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Baleia Fin (Balaenoptera physalus) - Características e estado de conservação


As baleias-fin, Balaenoptera physalus, são amplamente distribuídas em todos os oceanos do planeta. Esta baleia foi listada como ameaçada através do "Ato das Espécies Ameaçadas" Endangered Species Act (ESA) desde a sua criação em 1973. Embora a maioria das populações foram esgotadas pela caça em meados do século XX, ainda há dezenas de milhares dessas baleias em todo o mundo.

A caça comercial de baleias dessa espécie terminou no Pacífico Norte, em 1976, nos oceanos do sul em 1976-1977, e no Atlântico Norte em 1987. Porém, elas ainda são caçadas na Groenlândia e sujeitas limites de captura sob esquema de caça para subsistência de aborígenes regulamentada pela Comissão Baleeira Internacional.

Apesar de estimativas confiáveis ​​e recentes da abundância de baleias-fin em maior porções no Oceano Atlântico Norte, este não é o caso na maior parte do Oceano Pacífico Norte nem para os oceanos do sul. Além disso, o status das populações nestas bacias oceânicas, expressos em termos de tamanho atual da população em relação ao inicial (pré-baleeira ou capacidade de carga) é incerto.



Requisitos de habitat e fatores limitantes
As populações no Atlântico Norte, Pacífico Norte e do Hemisfério Sul foram legalmente protegidaos da caça comercial durante os últimos vinte anos ou mais, e essa proteção continua. O Japão começou a matar baleias no seu programa de caça científica (10 mortos em 2005-2006, na Antártida).

O número de baleias mortas neste programa tem aumentado constantemente. Embora a principal ameaça direta às baleias-fin ter sido a cala, abordada pela Comissão Baleeira Internacional, várias ameaças potenciais permanecem. Entre as atuais ameaças potenciais estão as colisões com embarcações, emaranhamento em redes de pesca, redução de abundância de presas devido à sobrepesca, degradação do habitat, perturbação do ruído de baixa frequência e a possibilidade de que a caça ilegal ou retomada  da caça legal causará mudanças em taxas biologicamente insustentáveis.

Apesar dos possíveis efeitos da poluição no ambiente marinho em baleias continuarem a ser mal compreendidos, evidências publicadas indica que a barbatana de algumas baleias contém a maioria dos contaminantes que existem no oceano (por exemplo, organoclorados e metais pesados​​). 

Cardumes de peixes constituem uma grande parte da dieta da baleia-fin em muitas áreas do Atlântico Norte. Sabendo que as populações de peixes estão ameaçadas constantemente, seja por operações de pesca, deterioração ambiental, ou processos naturais, estes fatores afetam fortemente o tamanho e a distribuição das populações de baleias fin.

Estratégia de Recuperação
Desde 2006, o Office of Protected Resources National Marine Fisheries Service vem trabalhando em um projeto para proteção das baleias-fin, através de um plano específico que contém as soluções para os problemas que a espécie vem enfrentando. Este plano identifica as medidas que precisam ser tomadas para proteger, promover e monitorar a recuperação das populações de baleias-fin no Atlântico Norte, Pacífico Norte, e oceanos do sul. Os elementos-chave do programa de recuperação proposto para esta espécie são: 1) regulamentação internacional contínua e eficaz da caça à baleia, 2) identificar e minimizar danos e mortalidades causadas pelo homem, 3) determinar a estrutura populacional e singularidade, e 4) estimar o tamanho da população e acompanhamento da evolução da abundância.

O vídeo abaixo mostra um pesquisador mergulhando ao lado desta baleia:

Este outro vídeo mostra a baleia fin na Grécia, um local em que ela é vista muito raramente:

Atualmente as atenções para a preservação das baleias estão cada vez maiores, existem vários projetos de proteção à estes mamíferos marinhos, porém, a degradação ambiental sempre continuará acontecendo, os barcos e navios continuarão derramando combustível no oceano, as petrolíferas continuarão poluindo também, o esgoto urbano continuará chegando ao mar, até que um dia, infelizmente vários problemas drásticos ocorrerão ainda mais. Espero que nunca aconteça, mas do jeito que estamos cuidando do planeta, estes eventos só tendem a se anteciparem cada vez mais. Ainda bem que existem nós biólogos, os "loucos", que dão a vida para proteger a natureza.

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Projeto Onçafari lança trailer de documentário em produção

Olá amigos! Creio que já deve conhecer o Projeto Onçafari se for um leitor aqui do MS, meu estado, porém, para você que acompanha o site mas e é de outras localidades do país, este projeto não deve ser familiar.

Quer conhecer o Projeto Onçafari? Veja este post:
Projeto Onçafari - Pantanal de Mato Grosso do Sul

Bom, este projeto tem como finalidade principal conservar as onças-pintadas existentes no Pantanal de Mato Grosso do Sul e conciliar ao mesmo tempo a educação dos proprietários rurais e moradores do local para que não matem de forma alguma estes animais, buscando levar até estes a importância das onças para o ecossistema local.

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Com o objetivo ainda maior, o projeto em parceria com grandes empresas particulares, pesquisadores estrangeiros e outras organizações não governamentais, está elaborando um documentário com o título "Onça-pintada: mais perto do que se pode imaginar" que em breve estará pronto.

Para divulgar, os responsáveis pelo projeto elaboraram um pequeno trailer sobre este incrível documentário, confira:



Show de bola, não é?

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Ebook Como recuperar Mata Ciliar

Olá caros leitores, é com muito prazer que eu lanço o Ebook Como recuperar mata ciliar que estive preparando nos meses de fevereiro e março. Resolvi criar este material para ajudar aqueles que buscam formas simples e eficientes de recuperar áreas degradadas, principalmente matas ciliares de rios, córregos, lagos e corpos de água.

Tenho já uma certa experiência com recuperação de áreas degradadas pois desenvolvi durante dois anos um projeto de recuperação de uma área degradada utilizada em atividades agrícolas no município de Bandeirantes - MS. Já li muitos artigos e também tenho um curso de recuperação de matas ciliares que realizei pelo SENAR do Paraná.

O Ebook conta com um design simples e elegante, de fácil leitura com várias figuras para melhor entendimento. Veja abaixo algumas páginas:


O material foi cuidadosamente planejado de acordo com artigos científicos que definem os principais métodos para recuperação de uma área degradada, principalmente áreas ciliares.

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O preço promocional é de R$ 29,90 até dia 31 de março.
Aproveite!



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Clickarvore - SOS Mata Atlântica doa mudas para projetos ambientais

Estive acompanhando, com sempre, as novidades do site da ong SOS Mata Atlântica e achei muito interessante um grande projeto que criaram, o Clickarvore. Este projeto doa milhares de mudas para projetos ambientais que visem a recuperação de áreas degradadas.

Clickarvore: 1 Click = 1 Voto
Com 11 anos de atividade, o programa já recuperou mais de 13 mil hectares da Mata Atlântica. Além de um programa de restauração florestal, o Clickarvore é uma grande rede de parcerias entre internautas, empresas patrocinadoras, viveiros fornecedores e proprietários rurais interessados em contribuir para a restauração do bioma.

A seleção das áreas de plantio, como as regiões escolhidas neste edital, é apresentada no site www.clickarvore.com.br para que internautas, por meio do voto, definam as regiões onde serão plantadas as mudas doadas. Cada clique vale um voto. Diariamente, os internautas podem visitar o site e escolher uma região da lista pré-definida. Quanto mais votos para uma região, maior será o percentual de mudas que ela receberá. A escolha das regiões é sempre feita com base na disponibilidade de viveiros de mudas localizados no entorno.
Regiões de abrangência do bioma Mata Atlântica. Clique para ampliar.
“Contamos com a mobilização dos internautas para definir as áreas que necessitam de auxílio para a conservação. Contamos também com a participação de empreendedores do setor e com o envolvimento de proprietários interessados em restaurar áreas naturais de suas propriedades”, afirma Aretha.

Outra maneira de apoiar a iniciativa é o programa Mudas Pagas. Nele, o internauta pode comprar mudas e deixar que os técnicos da Fundação SOS Mata Atlântica decidam o local mais adequado para a realização do plantio, dentro das áreas selecionadas por editais, que são prioritárias para a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica. Cada muda custa R$ 2,00 e o lote mínimo para compra é de 5 (cinco) mudas.

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Além de ter o nome divulgado no ranking de plantadores, sempre que o interessado fizer uma compra, a quantidade de mudas correspondente será acrescentada a um contador de mudas. Para cada muda comprada, o Clickarvore retribui com pontos, que podem ser trocados por descontos ou resgatados em produtos disponíveis na Loja Virtual da Fundação SOS Mata Atlântica.

Para participarem e receberem mudas os projetos devem ser realizados por ongs, por proprietários rurais e Oscips (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), localizados no estado de São Paulo, Espírito Santo, Norte do Paraná, Santa Catarina e Sudoeste e Leste do Mato Grosso do Sul, passando por um processo de seleção através de editais.

No V edital 600 mudas serão doadas para a conservação de cerca de 360 hectares do bioma. Este programa, o clickarvore, é uma parceria da ong com o Grupo Abril e Bradesco Cartões.

Podem participar proprietários rurais, pessoas físicas ou jurídicas, associações, Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e ONGs. Os interessados devem se inscrever, até o dia 20 de maio de 2013. As propostas e os documentos necessários devem ser encaminhados até 20/05/2013 pelos correios. Clique aqui para visualizar o edital com todas as informações .

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Projeto Onçafari - Pantanal de Mato Grosso do Sul

Sua Majestada, A Onça-pintada
Mario Haberfeld lança no Refúgio Ecológico Caiman o Projeto Onçafari, para habituação, observação e preservação da onça-pintada

Embora possua a maior biodiversidade encontrada no planeta, o Brasil ainda está engatinhando na área de eco-turismo. A falta de estrutura e de projetos realmente sustentáveis levam os brasileiros a desistirem de conhecer o ecossistema do país e aventurarem-se em outras regiões “selvagens”, como o Polo Norte e a África. Além de apresentarem instalações luxuosas e confortáveis, estes locais triunfaram na habituação de animais selvagens, fazendo com que os mesmos já estejam acostumados com a presença de automóveis e humanos, facilitando o contato – mesmo que de uma distância segura – com estas belas e livres criaturas.

É com este espírito que nasce o Projeto Onçafari, com sede no Refúgio Ecológico Caiman (REC), no Pantanal. Muito mais complexo e abrangente que um simples safári no Pantanal, o Projeto Onçafari visa habituar felinos à presença de veículos que circulam durante os safáris promovidos no local. 

É também atribuição do Projeto, aumentar e preservar a fauna e a população de felinos na região, o que têm dado excelentes resultados graças a um trabalho árduo de pesquisas e análises da equipe do Onçafari. 

Este projeto abre, portanto, caminho para o desenvolvimento de uma nova técnica de conservação de animais no Brasil através do turismo de observação e do ecoturismo. 

 Adaptando técnicas bem sucedidas em habituar animais selvagens na África do Sul, para serem observados em seu ambiente natural, O Projeto Onçafari replica esta experiência com a Onça Pintada, maior felino das Américas e animal símbolo do Onçafari.

É importante frisar que este processo não envolve métodos de domesticação ou qualquer atitude que desequilibre o habitat onde vivem estes animais que continuarão permanecendo 100% selvagens, mas pretende, principalmente, acostumá-los à presença de veículos que carregam turistas. Com o passar do tempo e utilizando certas técnicas, eles param de enxergar os veículos como ameaça - como se fizessem parte do cenário pantaneiro - ficam tranquilos e não fogem.

A preservação da fauna local compreende animais muito além da onça, que ajudam a compor o ecossistema pantaneiro e apenas enriquecem a expedição e toda a experiência Onçafari, como jacarés, capivaras, ariranhas, macacos-prego, veados-campeiros, lobos-guará, cervos do pantanal, tatus, bichos-preguiça, tamanduás, lagartos, cágados, jabutis e cobras como a jiboia e a sucuri. Coloridos e falantes, os pássaros acabam realizando um espetáculo a parte, como tucanos, garças, papagaios, araras, emas, tuiuiús e gaviões. Para aqueles que não perdem uma boa oportunidade de pescar, o Pantanal oferece ainda mais diversidade, com peixes típicos como dourado, pintado, curimbatá, pacu e piranha, entre outros.

A área de estudo contemplada pelo Projeto Onçafari compreende a região do Pantanal de Miranda, especificamente os domínios do REC num total de 53 mil hectares. Algumas avaliações pertinentes ao uso de habitats e percepções se darão também nas fazendas do entorno imediato, enquanto a quantificação da população de onças-pintadas será obtida através do uso de dispositivos fotográficos, bem como através da observação direta de indivíduos com foto-documentação.

O projeto tem a pretensão de servir como modelo de preservação sustentável a ser replicado por todo o Pantanal, quiçá todos os ecossistemas brasileiros, além de gerar empregos e preservar as espécies e o bioma pantaneiro – a maior área alagada do mundo, cuja grande diversidade de fauna e flora está adaptada às mudanças entre períodos alagados e secos.

A má (e injusta) reputação
A principal atividade econômica do Pantanal é a pecuária, com inúmeras fazendas de gado espalhadas pelas planícies da região. Com esta forte influência sobre a população local, há um grande conflito entre fazendeiros e onças, que esporadicamente caçam uma cabeça de gado para se alimentarem. Para tentar minimizar o problema, alguns criadores tem o terrível (e ilegal) costume de matar as onças que cruzam seu caminho, aumentando o risco de extinção dos nobres felinos.

No entanto, de acordo com uma pesquisa realizada pela ONG Instituto Onça Pintada, as eventuais perdas no rebanho relacionadas ao ataque de onças configuram em apenas 1,5%, provando que a má reputação da onça não passa de mito, e ela é injustamente acusada pelas inúmeras causas de morte no rebanho.

No topo da cadeia alimentar, a onça-pintada é o maior felino das Américas, cuja atual área de distribuição estende-se por toda a América Latina, incluindo todo o território brasileiro. Segundo o Plano de Ação Nacional para a Conservação da Onça-Pintada, o animal encontra-se com status criticamente ameaçado na Floresta Atlântica e Caatinga, ameaçada no Cerrado, e vulnerável no Pantanal e Amazônia. Suas principais ameaças são a destruição constante de seus habitats (o que já levou há uma diminuição de 54% do ambiente original da espécie), a diminuição da base de presas e a caça em decorrência desses conflitos com o ser humano.

Esta é outra meta do Projeto Onçafari: desmistificar a imagem de predadora feroz da onça-pintada e fazer com que seja vista, do ponto de vista econômico, mais rentável viva do que morta, assim como leopardos e leões na África, mostrando que a espécie tem potencial para gerar renda através da Indústria de Observação de Animais. Essa prática, inclusive, é uma das maiores fontes de renda em vários países da África, e o crescimento do turismo sustentável no Pantanal compensará o eventual e pequeno prejuízo que a espécie venha causar com o abatimento de alguns animais de criação.

Mais perto do que se pode imaginar
Pequenos olhos cor de mel se confundem com a densa vegetação do Pantanal, como uma camuflagem perdida entre os vários tons da selva. De repente, ganham vida, brilham no escuro e se movimentam sorrateiros. Esta “janela indiscreta” é uma parte importante do projeto, o documentário “Onça-Pintada, Mais Perto do Que se Pode Imaginar”, com produção e idealização de Mario Haberfeld – mais conhecido pelas suas proezas nas pistas de corrida.

O documentário acompanha de perto algo nunca antes revelado: as ações deste felino no bioma do Pantanal. Inicia-se aqui uma aventura inédita e emocionante, que segue os rastros deste felino pelos seus mais recônditos hábitos e seus mais estranhos costumes. Devidamente monitoradas com radiotransmissores e microcâmeras, será acompanhado o processo de alimentação destas onças, a disputa pelo território, as relações entre machos e fêmeas, o acasalamento, o nascimento dos filhotes e a luta pela sobrevivência num lugar tão hostil.

Por final, o tão esperado e imprevisível encontro com o ser humano, num meticuloso processo de “habituação”, desenvolvido por uma experiente equipe de profissionais. Neste encontro previamente marcado, a maior preocupação do documentário é o registro deste contato de primeiríssimo grau com uma fera lendariamente temida, arisca e ainda muito desconhecida. O projeto do filme já mapeou, através de mais de 30 dispositivos de câmeras, várias onças que tem seus territórios estabelecidos dentro do REC, no coração do Pantanal Mato-grossense. A primeira protagonista do documentário, batizada de Chuva pelo temporal que se seguiu após o início de seu monitoramento, trouxe em suas pegadas uma encantadora surpresa após cinco meses de estudo: um simpático filhote de um mês, ainda sem nome.

O principal objetivo do filme é captar imagens fortes e emocionantes, nunca antes registradas, de onças selvagens agindo naturalmente em seu habitat, locomovendo-se, caçando e procriando. O documentário quer mostrar, não só para o público brasileiro, mas para a audiência mundial, que hoje podemos chegar mais perto do que se pode imaginar de uma bela e selvagem onça pintada. Não se trata apenas de mais um filme de natureza e vida selvagem, mas um registro da instalação deste projeto inovador, que estabelece um novo marco e um novo paradigma na conservação e preservação das onças-pintadas no pantanal brasileiro.

A escolha do Refúgio Ecológico Caiman
O documentário será produzido nas dependências do Refúgio Ecológico Caiman, no Pantanal, uma fazenda com mais de 53 mil hectares do empresário Roberto Klabin – um dos maiores ecologistas brasileiros, fundador e presidente da SOS Mata Atlântica e da SOS Pantanal.

Augusto Rosa (artista que criou a mascote Dona Onça)
 e Klabin.
Desde que adquiriu a Caiman, há cerca de 25 anos, não só proibiu a caça local como também não mais permitiu a criação de cães, o que naturalmente gerou uma aproximação maior entre animais e seres humanos. Segundo estimativas, existem mais de 50 pintadas ocupando seu território.

Mario Haberfeld conta que escolheu o REC como parceiro neste projeto por ser uma área preservada e segura, por possuir a melhor estrutura de ecoturismo no Pantanal (com infraestrutura de luxo, estradas e pista de pouso, entre outros) e por seu pioneirismo em projetos de conservação.

Sobre Mario Haberfeld
Filho de um apaixonado por corridas, o paulistano Mario Haberfeld nasceu em janeiro de 1976 com a mesma paixão. Seu primeiro esporte foi o tênis, mas a presença constante nos boxes de Nelson Piquet, um velho amigo da família, fez com que os karts ganhassem sua preferência rapidamente. Nessa especialidade, foi campeão pan-americano em 1992 e campeão paulista em 1993. Em seguida, vieram os carros e, após algumas poucas corridas na Fórmula Ford brasileira, decidiu correr na versão inglesa da categoria em 1995, mudando-se para a cidade inglesa de Cambridge.

As etapas seguintes foram a Fórmula Renault e a Fórmula 3 Britânica, a mais importante e competitiva categoria de acesso a F1. Pilotando para a equipe de Jackie Stewart, um de seus grandes ídolos, se consagrou campeão em 1998, para ingressar na hoje extinta F-3000 no ano seguinte, como contratado da McLaren. Nos anos seguintes, pilotou para as equipes Fortec, Super Nova e a belga Astromega, onde colheu seus melhores resultados.

Hoje, aos 36 anos, Haberfeld encara com muita tranquilidade a atual fase fora das pistas, com foco em seus projetos ambientais. Apesar de uma carreira de quase 20 anos, o piloto radicado em Miami (USA) considera que o automobilismo, agora, é passado. “Acho que essa página já virou. Agora, só mesmo a 500 Milhas da Granja Viana”, destacando o seu compromisso anual na prova de longa duração no kartódromo da Família Giaffone, em Cotia, Grande São Paulo.

Por Lúcia Paes, Assessoria de Comunicação Projeto Onçafari
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Refúgio Ecológico Caiman
Estância Caiman S/N – Pantanal – Zona Rural – MS
Reservas: (11) 3706-1800 ou caiman@caiman.com.br

Código Florestal: divulgada carta aberta contra a reforma

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) divulgaram nesta segunda-feira (27/02) uma carta aberta pontos do projeto de reforma do Código Florestal que ainda podem ser alterados pelos deputados antes da votação em plenário. O documento foi entregue ao relator do projeto, deputado Paulo Piau (PMDB-MG).

As entidades científicas alegam que, embora a versão aprovada pelo Senado apresente avanços em relação ao texto originalmente vindo da Câmara dos Deputados, ainda há graves problemas na proposta, principalmente no que diz respeito às Áreas de Proteção Permanente (APP) nas margens dos rios e nascente os quais, segundo a lei, devem ser preservadas e, no caso de degradação, "deve ser obrigatoriamente recuperada, foi reduzida em 50% no texto atual." de acordo com o documento.

Além da carta aberta, também foi divulgada uma tabela comparativa entre o Código Florestal atual, as propostas de alteração e as consequências vistas pelo âmbito da ciência.

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De acordo com o documento “A reforma do Código Florestal Brasileiro, tal como vem sendo processada no Congresso, sob a influência de grupos de pressão setoriais, representa a desregulação do setor do agronegócio com sérios riscos para o meio ambiente e para a própria produção agrícola. A proteção de áreas naturais está sendo consideravelmente diminuída e perde-se assim a oportunidade de produzir alimentos com mais eficiência e com sustentabilidade ambiental, o que deveria ser o grande diferencial da agricultura brasileira.”

O relatório do deputado Paulo Piau deverá ser apresentado essa semana, já que a votação em plenário da reforma estámarcada para a semana que vem - dias 06 e 07 de março. Depois de votado, o projeto seguirá para sanção ou veto presidencial. [OEco].


Todos contra o Novo Código Florestal - Veta Dilma!

Pessoal que acompanha o blog como já devem estar sabendo, o projeto do Novo Código Florestal, elaborado pelo Sr. Aldo Rebelo deputado federal , está tramitando na câmara e agora vai depender da Dilma para ser ou não aprovado!

Várias entidades não governamentais estão se movendo contra esse novo código, onde se destaca a campanha "Veta Dilma".

Veja aqui um vídeo desenvolvido pelo Greenpeace:





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Manifestantes pedem punição aos agressores de animais em Itapetininga, SP

Pessoas ligadas a entidades de proteção aos animais e moradores saíram as ruas, neste domingo (22), com o objetivo de protestar contra a crueldade aos animais de estimação. Em Itapetininga, interior de São Paulo, o evento reuniu aproximadamente 50 pessoas que fizeram uma passeata com cartazes exibindo imagens de animais torturados, espancados e mortos, além de frases de protesto contra o atual procedimento de punição aos agressores. Na região, houve mobilização ainda em Tatuí e Tietê

De acordo com Eliana Bazolli, da ONG SOS Animais, e uma das coordenadoras da manifestação na cidade, no Brasil a lei trata os casos como crimes de menor poder ofensivo, portanto, a pena é prisão de três meses a um ano e multa. A punição está prevista no artigo 32 da lei 9605 contra crimes ambientais. “Mesmo assim, muitos casos nem são julgados, é o agressores continuam agindo com crueldade com os animais”, ressalta.

O movimento “Crueldade Nunca Mais” pede maior rigor nas leis. Segundo os organizadores, no Congresso em Brasília, Distrito Federal, tramita um projeto com propostas de punição mais rigorosa. “A pena contra o agressor seria de prisão de até quatro anos, além de multa. Com isso, tenho certeza que não teríamos mais tantos casos de violência contra os bichos”, afirma Eliana.

A mobilização ganhou as ruas depois da divulgação de casos recentes que flagrantes de maus tratos em diversas cidades do país. A operadora de máquina Helen Juhass, que participou do protesto junto um dos cinco cães que tem em casa, afirma que é apaixonada por animais. Ela disse que sofre ao ver histórias de crueldade. “O caso da professora que espancou até a morte uma cachorrinha, foi terrível. Eu não consegui ver o vídeo até o final. Caí em prantos”, conta.

De acordo com a vice-presidente da ONG UIPA (União Internacional Protetora dos Animais), Salete Oliveira, não é preciso ir muito longe para identificar casos de maus tratos. “Essa semana tivemos um caso que nos deixou chocados aqui em Itapetininga. Um homem ficou irritado com o latido de um cachorro de três meses da casa vizinha. Ele pegou uma arma e matou o animal”, conta. 

Outro caso lembrado foi de um cavalo abandonado em um terreno no bairro Estância Conceição, área rural do município. O animal estava com as patas quebradas e foi deixado agonizando. O cavalo precisou ser sacrificado. Segundo Salete, além de casos de abandono, outras agressões que acontecem na região são espancamentos, facadas e até estupro de animais.

Salete é fiscal responsável da Delegacia da UIPA. Ela conta que atualmente 43 ocorrências de casos graves de maus tratos foram apresentadas à justiça local. “Diariamente recebemos chamadas para socorrer algum animal que está sendo maltratado”, ressalta.

Ela ressalta que os vizinhos são os principais aliados no combate a esse crime. “Cada cidadão é um fiscal, portanto ao ouvir a agressão, deve acionar a polícia e as entidades protetores como a UIPA e SOS Animais”, afirma.

Caso de psicopatia
Durante a manifestação, os organizadores apresentaram dados que ligam os casos de maus tratos aos animais com a psicopatia. Segundo Eliana, pessoas que maltratam animais são assassinos em potencial. Ela descreve sobre um estudo feito pelo FBI (Departamento da Polícia dos EUA) que mostra que 80% dos assassinos em série começaram os crimes maltratando e matando animais. Já outro estudo mostra que a psicopatia começa a se manifestar por volta dos 8 anos de idade. “A criança é cruel com animais nesse primeiro momento de manifestação do problema. Então, agir em proteção aos animais é também agir em proteção a sociedade, que irá identificar indivíduo que possam sofrer de distúrbio psicótico”, afirma.




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ONG de Cerquilho, SP, reabilita animais silvestres

“Quando se fala em maus tratos contra animais, sempre nos lembramos de cães e gatos, por serem mais domesticados. No entanto, não podemos esquecer dos silvestres. Estes não sociabilizados com humanos, e são as maiores vitimas de maus tratos”, afirma o biólogo Antonio Miranda Fernandes, do Projeto Gaiola Aberta de Cerquilho, interior de São Paulo.

A afirmação foi feita no mesmo dia em que centenas de pessoas saíram às ruas do país, pelo movimento ‘Crueldade Nunca Mais’. De acordo com o biólogo, o tráfico de animais silvestres ocupa o terceiro lugar nas escalas dos tráficos no mundo. Perde apenas para drogas e armas. Anualmente, são retirados da natureza aproximadamente 40 milhões de animais. Só no Brasil, segundo estimativa do IBAMA (O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), são 12 milhões.


Esse crime preocupa ambientalistas. Eles afirmam que, quando se retira animais do habitat natural, ocorre a quebra de uma cadeia. O IBAMA calcula que um caminhão rotineiramente utilizado no tráfico de animais transporta cerca de 1.000 espécimes. Ao longo de um ano, isso tem impacto quase irreversível na fauna.

O biólogo Antonio Miranda Fernandes, afirma que a cada 10 animais silvestres traficados, somente um sobrevive. “Como o índice anual estimado é de 40 milhões de animais traficados, chegamos ao número assustador, ou seja, 36 milhões são mortos durante o transporte. Já os que sobrevivem passam a ter uma vida sofrida vivendo em gaiolas, e na maioria das vezes, em condições precárias e com alimentação errada”, afirma.

O projeto Gaiolas Aberta, criado em 2004, trabalha a reabilitação de animais apreendidos. O objetivo é reinserí-los na natureza. De acordo com o biólogo, em sete anos aproximadamente 1000 animais foram libertados. São répteis, mamíferos e aves.

Mas nem sempre é possível libertar os animais. No abrigo existem hoje 150 animais que não sobreviveriam se soltos. A maioria são aves que sofreram sequelas no transporte ou foram mutiladas para evitar fulgas. O caso mais comum, segundo Antonio, é a quebra das asas. “Os traficantes quebram as asas para que aves não fujam e também para esconder da fiscalização", comenta.

Na sede do Projeto, é possível verificar animais que sofreram crueldades. Um deles é uma fêmea de tucano que teve uma pata amputada e parte do bico se quebrou. Ela precisa de atenção diária para ser alimentar. Outro caso é uma arara azul com a asa fraturada.

Para o biólogo é preciso repensar a cultura de manter animais silvestres em casa. “Muitas pessoas dizem amar os animais, mas mantêm pássaros em gaiolas, micos presos em correntes, lagartos em aquários. Aí pergunto: isso é amar animais? Sei que esta prática é cultural, mas precisamos mudar esta cultura”, ressalta.





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Fundação O Boticário financiará 25 novos projetos


A Fundação Grupo Boticário divulgou nesta semana a lista de projetos selecionados para receber apoio financeiro a partir do primeiro semestre de 2012. Os projetos foram escolhidos por meio de dois editais: Edital de Apoio a Projetos e Edital Bio&Clima-Lagamar, para o qual foram selecionados programas com planos de ação no bioma Mata Atlântica.

O tradicional Edital de Apoio a Projetos, implantado em 1991, já repassou mais de U$ 10,6 milhões para financiar projetos em favor da conservação da natureza em todas as regiões do país. Com esse valor, em torno de 1.200 iniciativas puderam alavancadas. A partir do primeiro semestre de 2012, outros 22 projetos serão somados a esse montante e passarão a ser apoiados pela Fundação. Ao todo, 164 propostas haviam sido inscritas no segundo Edital de Apoio a Projetos do ano.

Já o Edital Bio&Clima-Lagamar foi lançado no começo de 2011 e tem como principal objetivo apoiar projetos sobre os impactos das mudanças climáticas na biodiversidade da região onde está localizado o maior remanescente de Mata Atlântica do país, o Lagamar, entre Paraná e São Paulo. O Edital teve 11 propostas inscritas e irá financiar três delas a partir do primeiro semestre de 2012.

Para conferir a lista completa dos projetos aprovados nos dois editais e os respectivos técnicos e instituições responsáveis por cada um deles, clique aqui.




Macacos com parte do corpo amputado vão voltar á natureza em Goiás

Quatro exemplares de macaco-guariba (Alouata caraya), também conhecido como bugio, serão reintegrados à natureza neste fim de semana em Aragoiânia (GO), após passarem por reabilitação entre 2010 e 2011, devido a ferimentos causados por choques elétricos de redes de alta tensão.

É a primeira vez que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) realiza este tipo de experimento no estado.
Exemplar fêmea de macaco-guariba que teve a mão amputada após choque elétrico proveniente de fios de alta tensão (Foto: Divulgação/Ibama)

Segundo o órgão, ligado ao Ministério do Meio Ambiente, um macaco-guariba macho teve uma das pernas amputadas, enquanto que os outros espécimes (todas fêmeas) tiveram a mão ou parte dela retiradas por conta da gravidade do ferimento.

O instituto afirma que o desenvolvimento urbano da Região Metropolitana de Goiânia começa a afetar o habitat destes animais, que encostam em fios de alta tensão ao pular de galhos.

Apesar da nova realidade, os primatas, que já eram monitorados e conviviam juntos em um ambiente preparado pelos técnicos do Ibama, serão libertados e acompanhados de perto por dez dias por uma equipe de biólogos e estudantes, que vão acompanhar a forma de locomoção dos primatas, como eles se alimentam e defendem o território onde passarão a viver. Após este período, o acompanhamento será mensal.

De acordo com o Instituto Chico Mendes (ICMBio), o macaco-guariba pode ser encontrado na Amazônia, no cerrado e no Pantanal. A espécie não é considerada ameaçada de extinção.
Um filhote de macaco-guariba que perdeu a mãe eletrocutada e passou por reabilitação (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: Globo Natureza

Guia mostra espécies impactadas por construção de usina no Rio Madeira

Um guia lançado neste mês apresenta informações sobre 222 espécies de animais que foram resgatadas nas áreas de floresta amazônica impactadas pela construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, nas proximidades de Porto Velho, em Rondônia.

De acordo com a empresa Santo Antônio Energia, que vai operar o empreendimento com 3.150 MW de potência instalada e capacidade para abastecer 11 milhões de moradias, mais de 24 mil animais de 360 espécies foram resgatados por equipes de veterinários e biólogos nas proximidades do rio.

Lagarto-jacareana (Crocodilurus amazonicus) (Foto: Divulgação/Juliano Tupan)

O trabalho fez parte do "Programa de Resgate da Fauna", uma das compensações ambientais exigidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) para reduzir o impacto ambiental da construção e alagamento. Segundo a companhia, foram investidos R$ 568 milhões na compensação direta. O livro, que será disponibilizado para escolas e pode ser conferido na internet, funciona como um inventário da fauna existente na região de floresta amazônica em Rondônia.


Perereca (Hypsiboas cinereascens) (Foto: Divulgação/Juliano Tupan)


Um exemplar filhote de Mata-Mata (Chelus fibriatus) (Foto: Divulgação/Juliano Tupan)

Fonte: Globo Natureza

Estudo verifica impacto da caça em espécies da Mata Atlântica no Paraná

Levantamento realizado por pesquisadores do Paraná vai determinar a quantidade de espécies de mamíferos de médio e grande portes que vivem nas poucas áreas protegidas de Mata Atlântica no estado, no intuito de desenvolver práticas de monitoramento desses animais e conter a caça predatória.

A partir dessas informações, serão formulados projetos de reforço na fiscalização ambiental, além de aumento na proteção de regiões classificadas como áreas de conservação.

O mapeamento, que conta com o apoio da Fundação O Boticário, é realizado em quatro reservas paranaenses, que somadas abrangem uma área de 200 km² (11 vezes o tamanho da Ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco).

Nesses locais, segundo a pesquisa, vivem exemplares de onça-parda (Puma concolor), jaguatirica (Leopardus pardalis), anta (Tapirus terrestris) e outros animais classificados como vulneráveis ou em perigo de extinção pela lista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).
Exemplar de anta, considerado o maior mamífero da América do Sul, é fotografado por câmera sensível ao calor em área de Mata Atlântica no Paraná (Foto: Divulgação)

Entre os principais problemas detectados nessa região estão a pressão humana (desmatamento ilegal) e a presença de animais domésticos, que podem transmitir doenças às espécies e contribuir para a redução da oferta de alimentos para os mamíferos pesquisados.

“Queremos saber se, mesmo com a criação de uma reserva, ainda existem práticas ilegais ou ameaças constantes. Mas para isso, precisamos conhecer a distribuição dos animais pela floresta”, afirma.

Rastros
Com a ajuda de 11 guarda-parques, além de câmeras fotográficas sensíveis ao calor, os pesquisadores já conseguiram identificar a presença da queixada (Tayassu pecari), da anta e da onça-parda nessas regiões. Rastros de animais também são seguidos, o que contribui para a coleta de dados e localização de espécies.

Com isso, segundo Fusco, constatou-se a diminuição da população da onça-pintada (Panthera onca), espécie fortemente afetada pela caça predatória.

“Já esperávamos por isso. Os poucos exemplares sobreviventes podem ter se espalhado por áreas remotas de floresta. Por isso precisamos de políticas públicas de fiscalização para conter a caça e restaurar o habitat desses animais", explica.

Fonte: Globo Natureza.

Educação Ambiental em propriedades rurais, como fazer?



Desde sempre, os pesquisadores de campo vem lutando para fazer os fazendeiros enxergarem a natureza como um bem para sua propriedade. Muitos fazendeiros não respeitam as leis ambientais como as áreas de mata ciliar que devem estar presentes nos rios, a RL (Reserva Legal) obrigatoriedade de 20% da área total estar intocável sem desmatamento ou outros tipos de ações antrópicas, entre outras leis. E estamos conseguindo firmar cada vez mais parcerias com os fazendeiros, mudando bem pouco essa história.

Os proprietários, as pessoas que moram em fazendas caçam, pescam, não respeitam piracema etc, pois já é de costume isso. Claro que não são todos, mas a grande maioria faz isso, pois eu sou prova disso, morei 14 anos em uma fazenda de um grande empresário bem sucedido e as matas ciliares estavam todas destruídas, o rio estava assoreado, o gado bebia água diretamente do rio provocando assoreamento, entre outras tantas irergularidades, a caça predatória também era praticada por muitos moradores de lá, inclusive prestadores de serviços para a fazenda iam caçar com os funcionários. Caçar para estas pessoas é algo que vem sendo passado de pai para filho, e eles não podem parar isso de uma hora pra outra só porque um biólogo chegou na fazenda e falou para eles pararem. Ai que entra a educação ambiental.

A educação ambiental muitas vezes pode mudar o pensamento de pessoas que vivem em fazendas, isso porque muitas vezes as pessoas agem de certa forma pensando no dinheiro. Então, para educar ambientalmente essas pessoas precisamos pensar nos benefícios que eles vão receber se fizerem tal coisa. É assim que funciona infelizmente, ou você acha que se falássemos para preservarem porque os animais estão morrendo, eles iam parar de caçar?

Eu sou só um acadêmico, não sou especialista, pelo contrário eu estou aprendendo muito com meus professores, pois nas minhas pesquisas eu dependo dos fazendeiros, é na fazenda deles que existem os animais para eu pesquisar, os queixadas, as antas etc. Então não devemos ter raiva dessas pessoas que caçam, pois nós somos dependentes delas!

Mas como falar para essas pessoas que não pode caçar e desmatar? Bom, isso é um assunto bem difícil e que você deve pensar muito antes de falar qualquer coisa. Analise inicialmente a qualidade de vida dos funcionários da fazenda, será que eles caçam para comer ou vender? Eles caçam porque realmente precisam? Eles desmatam porque precisam construir suas casas ou para vender a madeira? O meio social é fundamental para que se estabeleça uma relação entre pesquisadores e moradores rurais.

O Instituto ECOA trabalha com populações isoladas de pescadores em Corumbá - MS  ensinando a eles uma nova fonte de renda que é maior do que a própria pesca. Esta renda eles obtém à partir de produtos que estão disponíveis em seus quintais, como o jatobá, bocaiúva entre outras espécies nativas que podem originar diversos produtos. Destas árvores nativas eles produzem bolos, farinha, doces, conservas e tudo isso com qualidade fiscalizada perante as leis do segmento e podem vender para qualquer local.

Existem várias ongs que fazem este trabalho, gerar renda e evitar a exploração em massa dos recursos naturais em comunidades isoladas que dependem do meio ambiente para viver.

Como não sou um biólogo ainda, para complementar este artigo, sugiro que veja algumas atividades educacionais do Ecoa, conforme link abaixo:

Sustentabilidade - Você sabe o que é?


O tão falando tema "Sustentabilidade" é pregado por várias empresas, socialistas, ambientalistas e até o governo. Sabemos que de todos que pregam, poucos são realmente sustentáveis. Mas afinal, você sabe o que é realmente a sustentabilidade? Se não sabe, relaxa, antes eu achava que sabia e quando descobri, vi que era totalmente oposto do que eu pensava!

Bom, a sustentabilidade é promover o desenvolvimento social, econômico e ambiental pensando sempre nas gerações futuras. Ou seja, é viver de uma forma ou trabalhar de uma forma em que favoreça o meio social (pessoas), o meio econômico (gere emprego, renda) e ambiental (não degrade/polua) com o objetivo de preservar para que outras pessoas possam usufruir.

Agora, sabendo como funciona a sustentabilidade, veja 15 dias bacanas que te levarão a ser uma pessoa sustentável:

  1. Prefira veículos com combustíveis alternativos, mais econômicos e menos poluentes, como o etanol, por exemplo.
  2. Troque as lâmpadas incandescentes por versões fluorescentes.
  3. Prefira eletrodomésticos que tenham avaliação A no selo Procel.
  4. Aproveite sempre os dois lados das folhas de papel.
  5. Desligue o monitor do computador quando não estiver trabalhando.
  6. Evite usar sacolas descartáveis nas compras de supermercado.
  7. Sempre que possível, evite utilizar seu carro. Ande mais de bicicleta, caminhe e utilize mais transportes públicos.
  8. Calibre sempre o pneu do seu carro e economize combustível.
  9. Tente criar uma rede de carona solidária com seus colegas de trabalho.
  10. Tenha sempre um saco de lixo no carro e nunca jogue lixo na rua ou pela janela.
  11. Faça coleta seletiva e entregue o lixo para a cooperativa mais próxima.
  12. Mantenha uma caneca ou squeeze em sua mesa e diminua o consumo de copos de plástico.
  13. Não “varra” nada com água, e sim com uma vassoura.
  14. Evite banhos demorados.
  15. Crie o saudável hábito de substituir o elevador pelas escadas.

Adotar estilos de vida mais equilibrados e amigáveis com o meio ambiente é fundamental para o planeta. Há muitas coisas que você pode fazer no seu dia a dia, basta ter disposição e prestar atenção no caminho. O planeta e a vida agradecem! 


Projeto Baleia Franca


Sediado no Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca, na Praia de Itapirubá, Imbituba, SC, o Projeto é mantido em parceria com a PETROBRAS e desenvolve uma gama de atividades voltadas para a pesquisa e a conservação a longo prazo das baleias francas. Conheça algumas destas atividades.

Ao longo de seus quase trinta anos de atuação, o Projeto Baleia Franca ajudou a fazer história na pesquisa de grandes cetáceos no Hemisfério Sul desde o treinamento de sua equipe na Patagônia Argentina, sob a supervisão do Dr. Roger Payne, o maior especialista mundial em baleias francas até o uso, pela primeira vez no Brasil, do helicóptero como instrumento eficaz de monitoramento e obtenção de imagens de importância científica.

Através do uso da foto-identificação individual aérea das baleias, usando as verrugas existentes na cabeça dos animais como se fossem impressões digitais, o Projeto Baleia Franca, em colaboração com outros pesquisadores no Atlântico Sul, conseguiu pela primeira vez pistas claras sobre a migração reprodutiva da espécie no Atlântico Sul e a relação entre as populações brasileira e Argentina de baleias francas.

Ao longo dos anos, a Coordenação do Projeto Baleia Franca vem buscando contribuir diretamente para a formulação das políticas de gestão e das normas de proteção relacionadas às baleias e seu ambiente. O Projeto está representado junto à Comissão Internacional da Baleia, através da participação nas reuniões do Comitê Científico, integrando a delegação oficial brasileira; colabora na formulação da política nacional de pesquisa e conservação desses animais, bem como mantém um Acordo de Cooperação Técnica com o Centro Mamíferos Aquáticos/ICMBio e com a APA da Baleia Franca/ICMBio; realiza constante intercâmbio com outros projetos de conservação marinha no Brasil e exterior; colabora com o Governo do Estado de Santa Catarina (onde, por sugestão do Projeto, a Baleia Franca foi decretada como Monumento Natural do Estado já em 1995), tendo formulado em cooperação com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente um Plano de Ação para a Conservação da Baleia Franca; e atuando em conjunto com a Companhia de Polícia de Proteção Ambiental da PM/SC para aprimorar a proteção efetiva da espécie; e apoiando a Prefeitura Municipal de Imbituba, cidade-sede do Projeto e Capital Nacional da Baleia Franca, nas atividades de conscientização comunitária e divulgação das baleias enquanto Patrimônio Turístico.

O Projeto Baleia Franca, em paralelo ao trabalho de pesquisa, tem-se feito presente nas comunidades costeiras da região, com atividades regulares de educação e conscientização, voltadas tanto para o público escolar como para lideranças e formadores de opinião, visando promover a valorização das baleias francas como patrimônio de todos. O Projeto Baleia Franca tem buscado, através de exposições educativas e participação em eventos de grande afluência de público, bem como pela realização anual do mês da Baleia Franca, atingir um número cada vez maior de pessoas com mensagens de conservação de nosso patrimônio natural marinho e costeiro.

Para saber onde estará a equipe do Projeto Baleia Franca, clique aqui e acesse nosso calendário de atividades itinerantes.

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