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Fungo bioluminescente brasileiro atrai insetos

MICHELE P. VERDERANE/IP-USP-2008

Esses cogumelos luminosos podem se parecer com algum poster de luz negra de 1960 mas na verdade o fungo Neonothopanus gardneri cresce na base de palmeiras nas florestas brasileiras. De acordo com um estudo publicado na revista Current Biology, os cogumelos quando colocados sob a luz parecem atrair insetos que vão espalhar seus esporos.

Para verificar se a luminosidade do fungo realmente atrai insetos, os pesquisadores colocaram cogumelos de plástico com luz led verde na base das árvores, mimetizando a bioluminescência dos cogumelos reais. Durante cinco noites eles contaram o número de insetos visitantes em cada cogumelo de plástico e em cada cogumelo real. Eles coletaram 12 insetos dos cogumelos de plástico e 42 dos cogumelos reais, levando-os para análise em laboratório.

Em laboratório, os pesquisadores descobriram que os cogumelos seguem o ritmo do dia, emitindo luz somente quando está escuro, presumidamente, uma medida de conservação de energia e outra indicação de que o brilho tem a tal finalidade de atrair insetos.

Fungo amigo combate a candidíase e ainda produz um poderoso fungicida de amplo espectro

O bom da biologia é isto: nós podemos atuar nas mais diversas áreas, incluindo as biomédicas! Eu sempre me fascino por estes assuntos, mesmo querendo ser um ecólogo e trabalhar definitivamente no mato. A biologia é uma ciência incrível e olhem só o que eu acabei de ler na Science e resumi pra vocês!

Pesquisadores recentemente descobriram que pessoas que possuem mais bactérias e fungos na boca possuem consequentemente menos probabilidade de serem afetadas pela candidíase (doença causada pelo fungo Candida sp).

Geralmente esta doença causa diversas aftas ou o famoso "sapinho" nas pessoas, e, ela é muito mais comum principalmente em pessoas com HIV.

Os pesquisadores fizeram o seguinte: eles analisaram amostras de células e saliva da boca de 24 pessoas, sendo que 12 eram portadoras do HIV e outras 12 eram pessoas saudáveis (grupo controle).

Foto: Mukherjee et al., PLOS Pathogens
(A) Candida sp no camundongo (pontos pequenos rosados). (B) Nota-se a redução drástica de Candida sp após ação do "fungo amigo" Pichia sp.

Os resultados demonstraram que as pessoas saudáveis possuíam mais bactérias e muitos mais fungos na boca do que as pessoas acometidas com o HIV. E estas ainda possuíam um fungo da espécie Pichia sp em maiores quantidades. Os pesquisadores suspeitaram que este fungo inibia o estabelecimento do fungo Candida sp tendo em vista que as bocas com mais fungos desta espécie tinham menos Candida. Em pessoas com HIV, Pichia sp não era capaz de inibir os efeitos de Candida sp.

Em um experimento em culturas de laboratório, os pesquisadores colocaram as duas espécies juntas num meio de cultura. E adivinhem? A espécie Pichia sp realmente inibiu o crescimento de Candida sp. Deste modo, os pesquisadores chegaram a conclusão de que a Pichia sp produz um composto altamente nocivo para Candida sp e que de fato, ele é um poderoso fungicida.

Segundo o líder do grupo de pesquisas, o médico micologista Mahmoud Ghannoum da Case Western Reserve University em Cleveland - Ohio, este composto produzido é capaz de inibir as formações de biofilme produzidas pela Candida, sendo um forte competidor. Em outro experimento, quando camundongos infectados com Candida sp receberam o fungo Pichia sp, o resultado esperado de fato ocorreu: Candida sp foi eliminada. 

Os pesquisadores observaram também que o composto produzido pela Pichia sp é na verdade muito mais eficaz no combate à candidíase do que o próprio tratamento padrão que usa um antifungo chamado nystatin. Mahmoud Ghannoum ainda disse que "a outra coisa fascinante é que Pichia sp foi capaz também de inibir outros fungos causadores de doenças, como o Aspergillus sp e Fusarium sp.".

Os pesquisadores disseram que este composto pode ainda ser usado na indústria farmacêutica para oferecer melhores condições de vida para pessoas portadoras do HIV que sempre sofrem com a candidíase e que este pode também ser usado como um fungicida de ampla gama.

Pilobolus - o fungo que atira!

Existem várias espécies de fungos pertencentes ao gênero Pilobolus, porém, as pessoas os chamam vulgarmente de pilobolus. Um fungo muito curioso vocês vão conhecer agora.

Eles possuem uma característica e formatos muito particulares. A principal característica destes fungos é a capacidade de atirar seus esporângios (a estrutura que carrega seus esporos)! Eles são excelente atiradores e fazem isso de acordo também com a luminosidade que os atinge.


Habitantes de esterco animal, principalmente de bovinos e equinos, os fungos Pilobolus formam um emaranhado de redes de acordo com a velocidade em que ocupam todo o esterco. Essas redes são formadas por diversas hifas, estruturas "semelhantes" às raízes das árvores, que proporcionam a sustentação da haste e também capta recursos e nutrientes para o desenvolvimento dos indivíduos.

Muitos pesquisadores tem estudado estas espécies, buscando compreender como exatamente ocorrem os "tiros" que estes fungos dão, buscando dispersar seus esporos o mais longe possível. Eles chegaram a conclusão de que a grande quantidade de líquidos que o fungo absorve (pelas redes de hifas) é direcionada principalmente para a cápsula transparente de acordo com o desenvolvimento e crescimento do mesmo.
Assim sendo, quando atinge a fase de maturação e os esporângios e esporos foram formados, a cápsula, que já tem grande quantidade de líquidos armazenados, à qualquer momento se rompe pela força exercida contra os esporângios, e assim, ocorre o tiro em direção à luz!


Mas porque em direção à luz? Os pesquisadores também investigaram este fato, e, concluíram que este direcionamento para a fonte de luz foi selecionado pela Seleção Natural e processos evolutivos, possibilitando a maior sobrevivência dos mesmos. Numa área natural, onde os estercos podem receber pouca luminosidade pela presença de árvores, arbustos e herbáceas, os fungos que lançavam seus esporângios em direção à luz possivelmente tinham mais sucesso e sobrevivência, quando comparado com os outros fungos que simplesmente lançavam seus esporângios em qualquer direção.

Como este fungo precisa passar pelo trato digestivo dos animais pastejadores (geralmente daqueles que se alimentam de gramíneas) - pois eles se desenvolvem em esterco fresco - atirar em direção à luz pode ter possibilitado exatamente esta relação. As gramíneas ocorrem em áreas abertas e estão constantemente expostas ao sol ao longo de todo o dia, diferentemente das regiões onde há mais florestas e as gramíneas são praticamente inexistentes. Assim sendo, atirando em direção à luz, os esporângios tem maiores chances de serem ingeridos pelos pastejadores, pois podem cair exatamente nas gramíneas!

Fonte: Science Buddies

Lobomicose - doença de Jorge Lobo - Download/pdf


Olá amigos, tudo bem? Para quem curte doenças, este post é interessante.
Gostaria de compartilhar com vocês uns artigos em PDF sobre a Doença de Jorge Lobo ou Lobomicose.

A lobomicose é uma infecção fúngica crônica, granulomatosa, causada por Lacazia loboi. Foi descrita, em 1930, pelo dermatologista brasileiro Jorge Lobo.

Clique nos links abaixo para fazer o download dos artigos:




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