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Humanidade pode ser responsável por 74% do aquecimento global


Pesquisadores de um instituto de climatologia da Europa elaboraram um relatório que pretendia responder, entre outras perguntas, o seguinte questionamento: qual a parcela de “culpa” pode ser atribuída às atividades do homem pelas mudanças climáticas pelas quais o planeta está passando? O resultado, no final das contas, pode ser mensurado em uma porcentagem: 74%.

Este número, resultado de um estudo da entidade EHT, de Zurique (Suíça), foi alcançado por etapas. A primeira, já conhecida pelos cientistas há décadas, foi assumir a influência do efeito estufa: gases como o metano e o dióxido de carbono, liberados para a atmosfera em grande escala, prendem calor abaixo dela e elevam sensivelmente a temperatura global.

Isso abre, segundo os pesquisadores, duas questões: quanto do recente aumento de temperatura da Terra pode ser atribuído a isso? E até quando essa situação vai perdurar até atingir um ponto de equilíbrio? Os cientistas divergem nesses quesitos, mas a impressão geral é que os modelos de mudança climática desenvolvidos recentemente são muito rasos: analisaram apenas a temperatura do planeta.

A mudança de análise está exatamente nesse ponto. O que está em questão não é apenas a temperatura, mas a energia de radiação solar que circula entre a superfície e a atmosfera. Ou seja: o sol, lá de onde está, influencia também na temperatura da Terra a partir de aumento de energia descarregada no planeta em forma de raios.

Os cálculos dos pesquisadores acabaram no seguinte veredicto: 26% do aquecimento global, nas últimas décadas, foram causados devido à radiação e outros fatores naturais que fogem do controle do homem. Os outros 74%, no entanto, estão diretamente relacionados às nossas atividades após a revolução industrial.

Esta pesquisa, no entanto, não está passando sem críticas. Cientistas com teorias dissonantes afirmam que estes resultados são muito simplistas, e que não se pode mensurar dessa maneira a relação entre radiação solar que incide sobre o planeta e temperatura global. Pode haver, segundo os contestadores, outros pesos na balança do clima, além da radiação e temperatura aparente, e a pesquisa não levou isso em conta de forma clara.

A influência dos oceanos, por exemplo, é um ponto de discussão. Os pesquisadores suíços adotaram um método de análise que não se encaixa, de acordo com os críticos, nos demais processos da pesquisa. Dessa maneira, a pesquisa continua sendo posta em dúvida: será que a atividade humana é de fato responsável pelos tais 74% das mudanças climáticas?

Este resultado pode influenciar medidas de escala global, segundo os cientistas. Se no futuro chegarmos à conclusão de que o número é real ou ainda maior, medidas extremas como o corte nos créditos de carbono industrial e até racionamento de carne devem aumentar. Se, por outro lado, for provado que 74% é um exagero, até medidas básicas como desenvolver a energia solar em detrimento da nuclear, por exemplo, podem ser desnecessárias do ponto de vista climático. [DailyTech]

Fonte: Hypescience

Perda de biodiversidade vai aumentar no século XXI


Até recentemente, pesquisadores pensavam que a complexidade da biodiversidade inviabilizava a previsão de tendências futuras. Agora, especialistas em biologia se juntaram para provar que é possível prever situações futuras. Esses cientistas publicaram uma compilação em escala global de cenários quantitativos, nos quais descrevem as possíveis mudanças na biodiversidade no mundo.

Apesar de um certo grau de incerteza nos modelos elaborados, as possíveis tendências convergem: se os processos de desenvolvimento humano e econômico não mudarem radicalmente, a Terra caminhará para o desastre.

A tendência é que a perda de biodiversidade continue no século 21. Mesmo os cenários mais otimistas prevêem o declínio, até mesmo a extinção, de muitas espécies ao longo do século. As extinções em escala global irão aumentar fortemente, a abundância média das espécies vai diminuir e sua distribuição vai alterar.

Com as mudanças no uso da terra, no clima e na super exploração dos recursos naturais, as atividades dos seres humanos são centrais nas principais ameaças à biodiversidade. A boa notícia é que os cenários descritos pelos pesquisadores apontam para as possíveis linhas de ação.

A maioria das plantas e animais estará sujeita à diminuição de sua área de distribuição ou abundância (número de indivíduos de uma espécie por unidade de superfície ou volume). A equipe de cientistas alertou, por exemplo, que a abundância total das espécies terrestres pode diminuir de 10 a 20% durante a primeira metade do século. O fator mais crítico é uma mudança na composição das comunidades, mais do que o desaparecimento de espécies.

Os principais fatores por trás da perda de biodiversidade são a degradação e destruição de habitats naturais, alterações climáticas e a super exploração de recursos biológicos. Mudanças no uso da terra, impostas, por exemplo, pela urbanização ou a conversão de floresta equatorial em pastagens e terras aráveis, é a principal ameaça à biodiversidade. A situação afeta em primeiro lugar os países do Sul, como África Central e Austral, zonas do Atlântico da América do Sul e parte do Sudeste da Ásia.

As alterações climáticas também perturbam gravemente os habitats e ecossistemas, e ampliam a tendência de perda de biodiversidade durante o próximo século. As alterações climáticas levam, por exemplo, a invasão da tundra do Ártico pela floresta boreal, que está mudando os pólos conforme o clima aquece. Outras ameaças são a acidificação dos oceanos e o aumento do nível do mar e da poluição, que altera os recifes de corais e destrói um número significativo de ecossistemas costeiros. A pesca excessiva leva a um declínio de alguns predadores como o atum e o tubarão, perturbando completamente a cadeia alimentar marinha.

Essa perda de biodiversidade pode ter fortes consequências aos humanos e ao desenvolvimento. Por exemplo, a degradação irreversível dos habitats litorâneos expõe os seres humanos ao risco de intensificação de danos causados por ondas e tempestades, e leva a perda de produtividade pesqueira.

Entretanto, os pesquisadores mostram que existem meios para controlar essa queda de biodiversidade. Limitar o desmatamento, por exemplo, pode ajudar a combater essa tendência. Os cientistas prevêem que, dependendo das medidas tomadas agora, nos casos mais favoráveis, haverá um aumento mundial global na cobertura florestal de cerca de 15% até 2030, um montante de 10 milhões de km², equivalente à superfície do Canadá ou da China. Por outro lado, se nada for feito, o pior cenário indica uma redução de mais de 10% da superfície de florestas.

O aumento da eficiência da agricultura, a redução das emissões de gases de efeito estufa, o reflorestamento em larga escala, o reforço da regulamentação da pesca, a criação de ambas reservas naturais terrestres e marinhas, são outras medidas que podem permitir que os seres humanos diminuam seu impacto sobre a biodiversidade.

Os cenários descritos pelos pesquisadores são coerentes com a economia e a utilização de recursos da população. No entanto, eles indicam que são necessárias mudanças radicais no modo atual de desenvolvimento. Tendo isso em vista, especialistas em biodiversidade podem agora fazer previsões disponíveis para tomadas de decisão política. [ScienceDaily]

Mudanças Climáticas - Uso do petróleo, carvão mineral e desmatamento estão mudando o planeta

Imagine que a atmosfera que cobre a Terra e nos oferece condições de vida é um oceano com 400 quilômetros de profundidade. O ar que nós respiramos – denso e úmido – fica bem no fundo, nos últimos 30 quilômetros. É justamente nesta fina e delicada camada que estamos jogando imensas quantidades de poluentes por ano. Isto causa mal à nossa saúde e ameaça a saúde do planeta. A temperatura média da Terra gira em torno de 15º C. Isto ocorre porque existem naturalmente gases, como o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o vapor

d’água em nossa atmosfera. Eles formam uma camada que aprisiona parte do calor do sol que incide em nosso planeta. Se não fossem estes gases, a Terra seria um ambiente gelado, com temperatura média de -17º C.

Este fenômeno é chamado de efeito estufa. Não fosse por ele, a vida na Terra não teria tamanha diversidade. Só que desde a revolução industrial, começamos a usar intensivamente o carbono estocado durante milhões de anos em forma de carvão mineral, petróleo e gás natural, para gerar energia, para as indústrias e para os veículos. As florestas, grandes depósitos de carbono, começaram a ser destruídas e queimadas cada vez mais rapidamente. Então imensas quantidades de CO2, CH4 e outros gases começaram a ser despejadas na atmosfera, tornando aquela camada mais espessa. Mais calor do sol fica retido em nossa atmosfera. Isto intensifica o efeito estufa. E nosso planeta, agora, já mostra sinais de febre.


Somente no último século, a temperatura da Terra aumentou em 0,7º C. Parece pouco, mas este aquecimento já está alterando o clima em todo o planeta. As grandes massas de gelo começam a derreter, aumentando o nível médio do mar, ameaçando as ilhas oceânicas e as zonas costeiras. Furacões ficam mais intensos e destrutivos. 

Temperaturas mínimas ficam mais altas, enchentes e secas, mais fortes e regiões com escassez de água, como o semi-árido, viram desertos. Quando o aquecimento global foi detectado, alguns cientistas ainda acreditavam que o fenômeno poderia ser causado por eventos naturais, como a erupção de vulcões, aumento ou diminuição da atividade solar e movimento dos continentes. Porém, com o avanço da ciência, ficou provado que as atividades humanas são as principais responsáveis pelas mudanças climáticas que já vêm deixando vítimas por todo o planeta. Hoje não resta dúvida. O homem é o principal responsável por este problema. E é ele que precisa encontrar soluções urgentes para evitar grandes catástrofes.

Reação Mundial

A preocupação com o aquecimento global levou à criação, em 1988, do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), com os principais cientistas do clima e representantes de governos de todo o mundo. Em 1992, a ONU aprovou no Rio a Convenção sobre Mudanças Climáticas, que levou ao Protocolo de Kyoto, o mais ambicioso tratado ambiental. A primeira meta do Protocolo (2008-2012) é uma redução média de 5,2% em relação às emissões de gases de efeito estufa em 1990, para países desenvolvidos. Mas isso é pouco. Cientistas consideram que a redução tem que ser de 50% das emissões globais até 2050, para que o aumento de temperatura da Terra não ultrapasse o limite de 2º C, considerado o ponto de colapso do clima. Assim, é fundamental que o Protocolo de Kyoto seja fortalecido. Os países desenvolvidos têm que cortar suas emissões drasticamente e países em desenvolvimento, como o Brasil, têm que crescer combatendo seu desmatamento e promovendo o uso de energias limpas.

Ciclo da água - Processos


Quase toda a água do planeta está concentrada nos oceanos. Apenas uma pequena fração está em terra. (a maior parte está em forma de gelo e neve ou subterrânea) só uma fração muito pequena (cerca de 1%) de toda a água terrestre está diretamente disponível ao homem e aos outros organismos (sob a forma de lagos e rios, ou como umidade presente no solo, na atmosfera e como componente dos mais diversos organismos). 

Processos do ciclo hidrológico
Quando a terra se originou a sua superfície era muito quente, então a água estava disponível em estado gasoso. De acordo com o resfriamento da terra, a água foi se condensando e foi contida na crosta terrestre, formando os oceanos.

1 Condensação e Precipitação 
A água em forma gasosa quando atinge elevada altitude torna-se líquida ou sólida, através da condensação, onde por meio da precipitação formará chuva, granizo ou neve, de acordo com a diminuição de temperatura.


2 Interceptação vegetal 
Cerca de 25% da água que chega à superfície terrestre é retida pelos vegetais.

Infiltração: Entrada da água na superfície do solo. 

Retenção superficial: a água fica retida em fendas no solo, onde é filtrada ou então evapora. 

Detenção superficial: água retida temporariamente na superfície do solo, formando as enxurradas. 


3 Evaporação e Evapotranspiração Evaporação: Processo no qual a água dos lagos, rios e oceanos é transformada em vapor, retornando para a atmosfera. 

Evapotranspiração: A água que foi retida pelos vegetais e também no solo retorna à atmosfera em forma de vapor pela transpiração e evaporação.


Ventos - Fenômenos Atmosféricos

O Vento é a movimentação do ar formada pelas diversas pressões existentes no planeta. Ocorre de área de alta pressão (anticiclonais) para baixa pressão (ciclonais). As áreas de alta pressão são áreas de altitudes menores, pois possuem uma maior coluna de ar, e as áreas de baixa pressão são áreas de elevadas altitudes pois a coluna de ar é muito menor.

Os tipos de ventos vão depender da direção, constância ou época em que sopram, podem ser:

lConstantes: sopram constantemente em uma mesma direção, como os ventos alísios e contra-alísios, que se dirigem dos trópicos para o equador e do equador para os trópicos, respectivamente.

lPeriódicos: ventos que sopram num período e numa direção e, noutro período e em direção contrária, como as brisas e monções.

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lBrisas: durante o dia, sopram do mar para o continente, denominando-se brisas marítimas. À noite, dirigem-se do continente para o mar, denominando-se brisas continentais.

Temperatura, Pressão e Umidade Atmosférica

Hoje apresentei um trabalho em grupo sobre fenômenos atmosféricos, da disciplina de Biofísica e Física, no qual eu abordei especificamente os temas: Pressão Atmosférica, Umidade Atmosférica, Temperatura Atmosférica, Massas de Ar, Ventos e Ciclo da Água. Os demais integrantes do grupo apresentaram sobre Cisalhamento, Ciclones, Raios, Trovões, Relâmpagos, Arco-íris, Mancha Verde, Aurora Boreal, Camanchaca, El Niño e La Niña, além de outros.


1-Temperatura Atmsoférica: É a quantidade de calor existente nas partículas de ar na atmosfera. Fatores que influenciam a sua variação:

lAltitude: nas maiores altitudes, as temperaturas são menores, porque o ar se apresenta mais rarefeito e, assim, absorve menor quantidade de calor.

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lLatitude: quanto maior a latitude, menor é a temperatura, porque os raios solares incidem de forma perpendicular sobre a região equatorial. À medida que aumenta a latitude, vai aumentando a inclinação dos raios solares e, portanto, aquecendo menos a atmosfera.

lVegetação: a transpiração dos vegetais aumenta a umidade do ar reduzindo, assim, as temperaturas.

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lVentos: podem aquecer ou resfriar a troposfera, dependendo do local de origem.

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lCorrentes marítimas: aquecem ou resfriam a atmosfera, dependendo do local onde se originam. Se originam dos pólos, trazem ventos frios. Se originam dos trópicos, trazem ventos quentes.

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lAglomerados urbanos: responsáveis pela criação de verdadeiras "ilhas de calor", pois o calor do sol é retido nas grandes quantidades de concreto e cimento, sendo assim, a temperatura dessa área será muito elevada. Por isso que existem projetos no qual estão incentivando para que pintemos nossos telhados de branco, no qual irá refletir grande quantidade de calor, diminuindo a temperatura.

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lChuvas: resfriam a troposfera, em função do aumento da umidade no ar.

2-Pressão Atmosférica: É a força que o ar exerce sobre a superfície terrestre.
Fatores responsáveis pela sua variação:

lAltitude: nas maiores altitudes a pressão é menor, por apresentarem uma menor coluna de ar sobre a superfície. Por exemplo, nos oceanos, nos desertos e demais regiões homogêneas de altitude extremamente baixa, a quantidade de moléculas de ar é muito maior, se comparada com as áreas de elevadas altitudes, onde as moléculas de ar estão pouco presentes. Sendo assim, onde existe então a maior pressão? Onde existe mais moléculas de ar, que é nas áreas de baixas altitudes!

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lTemperatura: quanto maior a temperatura atmosférica, menor será a pressão. O ar aquecido se torna menos denso e, assim exerce menor pressão sobre a superfície terrestre.

3-Umidade Atmosférica: É a quantidade de vapor de água existente no ar, como conseqüência do ciclo das águas, ou seja, como resultado da evaporação,  condensação e precipitação.
Umidade absoluta: quantidade absoluta de vapor de água existente no ar, num dado momento e num determinado local.

Ponto de saturação: limite máximo de vapor de água que o ar pode conter. O ponto de saturação é "diretamente proporcional" à temperatura atmosférica, ou seja, quando diminui a temperatura, ele também sofre redução.

Umidade relativa: relação existente entre a umidade absoluta e o ponto de saturação de um local.A forma mais comum de apresentação da umidade atmosférica é a chuva. 
Ela pode apresentar-se como:

Chuva orográfica: provocada por um obstáculo do relevo, comum em regiões serranas. Também pode ser denominada chuva de relevo ou de orogênese.

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lChuva ciclonal: resultado do encontro de duas massas de ar com características diferentes (frente). Sua ocorrência é comum em regiões temperadas.

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lChuva de convecção: freqüente em zonas equatoriais, ocorre em dias quentes, com a ascensão rápida do ar sobre uma região. Conhecida como chuva de verão nos estados do sul.

Outras formas de umidade atmosférica:

lGranizo: resulta do congelamento das gotas de chuva ao serem transportadas para uma camada fria de ar (camada de inversão).

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lNeve: origina-se do congelamento do vapor de água existente no ar.

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lOrvalho: condensação do vapor de água existente no ar ao entrar em contato com a superfície, com temperatura inferior à da atmosfera.

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lGeada: resultado do congelamento do vapor de água ao entrar em contato com a superfície em ponto de congelamento.

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