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Vacina oral bloqueia ação de vírus HIV em macacos: testes em humanos em breve

A descoberta funciona no sentido oposto para as vacinas normais, mas a sua estrutura relativamente simples, pode conduzir a uma vacina oral eficaz para o ser humano. 

Vírus da imunodeficiência símia (SIV) é parente próximo do HIV que infectam vários primatas não-humanos, como chimpanzés e mangabeis. Ao contrário do HIV, esses vírus não costumam causar doenças em seus hospedeiros, no entanto, os macacos rhesus são vulneráveis ​​ao SIV e desenvolvem uma doença que é patologicamente semelhante ao de seres humanos infectados com o HIV. Estes macacos são, portanto, um modelo útil para pesquisas em HIV/AIDS.

Em macacos rhesus e seres humanos, o vírus infecta e replica-se no interior das células do sistema imune, em particular, um tipo de células brancas do sangue chamado de CD4 + células T. Estas células são normalmente uma parte crucial de nossa resistência a doenças e, assim, seu esgotamento deixa os indivíduos infectados suscetíveis a infecções por outros patógenos.

Macaco rhesus.

Os macacos que receberam a nova vacina produziram um tipo até então desconhecido de células brancas do sangue regulamentar CD8 que impede que as células CD4 infectadas tornem-se ativas. As células CD4 (não ativadas) são em grande parte não-permissivas para a replicação viral, esta falha impede que o SIV faça novas partículas virais. Subsequentemente, os macacos estavam protegidos contra um desafio de infecção com SIV. 

A vacina envolvia uma combinação de SIV inativado e bactérias. Os primeiros ensaios utilizaram a BCG, muitas vezes usada como uma vacina contra a tuberculose. No entanto, pesquisadores da Universidade Paris-Descartes replicaram o efeito com bactérias intestinais usadas ​​em suplementos probióticos.

Ensaios estão sendo planejados para ver se as pessoas sem HIV têm a mesma resposta imune. Um estudo mais avançado examinará indivíduos infectados pelo HIV submetidos a tratamento com a vacina. Se a resposta for a de que a vacina funciona, então eles podem ser retirados do tratamento anti-retroviral (coquetel) para verificar se o vírus permanece reprimido.

Jean-Marie Andrieu, principal autor do artigo Frontiers in Immunology que anunciou a descoberta, diz que a ideia de suprimir uma resposta ao HIV ao invés de estimulá-lo, como a maioria das vacinas fazem, é antiga. No entanto, ninguém esperava que essa técnica funcionasse tão bem depois de outros caminhos falharem ou terem sido muito caros para uso generalizado.

BCG foi escolhida porque é conhecida por se ligar a células dendríticas infectadas pelo HIV, enquanto que o sistema imunitário reconhece as bactérias do intestino como não sendo uma ameaça e evita atacá-las. 

Dos 29 macacos que receberam a vacina, 15 parecem ter uma proteção completa e duradoura contra SIV. A administração oral, além de ser muito mais fácil, parece ser mais eficaz do que a aplicação vaginal ou retal. Injeções tiveram o menor sucesso.

Quando os macacos receberam anticorpo para as células T CD8, a proteção desapareceu, mas, retornou quando os anticorpos foram retirados. Se o mesmo padrão for observado em humanos, a vacina não só impedirá as pessoas de contrair o HIV, mas poderá funcionar como terapia para quem já está infectado. Surpreendentemente, dado o enorme interesse público no tema, dois meses se passaram entre a publicação do artigo a percepção desse estudo pelo Aidsmap, um importante site internacional que divulga informações científicas e precisas sobre a luta dos cientistas contra a AIDS.

Fonte: IFLScience

Mudanças climáticas, produtividade primária e riscos de extinção da espécie humana

NÓS ESTAMOS CORRENDO PERIGO
Estava escrevendo o post Fluxo de energia e níveis tróficos, e após ter visto algumas declarações dos maiores cientistas do planeta que falavam sobre a possível extinção da humanidade, que parece estar próxima, eu pude entender ainda mais como somos totalmente dependentes da natureza.

Como estava escrevendo sobre produtividade, energia e todo o equilíbrio da vida na terra, eu achei extremamente essencial e cabível mencionar a importância que esses processos naturais tem em nossas vidas, pois, fazemos parte da natureza e dependemos exclusivamente dela. De acordo com muitas pesquisas, uma pequena alteração nos produtores primários pode simplesmente destruir todas as formas de vida do planeta em um considerável curto período de tempo.


Muitos pesquisadores em todo o mundo estão muito preocupados com o aquecimento global e com a extinção da espécie humana. Isso se dá pelo fato de que se continuar aumentando a quantidade de radiação solar que atinge a crosta terrestre (devido à redução da camada de ozônio) e a temperatura continuar aumentando - prejudicando ainda mais a camada de ozônio - nós teremos gigantescos problemas e muitas guerras. Como os primeiros organismos afetados pelo aquecimento global são os produtores primários, os desafios não são tão fáceis de serem superados nessa luta para salvarmos nosso planeta e nós mesmos (de nós mesmos). Nós estamos poluindo, desmatando e destruindo nosso planeta numa velocidade incrível e o efeito estufa é apenas uma parte do problema que vai piorar no futuro.
Vários organismos até suportariam receber maiores incidências de radiação solar e maiores temperaturas, porém, a maioria deles não está adaptada para lidar com o problema da desidratação e desnaturação das proteínas em função da elevação da temperatura atmosférica. A maioria dos organismos produtores primários terrestres é encontrada nas grandes florestas tropicais (maior produtividade primária líquida), que estão seriamente ameaçadas devido aos gigantescos impactos antrópicos constantes.

Nós sabemos que os problemas estão emergindo e sabemos o que devemos fazer para evitá-los, mas, porque não fazemos o certo? Porque somos tão burros e cegos, comandados pelo capitalismo?

À medida que os oceanos aquecem em decorrência das maiores incidências de radiação solar, muitas espécies de fitoplânctons são extremamente afetadas e por conseqüência toda a vida marinha também. Estima-se que nos últimos 50 anos perdemos cerca da metade de fitoplânctons dos oceanos. Algumas plantas terrestres podem até resistir a uma maior incidência solar, mas, elas não toleram grandes perdas diárias de água. Se realmente acontecer o que os cientistas estão prevendo, as plantas perderiam água tão rapidamente que as lesões teciduais poderiam ser irreversíveis em questão de horas. Além disso, a água teria o seu ciclo modificado de forma que não poderíamos fazer nenhum tipo de previsão sobre chuvas e estações, porque a temperatura elevada alteraria significativamente tudo que sabemos sobre o ciclo da água, sobre o clima, etc. Tudo isso, em conjunto, causaria um verdadeiro impacto em toda a humanidade: o ser humano seria extinto não por catástrofes e eventos estocásticos gigantescos, mas simplesmente pela falta de alimento e as guerras em decorrência disso. Nenhum vegetal suportaria tamanhas alterações hídricas em função desta rápida mudança ambiental que foi acelerada principalmente pela poluição industrial, que ocorre o tempo todo. Nesse caso, não teríamos o que cultivar, nós morreríamos de fome. Sem produtores primários em grande parte do planeta, toda a biodiversidade iria declinar rapidamente.

As tão faladas calotas polares e o seu derretimento, em função do aquecimento global, parecem ser o principal causador de todo o medo que cerca os pesquisadores - abaixo do permafrost há milhares de gigatoneladas de gás metano. [Veja esse vídeo sobre o desespero dos maiores cientistas que estudam mudanças climáticas].

Atualmente já chegamos a valores absurdos (em gigatoneladas) de gases de efeito estufa na atmosfera, que emitimos desde o início da revolução industrial. Esses gases afetam drasticamente a camada de ozônio e nos deixam cada vez mais vulneráveis às doenças de pele e aumenta aos impactos na produtividade primária e também prejudicam diversos outros pontos-chave importantes dos ecossistemas. Por exemplo, com o aquecimento global as geleiras estão reduzindo cada vez mais, expondo áreas que há poucos anos atrás estavam ocultas. Abaixo das maiores regiões frias do planeta, existem 'buracos' que possuem milhares de gigatoneladas de metano, um gás altamente poluente que contribui de forma significativa para o efeito estufa. Os pesquisadores estão temendo desesperadamente porque a qualquer momento esses buracos pode ser expostos pelo gelo que está derretendo e então o metano escaparia de um local no qual estava armazenado há milhares de anos. As melhores estimativas são de que esses buracos serão expostos entorno de 2040, ou, talvez antes - só sabem que o perigo existe e que os pesquisadores não estão conseguindo acessar áreas congeladas que antes acessavam tranquilamente. O gelo dessas regiões onde os pesquisadores atuam, está cada vez mais fino. Os pesquisadores estão desesperados por um motivo lógico e coerente: eles estão vendo o que está acontecendo com o planeta desde quando iniciaram a carreira científica, e muitos, confirmaram em um curto período de tempo, vários acontecimentos que previram algumas décadas atrás. Quem sou eu ou você para duvidar?

Esse foi um resumo do que aprendi sobre o efeito das mudanças climáticas nos organismos produtores primários e como isso pode definitivamente eliminar os humanos da face da terra, se de fato, acontecer o que os cientistas estão temendo ultimamente. Para mais detalhes sobre as mudanças climáticas e o futuro da humanidade, recomendo que veja essa postagem, que é uma entrevista com um dos maiores cientistas de mudanças climáticas do planeta, o sr. James Lovelock, criador da teoria de Gaia (que diz que a terra é um superorganismo "vivo").

Vejamos agora algumas publicações relevantes sobre o aquecimento global, mudanças climáticas e a extinção de espécies em todo o planeta.

Título: Extinction risk from climate change
Revista: Nature [Abstract]
Resumo: Através de diversas projeções computacionais para um conjunto de dados que representam cerca de 20% da superfície terrestre, cientistas estimaram que até 2050 a taxas de extinções de espécies no planeta varia de 15 à 38%.

Título: Biodiversity conservation: Uncertainty in predictions of extinction risk
Revista: Nature [Abstract]
Resumo: Os autores deste artigo questionaram a precisão das análises do artigo citado acima e sugerem que essas estimativas estão um pouco 'equivocadas'. Em suas análises a taxa de extinção variou de 5,8 a 78,6% e que duas fontes de incerteza podem ser responsáveis pela maior variabilidade nas previsões.


Título: Biodiversity conservation: Uncertainty in predictions of extinction risk/Effects of changes in climate and land use/Climate change and extinction risk (reply)
Revista: Nature [Abstract]
Resumo: Nessa réplica, os autores que tiveram o artigo criticado disseram que eles continuam afirmando o que já propuseram no artigo: que as mudanças climáticas representam uma grande ameaça para as espécies terrestres.

Título: Biodiversity: Extinction by numbers
Revista: Nature [News and Views]
Resumo: Recomendo a leitura completa desse excelente texto dos autores Stuart L. Pimm (Jardim Botânico de Missouri) e Peter Raven (Centro de Pesquisa Ambiental e Conservação da Universidade da Colômbia).

LUZ NO FIM DO TÚNEL?
Por mais estranho que possa parecer, talvez tudo isso que eu comentei acima possa ser simplesmente impossível de ocorrer. Mesmo que existam muitos pesquisadores temendo o pior, outros pesquisadores de mudanças climáticas encontraram alguns resultados que os surpreenderam - evidenciando a força da natureza e a seleção natural em ação. Vou listar alguns estudos relevantes sobre as 'surpresas' que poderemos ter no futuro em relação aos organismos produtores e as respostas dos mesmos às variações climáticas.

Título: Plants have unexpected response climate change
Revista: Global Change Biology [Abstract]
Resumo: Das 300 espécies monitoradas em 7 regiões da América do Norte impactadas com as mudanças do aquecimento global ao longo de 40 anos, 60% destas moveram-se para altitudes baixas.

Título: Changes in Climatic Water Balance Drive Downhill Shifts in Plant Species’ Optimum Elevations
Revista: Science [Abstract]
Resumo: Mudanças de vegetais para regiões mais elevadas está bem documentada na história. Por outro lado, mudanças para altitudes mais baixas não são tão registradas. Nesse estudo com 64 espécies vegetais estudadas desde 1930, os pesquisadores observaram que as espécies se deslocaram de regiões elevadas para áreas mais baixas, estando relacionada com a variação de nichos disponíveis em função do balanço hídrico climatológico. Os pesquisadores disseram que a quantidade de água nesses locais, ainda com o aquecimento global, supera as taxas de evaporação e que mudanças para baixas altitudes pode continuar ocorrendo no futuro.

Título: A Significant Upward Shift in Plant Species Optimum Elevation During the 20th Century
Revista: Science [Abstract]
Resumo: Em um estudo detalhado, pesquisadores observaram mudanças de 107 espécies vegetais para regiões mais elevadas e frias, devido ao aquecimento global. Os dados foram reunidos em alguns períodos distintos, de 1905 a 2005. Eles observaram que as plantas tem se deslocado cerca de 29 metros a cada década.

Título: Climate change causing movement of tree species across the West
Fonte: News & Research Communications, Oregon State
Resumo: Nos EUA e Canadá, pesquisadores demonstraram que grande parte das espécies vegetais monitoradas em diversos estudos, se moveram para regiões mais elevadas. Ao mesmo tempo, outras espécies oportunistas ocuparam as áreas antes ocupadas pelas espécies principais monitoradas. Os pesquisadores concluíram que ao longo do aumento da temperatura global essa substituição de espécies será inevitável e a migração continuará ocorrendo para as regiões mais altas. A riqueza de espécies e abundância também vai ser alterada ao longo do tempo.

Espero que tenham gostado dessa postagem. Comentários, sugestões e críticas, sempre serão bem-vindos!

A fábrica inesperada de células-tronco dentro dos dentes

O desenvolvimento é geralmente pensado para ser uma rua de mão única. As células-tronco produzem células de diversos tipos específicos, como os neurônios e células gliais que compõem o sistema nervoso, mas o inverso não é suposto de acontecer - ao menos não era, até agora. 

Pesquisadores descobriram recentemente que as células do sistema nervoso podem se transformar de volta em células-tronco em um lugar muito surpreendente: dentro dos dentes. Esta fonte inesperada de células-tronco, potencialmente, oferece aos cientistas um novo ponto de partida tendo em vista a necessidade constante de produção rápida de tecidos humanos para fins terapêuticos ou de pesquisa sem o uso de embriões.

"Mais do que apenas aplicações dentro da odontologia, esta descoberta pode ter implicações muito grandes", diz o biólogo Igor Adameyko do Instituto Karolinska, em Estocolmo, que liderou o novo trabalho. "Estas células estaminais podem ser utilizadas para a regeneração de cartilagem e ossos".

PASIEKA/SCIENCE PHOTO LIBRARY/CORBIS

Os pesquisadores sabiam que a "polpa dentária" no centro dos dentes continham uma pequena população de células-tronco mesenquimais, o tipo de células-tronco que podem 'amadurecer' em dentes, ossos e cartilagens. Mas, ninguém tinha conclusivamente determinado de onde essas células-tronco foram originadas. Adameyko imaginou que se pudesse traçar seu desenvolvimento, ele poderia ser capaz de recriar o processo no laboratório, oferecendo assim uma nova forma de crescimento de células estaminais para a regeneração de tecidos.

Ele e seu e seus colegas já estavam estudando as células gliais, que suportam e cercam os neurônios que serpenteiam através da boca e gengivas e ajudam a transmitir os sinais de dor de dentes para o cérebro. Quando adicionados marcadores fluorescentes com um conjunto de células gliais em ratos, eles observaram que ao longo do tempo, algumas delas migraram para longe a partir dos neurónios na gengiva para o interior dos dentes, onde se transformam em células estaminais mesenquimais. Eventualmente, as mesmas células transformaram-se em células do dente, a equipe relatou esta semana na Nature (veja o artigo).

Antes desta experiência, acreditava-se que as células do sistema nervoso não poderiam voltar a um estado de células-tronco flexível, por isso foi uma surpresa ver esse processo em ação, diz Adameyko. "Muitas pessoas da comunidade científica estavam convencidas de que um tipo de célula não poderia mudar para o outro", diz ele. "Mas, o que descobrimos é que as células da glia ainda mantêm muito a capacidade de tornar-sem células-tronco. Se os pesquisadores compreendem que sinais químicos nas células gliais dos dentes podem se transformar em células-tronco mesenquimais, agora podemos ter uma nova maneira de cultivar células-tronco em laboratório", acrescenta.

"Isso é realmente emocionante porque contradiz o que o nós tínhamos pensado em termos da origem das células-tronco mesenquimais", diz o biólogo do desenvolvimento Ophir Klein, da Universidade da Califórnia, em San Francisco, que não esteve envolvido no novo trabalho. "Mas também é apenas o primeiro passo para entender a interação entre as diferentes populações de células no corpo", acrescenta. "Antes de realmente colocar o prego no caixão em termos de onde as células-tronco mesenquimais são, é importante confirmarmos estes resultados com outras técnicas. Se essa confirmação vem, uma nova fonte de células-tronco para os pesquisadores será de valor inestimável", afirma.

Vermes parasitas podem despertar vírus latentes e impedir defesas virais

Lombrigas e outras espécies de vermes parasitas conhecidos como helmintos têm prosperado em mamíferos durante milhões de anos. Apesar de avanços modernos em saneamento, infecções por helmintos ainda tem um impacto devastador sobre a saúde humana e o bem-estar, especialmente nas regiões em desenvolvimento. Esta semana saiu na Science dois trabalhos de pesquisa que exploram como infecções parasitárias podem comprometer o sistema imunológico, despertando vírus latentes e impedindo defesas antivirais.

Os vermes abaixo são responsáveis ​​por algumas das piores infecções por helmintos em todo o mundo e causam uma carga global de doenças que superam as infecções mais conhecidas, tais como a malária e a tuberculose. Para mais, veja a edição desta semana da Science.

Necatur americanus. Se fixa na vilosidade intestinal, se alimentando do sangue de seu hospedeiro e pode causar sérias dores abdominais, diarreia e perda de peso.

Com auxílio de ganchos e ventosas em suas cabeças, as tênias fixam-se na mucosa intestinal dos seus hospedeiros.

Taenia solium, a tênia do porco. Embora a infecção intestinal seja assintomática para esta espécie, ela pode causar a cisticercose no cérebro e outros órgãos de seus hospedeiros. Em países em desenvolvido essa espécie é responsável pelas maiores causas de convulsões em adultos. Evite comer carne mal cozida! 

Shistosoma mansoni, o causador da esquistossomose, a doença parasitária mais devastadora do segundo mundo. Ela não existe nos EUA mas é muito comum em países em desenvolvimento.

Toxocara canis, a 'lombriga do cão'.

Diofilaria immitis, conhecido como verme do coração. Este parasita é transmitido através de picadas de inseto, infectam cães e outros mamíferos, e raramente humanos.

Ascaris lumbricoides. As fêmeas dessa espécie colocam até 200 mil ovos por dia! Estima-se que aproximadamente 1 bilhão de pessoas estão infectadas por essa espécie em todo o mundo.


Uma nova forma de queimar calorias

Z. GERHART-HINES, D. PRYMA, AND M. LAZAR/ PERELMAN SCHOOL OF MEDICINE/UNIVERSITY OF PENNSYLVANI

Dois novos estudos sugerem maneiras que possibilitam a perda de gordura "marrom" em ratos, que por sua vez aumenta o gasto de energia. A gordura marrom, mostrada aqui em uma Tomografia de Emissão de Positrons de um rato, é verde e vermelho por causa de seu alto estado metabólico.

E se você pudesse enganar seu corpo, fazendo-o pensar que você está correndo em uma esteira e queimando calorias em um rápido intervalo de tempo, sendo que na verdade você está simplesmente andando pela rua? Mudar a nossa taxa de gasto de energia ainda está distante, mas esta pesquisa em ratos explora como isso poderia acontecer. Duas equipes de cientistas sugerem que a ativação de células gordurosas do sistema imunológico pode converter a gordura marrom, que é um tipo de tecido que armazena energia para, para um tipo de tecido que possa queimá-la, abrindo novas terapias potenciais para a obesidade e diabetes.

Existem dois tipos de gordura em seres humanos: tecido adiposo branco, o que torna-se quase toda a gordura em adultos, e tecido adiposo marrom, que é encontrado em bebés mas desaparece à medida que envelhecem. A gordura marrom protege contra o frio (que também é comum em animais que hibernam), e os pesquisadores descobriram que ratos expostos a ambientes frios, tem algumas de suas células brancas transformadas em células marrom, por um determinado período. O mesmo efeito ocorreu em estudos preliminares em humanos, onde o escurecimento cria um tecido conhecido como "gordura bege", que ajuda a gerar calor e queimar calorias. "O frio é o único estímulo que sabemos que pode aumentar a massa de gordura bege ou a massa de gordura marrom", diz Ajay Chawla, um fisiologista da Universidade da Califórnia (UC), San Francisco. Ele queria entender melhor como o frio causou essa mudança no tecido e se havia uma maneira de imitar os estímulos do frio e induzir o "escurecimento" alguma outra forma.

Há alguns anos, o grupo de Chawla havia informado que a exposição ao frio ativava macrófagos, um tipo de célula imunológica, no tecido adiposo branco. Para desvendar ainda mais o que estava acontecendo, Chawla, e seu pós-doutorado Yifu Qiu, e seus colegas, usaram ratos que careciam de interleucina-4 (IL-4) e interleucina-13, proteínas que ajudam a ativar macrófagos. Quando esses ratos foram expostos ao frio, os animais desenvolveram muito menos células de gordura bege do que fizeram os animais normais, o que sugere que os macrófagos foram fundamentais para o escurecimento das células de gordura branca.

Mas, os ratos saudáveis com o IL-4, alojados em condições de clima temperado, poderiam criar mais gordura bege? Essa foi a grande questão, e o grupo de Chawla descobriu que a resposta foi sim. Os animais que vivem num ambiente confortável de 30° C receberam IL-4. Os níveis de uma proteína que ajuda o corpo a produzir calor, e isso é expresso em gordura bege, dispararam 15 vezes, e o gasto energético dos animais aumentou em 15% a 20%, exatamente como se estivessem sentados em uma gaiola no frio!

Em todo o país, o biólogo celular e bioquímico Bruce Spiegelman e seu ex-colega de pós-doutorado Rajesh Rao, ambos do Dana-Farber Cancer Institute, de Harvard Medical School, em Boston, estavam estudando independentemente o escurecimento de gordura branca em ratos. O grupo de Spiegelman anteriormente descobriu que quando uma proteína chamada PGC-1 foi produzida em músculos, o tecido adiposo que se tornava tecido adiposo marrom. A equipe de Spiegelman analisaram ​​genes e proteínas que foram ligados em gordura quando a proteína PGC-1 foi expressa no músculo, e eles viram que um gene se destacou.

O gene produziu um hormônio chamado "meteorin-like", ou Metrnl, que é induzido no músculo após o exercício e também com a exposição ao frio. Os cientistas descobriram que ele também transforma a gordura branca em gordura marrom, em ratos. Os ratos que receberam terapia genética que aumentaram a produção de Metrnl tiveram melhor tolerância à glicose, o que sugere um efeito anti-diabético, e perderam uma pequena quantidade de peso. De acordo com o trabalho da equipe de San Francisco, o Metrnl aumentou o número de certos tipos de macrófagos e a quantidade de IL-4 no tecido adiposo. Dando  para os ratos um anticorpo que neutraliza Metrnl, foi observada uma resposta defeituosa para o frio - eles não conseguiram ativar os genes dos macrófagos necessários para a produção de sua gordura marrom. "É emocionante a maneira que funcionou", diz Spiegelman, que publicou juntamente com Chawla na revista Cell.

"Este mecanismo de basicamente induzir essas células de gordura marrom ou bege não foi reconhecido", diz Patrick Seale, especialista em metabolismo molecular na Universidade da Pensilvânia. O Metrnl, Seale, observa que "realmente não tinha sido descrito antes, apenas animais que possuem esta proteína são capaz de induzir esta resposta ao escurecimento (transformar células de gordura branca em gordura marrom), que é muito emocionante". Este, por sua vez, abre algumas possibilidades interessantes para o tratamento de obesidade e diabetes, como realizar uma terapia com o Metrnl, se ele for ser seguro e eficaz, podendo transformar a gordura branca em marrom, que queimará as calorias, ao invés de armazená-las!

"A idéia é que você possa farmacologicamente manipular o gasto de energia de uma pessoa, fazendo com que ocorra o escurecimento de sua gordura branca. É certamente uma idéia atraente, e é uma maneira diferente de pensar sobre a obesidade", diz Peter Tontonoz, que estuda o metabolismo molecular na Universidade da Califórnia Los Angeles. Como esse processo funciona em pessoas ainda é desconhecido. Mas os cientistas estão pensando no futuro. Spiegelman, por exemplo, co-fundou uma empresa, Ember Therapeutics, que está tentando comercializar o trabalho.
Texto resumido do post New Way Burn Calories, da Science.

O custo das relações homossexuais para uma espécie de besouro e mosca

Em 2009 na revista Elseiver, na categoria Comportamento Animal (Animal Behaviour), com o título "Sex differences in survival costs of homosexual and heterosexual interactions: evidence from a fly and a beetle" que quer dizer "Diferenças sexuais nos custos de sobrevivência de interações homossexuais e heterossexuais: evidência para uma mosca e um besouro", os pesquisadores Alexei A. Maklakov e Russell Bonduriansky publicaram um artigo falando sobre as diferenças na sobrevivência de duas espécies que apresentam uma característica em comum: os indivíduos de ambas as espécies apresentam relações homossexuais.

 Besouro Callosobruchus maculatus

O custo da reprodução é um princípio central na teoria da história de vida. A reprodução tem um custo elevado porque ela reduz as expectativas futuras de sobrevivência e reprodução. Geralmente quem mais tem gastos são as fêmeas, porque elas precisam cuidar da prole, mantendo-a segura. De modo contrário, o custo da reprodução para o macho consiste no investimento de materiais e recursos energéticos na produção de gametas, cortejo da fêmea (investimento em características sexuais secundárias), proteção do território que resulta em combates diretos ou não, além da competição por recursos diversos e o próprio custo do acasalamento.

Segundo os autores do artigo, a maioria dos estudos tem se preocupado somente com os custos das relações entre os sexos opostos (heterossexuais). No entanto, em várias espécies, machos e fêmeas respondem agressivamente quando indivíduos do mesmo sexo tentam algo. Essas interações podem funcionar como uma competição intrasexual, mas, podem também resultar numa percepção de erros, que dificultam também a percepção dessas interações na prática.

No artigo, os autores se referem às interações entre indivíduos do mesmo sexo como interações homossexuais

O custo das interações homossexuais tem sido estimado em várias espécies (especialmente em fêmeas) acerca da importância maior dos custos de cada modelo que pode explicar a evolução e o mantimento desse comportamento sexual. Ainda assim, o curso dessas interações podem ser substanciais.

Em muitas espécies, os machos sempre competem por acesso às fêmeas, eles entram em batalhas corporais, emitem sons, fazem gestos ou movimentos diferenciados, na tentativa de garantir a sua reprodução com determinada parceira, muitas vezes gastando considerável tempo e energia e correndo riscos de morte ou adquirindo sérios danos físicos.

Além disso, os machos podem cortejar e até montar em outros machos, e este comportamento também pode ser muito dispendioso, no que diz respeito ao uso de energia.

As relações homossexuais podem ocorrer em variados taxas ou grupos de animais, como em mamíferos, aves, répteis e anfíbios, além de diversas espécies de insetos! Enquanto as relações homossexuais em mamíferos tem sido observada em leões, atraindo a atenção dos pesquisadores, relações homossexuais maiores podem ser observadas em insetos passam da metade para todo o período de acasalamento observado. Embora a maioria dos pesquisadores foquem os estudos de interações homossexuais em machos, fêmeas também demonstram comportamento homossexual em várias espécies.

O comportamento de cortejo homossexual e a montagem homossexual atuam como variações nas funções sexuais, onde cada um atua permitindo que indivíduos apresentem dominância sobre seus rivais ou apenas servido como uma prática para um futuro encontro heterossexual.

Ainda assim, muitos comportamentos podem ser hipotéticos devido à falta de reconhecimento dos sexos com precisão, ou a simples ausência de reconhecimento de sexo entre os indivíduos. Assim, um estudo de montagem homossexual sobre o besouro-da-farinha (Tribolium castaneum) sugere que nesta espécie o reconhecimento do sexo é ausente e a frequência das montagens indivíduos do mesmo sexo e de sexos diferentes é correspondente ao que o modelo nulo aleatório prevê.

Em várias outras espécies, o reconhecimento do sexo ocorre, porém, parece ser pobre, fraco. No besouro-d'água (Palmacorixa nana), os machos tendem a formar montagens homossexuais, de tal modo que parecer ser maiores do que são, provavelmente porque as fêmeas são notavelmente maiores. Tal estratégia de montagem sem surpresa resulta em um grande percentagem de erros. Vários outros estudos também suportam a hipótese de erro percepção.

Mosca Prochyliza xanthostoma

Os autores Thornhill & Alcock (1983) sugeriram que a montagem homossexual em insetos pode envolver a via de seleção de machos, proporcionada pelo aumento dos benefícios do sucesso no acasalamento e as discriminações de custos. Apenas alguns machos são parecidos no aumento do benefício do fitness (sucesso reprodutivo) embora aumente o numero de montagens, uma explícita predição da hipótese de que machos vão tolerar elevados custos da montagem homossexual.

Para investigar o custo das interações homossexuais relativamente com as interações heterossexuais, os pesquisadores escolheram duas espécies, um besouro-de-sementes (Callosobruchus maculatus) e uma mosca-carniceira (Prochyliza xanthostoma). Estas espécies possuem um marcado comportamento de acasalamento. O besouro-de-sementes machos se montam mas não lutam com outros machos. Machos caçam e sobem nas fêmeas, sem cortejá-las, ejaculando várias vezes, danificando o trato reprodutivo da fêmea com o seu "pênis" espinhoso. Em contraste, os machos das moscas-carniceiras lutam uns com os outros por acesso ao território das fêmeas, cortejando-as com uma "dança" lado-a-lado, transferindo moderada quantidade de ejaculações, e não tem espinhos em sua genitália.

COMO O EXPERIMENTO FOI FEITO?

Callosobruchus maculatus
Esse besouro-de-sementes é considerado uma praga por estar presente em diversas lojas que vendem grãos. Devido ao fato desta espécie ocorrer e estar bem adaptada a ambientes artificiais, comumente é utilizada como modelo em diversos estudos em laboratório, incluindo os estudos de comportamento de acasalamento.

A população usada nesse estudo foi estabelecida em 2003, totalizando 357 indivíduos. Em 2006, de 250-300 indivíduos, por geração, foram coletados de uma lavoura de feijões verdes, na Austrália, cultivada pelo Departamento de Indústrias Primárias e Pesca (DPI, do inglês). Os indivíduos foram acondicionados em uma câmara com temperatura de 30º C com 14 horas de luz e um período de escuro. A cada geração, foram coletados 500 indivíduos, no pico de eclosão, e em seguida foram submetidos em um frasco com 150g de feijões verdes orgânicos.

Seis tratamentos experimentais foram estabelecidos: machos virgens sozinhos, fêmeas virgens sozinhas, machos virgens em grupo, fêmeas virgens em grupo, machos em grupos de sexos misturados e fêmeas em grupos de sexos misturados.

Foram coletadas 100 fêmeas que acasalaram e estas foram inseridas em um recipiente com 700g de feijões verdes (cerca de 8400 feijões). Sob essa quantidade de feijões, geralmente os besouros colocam 1 ovo por feijão. Em seguida, 4500 grãos de feijões foram isolados, onde os besouros virgens foram inseridos.

Em todos os seis tratamentos os besouros foram inseridos em placas de Petri de 60 mm com 10 g de feijões cada. Os machos e fêmeas mantidos individualmente foram colocados em 10 blocos com 10 besouros cada, totalizando 100 indivíduos por sexo. Já os machos e fêmeas que estavam agrupados foram colocados em 10 blocos com 20 besouros cada, onde em cada placa 10 indivíduos foram marcados com tinta branca, usados como um "background" para observar a quantidade de mortes de indivíduos não marcados (sendo 100 de cada sexo).

Um grupo misto de machos e fêmeas foi criado e mantido da mesma forma, porém, as fêmeas foram marcadas quando inseridas no grupo só de machos, e os machos foram marcados quando inseridos no grupo só de fêmeas. Foram feitas 10 placas de Petri com 10 machos e 10 fêmeas cada, criados para cada um dos dois tratamentos mistos, onde ambos continham 100 indivíduos cada.

Somente a morte dos machos foi marcada para o grupo de machos misturados, e as fêmeas perdidas, eram substituídas à partir de um estoque, sendo sempre mantidos 10 indivíduos fêmeas. O inverso aconteceu para o grupo de fêmeas misturadas.

Prochyliza xanthostoma
Trinta fêmeas grávidas de P. xanthostoma foram coletadas à partir de a partir de pedaços de alces, Alces alces, na Estação de Pesquisas de Vida Selvagem em Algonquin Park, Ontario, Canadá, sendo transferidas para uma temperatura controlada de aproximadamente 18ºC e umidade de aproximadamente 60%, recebendo 16:08 horas de luz e um ciclo de escuro, na Universidade de Toronto. Elas foram alojadas em uma gaiola de plástico de 1,5 litros com uma malha nas aberturas.

As fêmeas receberam cubos de água com açúcar e uma placa de carne magra "orgânica", ou seja, sem tratamentos hormonais, previamente envelhecidas durante 5 dias dentro de um saco plástico, na sala, onde em seguida iniciaram a oviposição. Nos dias 20 à 23 após a postura dos ovos, o substrato foi irrigado com água, forçando a migração das larvas de último instar. Estas larvas foram recolhidas e transferidas individualmente  ou em pares para frascos de vidro com tampas de malha. Depois dos adultos terem sido emergidos dentro dos frascos, algumas moscas foram transferidas para outros frascos, ajustando as amostras de tratamento. Assim, os pesquisadores criaram moscas de laboratório com base nas moscas selvagens coletadas.

Cada frasco de vidro tinha um tubo de Eppendorf cheio de água com um pequeno pedaço de papel filtro inserido em uma abertura na tampa, contendo pedaços de carne e um pequeno pedaço de cubo de açucar.

Foram estabelecidos tratamentos como nos besouros, mas ao invés de grupos com 10, foram feitos pares: machos virgens sozinhos (122 indivíduos), fêmeas virgens sozinhas (120), machos virgens em pares (85 pares), fêmeas virgens em pares (57 pares), fêmeas e machos casais (81 pares). Todos os pares restantes à partir do 28 dias de idade nos tratamentos fêmeas-fêmeas, machos-machos e machos-fêmeas foram separados em gaiolas individuais pra examinar a sobrevivência pré e pós separação.

Cada gaiola foi verificada a cada 7 dias para observar a mortalidade até todas moscas terem morrido. Os pares foram separados 28 dias após a oviposição, porque, com base em estudo piloto, espera-se que uma proporção de moscas tenham maiores sobrevivências nessa idade.

ANÁLISE DOS DADOS
Os pesquisadores utilizaram a análise de sobrevivência para testar as diferenças na expectativa de vida entre os diferentes tratamentos. Para os tratamentos com moscas agrupadas, a análises foi levada a cabo utilizando o tempo de vida como a unidade de replicação (ou seja, um dado para cada placa de 10 besouros ou fraco de duas moscas do mesmo sexo). No entanto, os resultados eram qualitativamente idênticos quando o tempo de vida de cada indivíduo foi utilizado como uma unidade de replicação. Foram testados também os tratamentos com moscas de 28 dias de idade, analisando as diferenças no tempo de vida de cada indivíduo. Eles utilizaram o programa Statistic 7.0 (Statsoft, Tulsa, OK, EUA).

RESULTADOS E DISCUSSÃO
Apesar de terem havido diferenças significativas na biologia e comportamento de acasalamento das duas espécies, os custos de interações para o sexo masculino em grupos homossexuais se igualou aos custos de interações para o sexo masculino em grupos heterossexuais, em ambos besouros e moscas, conforme a figura e tabela abaixo:


A curva de sobrevivência de machos mantidos com as fêmeas e os mantidos com outros machos foram semelhantes, e, o tempo de vida médio em ambos os tratamentos era menor do que a de machos virgens mantidos sozinhos. Este resultado sugere que os custos de cortejo e montagem (nos besouros) e cortejo e combate (nas moscas) dirigidos para outros machos não são apenas substanciais mas comparáveis ao custo de cortejo e cópula com as fêmeas.

Além disso, os pesquisadores observaram que no cortejo entre indivíduos do mesmo sexo e as tentativas de montagem são custosas para o receptor e o performer ("ativo e passivo").

Nos besouros, os machos perseguem e montam em outros machos, e os principais custos desse comportamento são a propensão em perda de energia e de água. Além disso, a genitália de um macho pode ocasionalmente se prender sob os élitros do outro macho, levando a lesões e rápida morte em um ou ambos machos. No entanto, besouros machos não entram em combate. Já em moscas, os principais custos das relações homossexuais para os machos provavelmente refletem o investimento de energia na dança que usam para cortejar as fêmeas e desafiar machos rivais. Os machos, tanto em pares homossexuais ou heterossexuais, gastam muito do seu tempo mostrando-se ao seu parceiro. Eles também entram em combate, porém, eles estabelecem uma hierarquia de dominância via ataques e combates nos primeiros minutos, e depois eles se tornam muito rápidos (cerca de 1 segundo de duração) e pouco frequentes. Machos agrupados com outros machos passam pouco tempo lutando, mas realizar a dança incansavelmente ao longo de suas vidas.

Eles observaram que o principal ponto deste trabalho foi o de que os custos das interações homossexuais e heterossexuais foram semelhantes para machos, mas não para fêmeas, e é reforçado pela semelhança qualitativa entre os resultados para as moscas e besouros, bem como as diferenças no desenho experimental aplicado a estes organismos. Em primeiro lugar, as moscas foram combinadas em pares enquanto besouros em grupos de 10 indivíduos. Em segundo lugar, as moscas foram agrupadas e depois separadas após atingirem 28 dias de idade, e os indivíduos mortos de outros sexos eram substituidos.

No entanto, os padrões semelhantes ainda surgiram para ambas as espécies, o que sugere que os resultados são robustos à variação na densidade da população e a duração da interação social. Moscas machos em pares de machos-machos tinham reduzido significativamente a sobrevida global, bem como durante os primeiros 28 dias de vida em comparação com machos sozinhos. Em contraste, machos em pares macho-fêmea mostraram uma redução significativa na sobrevida em relação aos machos sozinhos. Este fato sugere que os custos das relações heterossexuais podem ser mais fraco do que os efeitos decorrentes das interações homossexuais na espécie, talvez como uma lesão somática associada ao combate (nas moscas). Para as fêmeas em pares macho-fêmea, a redução da sobrevivência em relação às fêmeas sozinhas foi menos clara ao longo dos primeiros 28 dias de vida das moscas (P = 0,088) do que de modo geral (P = 0,029). Um teste conclusivo para diferenciar os efeitos das interações homossexual e heterossexual exigiria amostras maiores.

Como esperado, o custo relativo das interações homossexuais foi muito menor nas fêmeas. Nas moscas, fêmeas virgens só viveram apenas 3% a mais do que as fêmeas em pares do mesmo sexo. As fêmeas desta espécie normalmente não entram em combate, nem executam dança de acasalamento. No entanto, quando mantidas por longos períodos juntas, algumas fêmeas apresentam comportamento de machos, incluindo a dança de acasalamento "lado-a-lado" e as interações de combates breves com outras fêmeas.

Essas interações em combates podem funcionar como uma forma de garantir os melhores sítios para oviposição no espaço onde ambas estão ocorrendo, pois na natureza, as fêmeas são observadas empurrando umas as outras.

Essas interações poderiam talvez resultar em danos somáticos, particularmente em uma densidade populacional elevada. No entanto, os custos das relações fêmea-fêmea parece ser insignificante em comparação com os custos heterossexuais, cortejo e acasalamento. Em moscas, as fêmeas em grupos sofreram redução de 11,2% no tempo de vida em comparação com as fêmeas mantidas sozinhas, sugerindo que existe um certo custo para interações femininas nesta espécie. Isso pode ser porque enquanto fêmeas não realizam interações como lutas, elas se envolvem com outras fêmeas apenas montando-se umas sobre as outras. Ainda assim, as interações homossexuais nas moscas tem um efeito muito menor sobre a sobrevivência de fêmeas do que na de machos.

Os pesquisadores mostraram que as interações homossexuais masculinas substancialmente reduzem a sobrevivência e a magnitude desta redução é comparável com os custos totais da reprodução em diversas espécies diferentes de insetos. Enquanto que os custos das relações homossexuais em moscas fêmeas são desprezíveis ou pequenas (besouros fêmeas). Estes resultados sugerem fortemente a necessidade de quantificar os custos das interações homossexuais da mesma forma que os investigadores rotineiramente quantificam os custos da reprodução quando se estuda estratégias reprodutivas. A expressão de um comportamento que despende muita energia é reduzido nas fêmeas, enquanto é mais evidente nos machos, quando ambos estão em relações homossexuais.

CONCLUSÃO
Segundo os pesquisadores, estes resultados sugerem que há a necessidade de se estudar o comportamento e os traços da história de vida no contexto do ambiente no qual estas espécies evoluíram. Considerando que os custos de comportamentos sexuais, como o cortejo, montagem e etc, são mais ocorrentes e quantificados em relações heterossexuais, estes resultados sugerem que os custos reais desses comportamentos vão depender das condições sociais e ecológicas como a razão de adultos para cada sexo, porque, uma fração substancial do custo líquido pode refletir comportamentos dirigidos a indivíduos do mesmo sexo (como combates entre indivíduos da mosca), funcionando como uma concorrência sexual, e outros comportamentos como o de montagem nos besouros.

Assim, os custos e benefícios líquidos de tais comportamentos pode depender de frequências relativas de encontros heterossexuais e homossexuais e estes custos podem influenciar a evolução dos comportamentos masculinos. Estes resultados tem implicações interessantes para a evolução de diferenças sexuais na vida das espécies. O dimorfismo sexual é generalizado e muitas vezes pode ser sugerido como resultado dos diferentes custos de reprodução entre os sexos.

Nos besouros, machos virgens a expectativa de vida era de 28% menor do que fêmeas virgens, mas quando mantidos em coortes homossexuais, a expectativa de vida foi de 42%. Em contraste, não foram encontradas evidências para o dimorfismo sexual na expectativa de vida, quando machos e fêmeas foram mantidos em grupos de sexos misturados. Assim, em ambas as espécies, o dimorfismo sexual na expectativa de vida foi dependente das condições sociais em cada experimento: fêmeas virgens isoladas viveram muito mais tempo do que os machos virgens, e o dimorfismo foi ainda maior quando as moscas foram mantidas em grupos do mesmo sexo. No entanto, o dimorfismo na expectativa de vida diminuiu quando os sexos poderiam interagir e reproduzir. Isto sugere que apesar de poderem viver mais tempo, as fêmeas e machos possuem as mesmas expectativas de vida quando juntos.

Assim, o dimorfismo sexual na expectativa de vida pode ser observada em coortes de indivíduos virgens, sendo um subproduto indireto das diferenças sexuais em outros traços da história de vida, como na aquisição de recursos bem como no comportamento sexual, enraizado nas estratégias reprodutivas.

Um 'supergene' é o salvador da borboleta que imita outras borboletas tóxicas

Em 1890 um naturalista britânico chamado Henry Walter Bates noticiou um curioso comportamento no reino animal: inofensivos insetos imitando a aparência de insetos tóxicos, chamando esta característica de mimetismo.

Estes insetos podem ser evitador por outros predadores que, tentaram predar insetos tóxicos, mas, aprenderam através de tentativas e erros que eles não são comestíveis. Assim sendo, uma ave que aprendeu a evitar uma borboleta monarca (que é tóxica) vai também evitar outros insetos com coloração semelhante.

Alfred Russel Wallace descobriu que em algumas espécies de borboletas comuns, o mimetismo é realizado somente pelas fêmeas. Neste sentido, o pesquisador K. Kunte e colaboradores, buscaram compreender como ocorre este processo em uma espécie de borboleta-andorinha não tóxica (Papillo polytes) que mimetiza uma espécie de borboleta-andorinha tóxica (borboleta-rosa-comum - Pachliopta aristolochiae).

Fonte: NaturePixels

O Biólogo Evolucionista, Markus Kronfrost, da Universidade de Chicago, observou que através do intercruzamento entre diferentes famílias da espécie P. polytes, foi possível identificar 5 genes que conferem o padrão de asas desta espécie. Um em particular, o chamado doublesex, ajuda a determinar o sexo do embrião da mosca-da-fruta e também de outros organismos. Assim sendo, os pesquisadores decidiram estudar este gene, porque o mimetismo na espécie P. polytes é limitado somente às fêmeas.

De cima para baixo: borboleta-rosa-comum (Pachliopta aristolochiae) [Foto: Khew Sin Khoo] e borboleta mimética (Papillo polytes) [Foto: Krushnamegh Kunte]. 

Surpreendentemente os cientistas descobriram que este gene era justamente o responsável pelas modificações das asas das borboletas P. polytes. Ele é mais ativo nessa espécie, conforme foi publicado na revista Nature no dia 05/03/2014.

Ainda assim, um único gene pode criar uma variedade de cores e padrões num indivíduo de acordo com a combinação genética durante a reprodução. Como então seria possível que este gene doublesex pudesse pertencer somente às fêmeas miméticas?

Os pesquisadores observaram que este gene apresenta um comportamento invertido e assim causa as características que conferem o mimetismo na espécie P. polytes, e, isso evita que os machos também recebam este gene. Uma fêmea que apresenta a versão normal do gene doublesex não é mimética, e, consequentemente pode ser mais facilmente predada por diversas espécies de predadores. Por este comportamento diferenciado em machos e fêmeas, o gene doublesex é considerado um 'supergene'.

Os pesquisadores propuseram que os genes indutores do mimetismo ficam juntos, como parte deste 'supergene', lado a lado num cromossomo e herdados como uma unidade. "Até agora sabemos pouco sobre como estes supergenes trabalham" disse o biólogo evolucionista James Mallet da universidade de Harward.

Borboleta-rosa-comum (Pachliopta aristolochiae) [Thomas Neubauer / ButtlerflyCorner]

"É extraordinário que um gene tão importante como o doublesex está preparado para fazer muito bem todas essas outras coisas no padrão de cor e morfologia", diz Mallet. "O trabalho amplia a nossa visão do que é um supergene", acrescenta Mathieu Joron, biólogo evolucionista, no Museu Nacional de História Natural de Paris. 

Como originalmente previsto, os supergenes contém vários genes. "No entanto, este estudo mostra que esses múltiplos elementos podem ser partes distintas de um mesmo gene", diz ele. "O estudo é notável."

Os cientistas discordam sobre como os supergenes são comuns. "Não é provável que existam muitos supergenes", diz Deborah Charlesworth, bióloga evolucionista da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido. Mas, os pesquisadores sabem que supegenes causam o mimetismo em outras borboletas. "Eles evoluíram de forma independente, uma solução muito semelhante, em resposta a pressões para mimetismo preciso em contextos muito diferentes", diz Joron. E há exemplos de supergenes nas plantas, caracóis e formigas de fogo, relacionadas com as características complexas do mimetismo. Como a lista cresce, Joron diz, "é de extrema importância para entender como eles estão funcionando."

Fonte: Science

A incrível aerodinâmica do vôo de mergulho do falcão peregrino

O falcão peregrino (Falco peregrinus) é a espécie mais rápida dentre todas as espécies de aves do planeta!

Voando na horizontal esta ave pode ultrapassar os 150 km/h, e, muitas vezes quando persegue espécies de aves-presas, podem alcançar os incríveis 320 km/h!

Esta espécie possui um conjunto de diversas características aerodinâmicas que possibilita o alcance de altas velocidades em diversos tipos de voos.

Foi justamente essas adaptações aerodinâmicas que os cientistas Benjamin Ponitz, Anke Schmitz, Dominik Fischer, Horst Bleckmann e Christoph Brücker estudaram e posteriormente publicaram na revista Plos One, num artigo com o título "Diving-Flight Aerodynamics of a Peregrine Falcon (Falco peregrinus)" no dia 05 de feveiro de 2014.

COLETANDO OS INDIVÍDUOS
Para realizar a pesquisa com base nos experimentos de voo, os cientistas coletaram 2 indivíduos adultos (um macho e uma fêmea) de uma organização legal que realiza a prática de falcoaria (Greifvogelstation & Wildfreigehege Hellenthal GbR). Após treinados e preparados para o teste, os falcões foram levados para o local do experimento.

ORGANIZANDO O EXPERIMENTO
Para a realização do experimento, foram utilizados 3 elementos básicos: os falcões peregrinos, duas câmeras, e, a presa.

Os falcões foram posicionados em uma barragem que possui 60 metros de altura. Logo abaixo, rente ao solo, uma determinada presa foi posicionada, e, as duas câmeras enquadraram o ângulo de descida das aves até a presa, uma de cada lado da margem, como mostra a figura abaixo:

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As duas câmeras utilizadas são profissionais, especialmente projetadas para registros de imagens em alta velocidade, associadas a um medidor de velocidade e sincronizadas. Deste modo, o experimento ficou assim:


Como era de se esperar, após este experimento incrível, os autores geraram várias imagens com os padrões notáveis da estrutura e aerodinâmica da ave e também as suas inter-relações em cada "momento" da descida, onde foi possível observar uma série de manobras específicas da ave em um curto período de tempo, para capturar a presa o mais rápido possível sem sair da trajetória reta. Observe as imagens abaixo:

Clique nas imagens para ampliar


De acordo com as observações em vídeo e os experimentos também realizados em laboratório, foi possível observar exatamente os principais pontos de ganho de velocidade, bem como os momentos onde a velocidade chegou ao seu ápice, e também os momentos onde a velocidade foi menor. As diferenças na velocidade dos indivíduos amostrados é observada nestes gráficos abaixo.

Clique para ampliar

Note que na faixa dos 25 primeiros metros de descida, ou seja, do ponto 60 até 35 metros de altura no eixo vertical do gráfico, é possível observar que a espécie alcança a velocidade "laranja" ou seja, ela rapidamente alcançou os 20 metros por segundo.

Ao longo da descida, dos 25 metros até os 35 restantes, aproximando-se dos 5 metros, a ave alcança a maior velocidade, representada, pela linha vermelha no gráfico, o que indica 22 metros por segundo. Porém, antes mesmo de se aproximar da presa, cerca de 10 metros antes, ela realiza manobras que reduzem rapidamente a sua velocidade. Em seguida, já bem próxima do solo, ela captura a presa.

Observe que a linha fica "azul" somente quando a ave pousou e capturou a presa, o que indica na legenda do gráfico o valor de 0 metros por segundo. Porém, ao iniciar o voo, a ave já o faz com velocidade entorno dos 13 metros por segundo, como mostra a cor verde no começo da descida da ave. Este fato revela, que a propulsão para iniciar o voo é rápida o suficiente, possibilitando que a ave saia do chão com certa velocidade favorável à sua descida e consequente aumento rápido de velocidade.


Ao final do experimento, os pesquisadores observaram que a velocidade máxima obtida pelo falcão peregrino foi de 22,5 metros por segundo. Devido à baixa altura da barragem, os falcões puderam atingir somente 80 km/h, e as suas asas não estavam completamente rente aos seus corpos, diferentemente do que é observado em ambientais naturais e em velocidades muito maiores. Deste modo, se fazem necessários outros estudos para analisar exatamente o conjunto de fatores que influenciam na aerodinâmica e desenvolvimento do voo do falcão peregrino.

Os pesquisadores concluíram que a forma típica apresentada pela ave no momento de altas velocidades é o padrão em "V" e que algumas outras estruturas associadas na aerodinâmica do voo são fundamentais no ganho de velocidade, o que não pôde ser observado claramente neste experimento.

Tartarugas de água doce hibernam no fundo dos rios

Foto: Jasper Rais - Fonte: Science

Acredite ou não, muitas espécies de tartarugas de água doce são capazes de hibernar durante o inverno, ficando no fundo de rios, lagos e lagoas e privadas de oxigênio. Até então eu não sabia disso, mas esta informação já é muito bem conhecida e difundida no meio científico, ainda assim, eu fiquei muito curioso sobre este fato, principalmente quando li um artigo na Biology Letters com o título Detecting spring after a long winter: coma or slow vigilance in cold, hypoxic turtles? 

O título do artigo traduzido é mais ou menos  isso "Detectando a primavera após um longo inverno: coma ou vigilância lenta no frio, tartarugas em hipóxia?".

Este fato, das tartarugas apresentarem este comportamento, fez os cientistas Jesper G. MadsenTobias WangKristian BeedholmPeter T. Madsen realizarem este estudo, o que lhes rendeu uma interessante descoberta e explicação para este curioso fato.

Eles se perguntaram: Como as tartarugas podem detectar a chegada da primavera e responder de uma maneira sensata através de informações sensoriais durante a hibernação?

Para responder esta pergunta, eles realizaram um experimento onde expuseram as tartarugas-de-ouvido-vermelho (Trachemys scripta) sob condições em que elas hibernaram (frio e hipóxia) e as expuseram sob a luz e vibrações. Através das respostas das tartarugas eles puderam perceber que durante a hibernação as tartarugas mantinham capacidade de respostas neurais frente aos estímulos luminosos durante a hipóxia prolongada.

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Além disso, quando as tartarugas que hibernaram por 14 dias foram expostas à luz ou elevação de temperatura da água, as mesmas tiveram um aumento na atividade, porém não responderam frente ao aumento de vibração ou de oxigênio.

Desta forma, neste estudo os pesquisadores concluíram que as tartarugas hibernantes não estão em coma, e que na verdade elas apenas estão em estado de vigilância durante a hibernação em hipóxia e no frio, o que permite que elas possam responder à chegada da primavera e consequentemente possam ajustar seu comportamento de acordo com os estímulos que o ambiente oferece durante a mudança climática em seu ambiente.

Você pode conferir este artigo acessando o link abaixo:

E você, já sabia que as tartarugas de água doce hibernavam?
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Morte espontânea de macho e monogamia de aranha-escura-pescadora

Crédito: Steven K. Schwartz

Para a aranha-pescadora-escura (macho), o preço do amor é a morte. Uma nova pesquisa mostra que o macho desta espécie chamada de Dolomedes tenebrosus (direita) morre logo após o auge da paixão, apesar da fêmea não apresentar agressão visível em seu parceiro.

Os cientistas coletaram os aracnídeos americanos comuns (ver imagem) em parques de Nebraska e fizeram um pouco de observações. Em 25 acasalamentos observados, após o macho ter inserido o esperma no corpo da fêmea usando seu pedipalpo como uma antena, ele imediatamente ficou imóvel e as pernas se enrolaram debaixo dele.

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Os pesquisadores publicaram este fato on-line na Biology Letters dia 31 de maio de 2013. Ao contar a taxa de pulso em abdomens das aranhas fêmeas, os pesquisadores mediram os batimentos cardíacos dos machos parados e confirmaram que eles realmente morreram. Como se a morte não fosse um sacrifício suficiente, os cientistas descobriram que o ato sexual também desfigura o macho. Na maioria da aranhas, parte pedipalpo do macho incha para garantir que o esperma seja completamente inserido na fêmea, e depois ele reduzem ao tamanho normal. Em D. tenebrosus, o pedipalpo permanece enormemente ampliado e provavelmente inútil, mesmo após ter realizado a sua função.

A Teoria Evolutiva prevê a monogamia masculina (monoginia), como o mostrado pela aranha-pescadora-escura quando as fêmeas são maiores que os machos. Animais menores são mais propensos a sobreviverem à períodos de acasalamentos do que os grandes, o pensamento vai, tornando as fêmeas maiores mais escassas do que os machos menores. E isso significa que os machos devem se contentar com apenas uma fêmea. Fiel à teoria, a fêmea aranha-pescadora-escura, cujas pernas estendidas abrangem a palma de um ser humano, tem 14 vezes o tamanho de um macho.

 
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