028p.

Mar morto: Porque esse nome?


O mar Morto é também conhecido como lago Asfaltite, no velho testamento conhecido como “mar de sal”, tem esse nome pouco simpático devido a sua salinidade excessiva chegando ao nível de salinidade entre 28% e 35%, isso significa que em cada litro de água temos de 280g a 350g de sal. Para vocês terem uma ideia de tamanha salinidade, a água dos mares que conhecemos possui em torno de 30g de sal por litro de água.

Cursos Online 24 Horas - Cursos 100% Online com CertificadoO mar Morto é tão salgado porque é completamente isolado do mar e por isso qualquer água doce ou salgada que atinge o mar Morto fica aprisionado até evaporar. Isso acontece porque ele está localizado no Oriente Médio, na região interior da Palestina, uma região quase desértica com temperaturas muito altas. Quando a água evapora, os minerais salgados são deixados para trás, fazendo com que a água restante se torne mais e mais concentrada com sal.

Biologicamente, o mar Morto está realmente morto. Não existe forma de vida que suporte tamanha salinidade, com exceção da bactéria Haloarcula marismortui, que consegue filtrar os sais e sobreviver nesse cemitério marítimo. Isso significa que não temos peixe, nem crustáceos, nem moluscos. Todos os organismos vivos que chegam lá morrem quase que instantaneamente.

O mais interessante deste lugar único do planeta é que os altos níveis de conteúdo mineral tornou a água extremamente densa e por isso é impossível afundar na água do mar Morto. Os banhistas se divertem balançando ou lendo livros na água sem afundar mesmo nos locais mais fundos, o que torna o mar Morto incrivelmente fascinante. Além disso, acredita-se que a lama do mar é terapêutica aliviando sintomas de doenças como fibromialgia, psoríase, dermatite atópica, entre outras.


Os altos níveis de salinidade resulta em depósitos de sal ao longo da margem.


E as pessoas não afundam mesmo! Muito legal!

Cientistas descobrem novas espécies de invertebrados na Antártida


Cientistas britânicos que estão fazendo a primeira exploração nas águas profundas da Antártida descobriram um mundo diferente de qualquer coisa já encontrada em outras fontes hidrotermais: uma área povoada por novas espécies de anêmonas, estrelas do mar predadoras e caranguejos yeti que se unem em pilhas, uns em cima dos outros.

“Era quase como uma visão de outro planeta”, disse o líder da expedição Alex Rogers, professor de zoologia na Universidade de Oxford.

Mesmo no mundo de arregalar os olhos das profundidades da Antártida, as novas espécies descobertas se destacam, como as espécies até então desconhecidas de caranguejos yeti encontradas em torno das águas quentes provenientes do fundo do mar. Muitos desses animais nunca haviam sido observados em nenhuma outra fonte hidrotermal de nenhum oceano.

Os novos caranguejos yeti descobertos parecem cultivar “jardins” de bactérias em seus peitos, que são cobertos com tentáculos peludos. Essas bactérias devem fornecer sustento aos caranguejos. Eles certamente vivem unidos uns ao lado dos outros para sobreviver ao frio. Já a nova estrela-do-mar predadora encontrada se alimenta dos infelizes caranguejos.

Essas comunidades de animais são diferentes de qualquer outra já vista em locais parecidos. Em 1999, pesquisas de mapeamento da Antártida sugeririam onde poderia haver fontes hidrotermais, mas só dez anos depois os pesquisadores voltaram para uma expedição, levando câmeras para duas áreas, de 2,6 mil metros e 2,4 mil metros de profundidades.

No mundo profundo da Antártida, a energia não vem do sol, mas vem da energia hidrotermal gerada na crosta oceânica. Embora a temperatura do fundo do oceano na área seja de zero grau Celsius, jatos de água tão quentes quanto 382 graus são existentes nas fontes hidrotermais.

Ao contrário das aberturas em outros oceanos, as da Antártida têm poucos mexilhões e camarões. Em vez disso, a área abriga novas espécies de cracas e anêmonas, assim como um grande caracol marrom sem casca. Os pesquisadores ainda descobriram pálidos polvos no fundo do mar.

Como os seres humanos estão explorando as águas profundas cada vez mais para a pesca, petróleo e mineração, a compreensão de como as espécies são dispersas pelos oceanos é crucial, afirmam os pesquisadores. [LiveScience]



6 grandes mistérios da Antártida


Há pouco mais de cem anos, dois grupos de exploradores partiram em uma expedição com um objetivo comum: serem os primeiros a alcançar o Pólo Sul na história da humanidade. Roald Amundsen, da Noruega, liderou o grupo que chegou primeiro, a 14 de dezembro de 1911, abrindo os olhos da comunidade científica para os mistérios da Antártida.

Muitos desses segredos, no entanto, continuam ocultos mesmo depois de um século de pesquisas. O continente gelado influencia o resto do mundo muito mais do que pensávamos, motivo pelo qual os cientistas encaram a compreensão da Antártida como um grande desafio.

6 – O QUE ESTÁ OCULTO NO GELO
Acima da superfície da Antártida, que ocupa uma área superior a 14 milhões de quilômetros quadrados (equivalente a mais do que um Brasil e meio), dorme uma camada de gelo que chega a ter 4 quilômetros (km) de espessura em alguns pontos. Isso faz com que o continente armazene 70% da água não salgada do planeta.

A profundidade da camada foi descoberta, ao longo do tempo, por meios tanto rudimentares (explosões com dinamite para verificar a altura do gelo) quanto modernos (sistemas de radares modernos). Já se descobriu sob a superfície de gelo, por exemplo, um complexo conjunto de lagos que influencia na direção em que se movimentam as calotas polares.

5 – O QUE EXISTE ABAIXO DA CAMADA SUPERFICIAL
Abaixo desta espessa camada, a Antártida esconde um segredo fantástico: a Cordilheira de Gamburtsev. Exploradores soviéticos descobriram, nos anos 50, uma cadeia de montanhas comparável ao tamanho dos Alpes, na Europa, mas soterrada por gelo.

Ainda se discute a idade dessa cordilheira. Até pouco tempo, estimava-se que teria quase um bilhão de anos, o que é impressionante do ponto de vista geológico: quase nenhuma cadeia de montanhas dura tanto tempo assim. Mas pesquisas recentes apontam que Gamburtsev seria mais jovem, algo entre 100 e 200 bilhões de anos. De qualquer maneira, ainda há muito o que se descobrir sobre a Cordilheira.

4 – LAGOS SUBGLACIAIS
Quando o calor proveniente do núcleo da Terra derrete a parte mais baixa da camada de gelo da Antártida, criam-se fenômenos naturais interessantes: grandes lagos subglaciais. Este ecossistema é quase totalmente desconhecido da humanidade, e cientistas estimam que tais lagos sejam abrigo de formas de vida nunca vistas antes.

Por esse motivo, duas estações de pesquisa (uma russa e outra britânica), instaladas no meio do continente, preparam projetos para coletar amostras da água desses lagos (Lagos Vostok e Ellsworth, respectivamente), o que deve acontecer já no ano que vem.

3 – FORMAS DE VIDA NO GELO
O gelo da Antártida pode ser berço, conforme estimam os pesquisadores, de uma ampla variedade de microorganismos. Já se sabe que existem bactérias na superfície do continente (embora em quantidades reduzidas; cerca de 300 células em um milímetro de gelo, pouco quando comparadas às cem mil na água do mar), mas elas estão alojadas em pequenos depósitos de água que oferecem nutrientes.

Amostras de gelo com 420 mil anos de idade, tiradas de profundidades superiores a 2 km, foram analisadas em laboratório por cientistas americanos. Descobriu-se que ali havia bactérias ainda vivas, o que impressionou os pesquisadores.

Mas será que existem realmente ecossistemas complexos vivendo nessa camada? Ou essas bactérias isoladas foram apenas conservadas pela temperatura baixa? É uma questão que permanece sem resposta.

2 – O MAR EM VOLTA DO CONTINENTE
A vida marinha que existe no oceano que circunda a Antártida é totalmente diferente de qualquer outro mar do planeta. Alguns animais que habitam essas águas (tais como certas espécies de aranha-do-mar, do tamanho de um prato de cozinha) são encontrados apenas por lá, enquanto animais comuns em todos os outros oceanos não marcam presença nos mares antárticos.

Para sobreviver em águas de temperaturas tão baixas, o corpo de alguns animais produz uma espécie de substância anticongelante. E esta é apenas uma entre várias adaptações nos organismos existentes nestes mares, a maioria dos quais os cientistas ainda não conhecem muito bem.

1 – ATÉ QUE PONTO O GELO ESTÁ DERRETENDO?
Não é mais novidade a quantidade de discussões entre especialistas sobre o volume das calotas polares da Antártida, e se elas estão de fato diminuindo. Essa questão tem recebido atenção especial há mais de vinte anos.

Pesquisadores têm entrado em comum acordo quanto a um ponto: o derretimento do gelo na Antártida afeta realmente o nível dos oceanos pelo planeta. Um cientista americano, Robert Bindschadler, explica que boa parte da base da superfície de gelo fica abaixo do nível do mar, ou seja, nem tudo fica em “terra firme”. Isso torna as calotas polares vulneráveis, segundo ele.

A interação entre a superfície de gelo e o oceano que o circunda tem sido muito estudada pelos especialistas, que consideram muitos fatores perigosos. O aumento do nível do mar é consequência direta do enfraquecimento das geleiras, que depositam quantidades enormes de água no mar. Se todo o gelo da porção ocidental da Antártida derretesse, cientistas estimam que o nível do mar da Terra subiria em cerca de 5 metros. [LiveScience]


Cientistas "dão choques" em corais para preservá-los

Uma corrente elétrica de baixo nível nas águas de Bali está dando uma “sacudida” na sobrevivência nos recifes de coral do local.


A tecnologia Biorock é vista por alguns ambientalistas como uma forma de reparar os recifes de corais danificados por anos de pesca destrutiva, bem como oceanos em constante aquecimento.

O aquecimento dos oceanos é uma ameaça para os recifes porque resulta em episódios mais frequentes de branqueamento de coral, um fenômeno quando temperaturas mais elevadas fazem com que algas fotossintéticas, que fornecem alimentos e cor aos corais, saiam, deixando os corais brancos.

Sem alimento por um período sustentado de tempo, os corais morrem. Um evento de branqueamento de corais em 1998 matou um sexto dos recifes tropicais do mundo.

A tecnologia Biorock se baseia na descoberta do arquiteto marinho alemão Wolf Hibertz de que as estruturas metálicas eletrificadas fazem com que os minerais dissolvidos na água se cristalizem. Isso se torna um calcário branco, e vida marinha, incluindo ostras e corais, colonizam esse calcário.

“Os corais crescem 2 a 6 vezes mais rápido”, disse o biólogo marinho Thomas J. Goreau.

Hoje, existem cerca de 60 gaiolas metálicas eletrificadas na baía em Bali. Os pesquisadores que supervisionam o projeto dizem que a tecnologia Biorock torna os corais mais resistentes ao aquecimento global.

“Biorock é o único método conhecido que protege os corais de morrerem de altas temperaturas”, conta Goreau.

Os recifes restaurados, por sua vez, atraem peixes e turistas. Mas, enquanto a tecnologia é útil para pequenas áreas, a escala de branqueamento dos corais é simplesmente muito grande para que seja uma solução de custo eficaz.

Um método mais eficaz de salvar os recifes de coral em massa pode ser a criação de grandes áreas marinhas protegidas que oferecem muita sombra e águas mais frias para os recifes. Mas, em pequena escala, pelo menos, Goreau argumenta que Biorock é mais rentável do que outras soluções. [MSN]



Ciclo da água - Processos


Quase toda a água do planeta está concentrada nos oceanos. Apenas uma pequena fração está em terra. (a maior parte está em forma de gelo e neve ou subterrânea) só uma fração muito pequena (cerca de 1%) de toda a água terrestre está diretamente disponível ao homem e aos outros organismos (sob a forma de lagos e rios, ou como umidade presente no solo, na atmosfera e como componente dos mais diversos organismos). 

Processos do ciclo hidrológico
Quando a terra se originou a sua superfície era muito quente, então a água estava disponível em estado gasoso. De acordo com o resfriamento da terra, a água foi se condensando e foi contida na crosta terrestre, formando os oceanos.

1 Condensação e Precipitação 
A água em forma gasosa quando atinge elevada altitude torna-se líquida ou sólida, através da condensação, onde por meio da precipitação formará chuva, granizo ou neve, de acordo com a diminuição de temperatura.


2 Interceptação vegetal 
Cerca de 25% da água que chega à superfície terrestre é retida pelos vegetais.

Infiltração: Entrada da água na superfície do solo. 

Retenção superficial: a água fica retida em fendas no solo, onde é filtrada ou então evapora. 

Detenção superficial: água retida temporariamente na superfície do solo, formando as enxurradas. 


3 Evaporação e Evapotranspiração Evaporação: Processo no qual a água dos lagos, rios e oceanos é transformada em vapor, retornando para a atmosfera. 

Evapotranspiração: A água que foi retida pelos vegetais e também no solo retorna à atmosfera em forma de vapor pela transpiração e evaporação.


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