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Quais são as áreas de atuação do biólogo?

Muitos estudantes e também acadêmicos de ciências biológicas/biologia me enviam emails perguntando sobre as áreas de atuação do biólogo, como sempre respondo um por um, resolvi simplificar o processo e disponibilizar a resposta para esta pergunta comum aqui no blog.

Por muitos anos, desde o dia 3 de setembro de 1979, quando a profissão de biólogo foi regulamentada pelo governo brasileiro através da Lei nº 6.684 publicada nesta data, houve uma série de dificuldades quanto às áreas que um biólogo poderia atuar, pois juntamente com a regulamentação desta profissão, também foi regulamentada a profissão do biomédico.

Eu (Guellity Marcel) à direita, e meu amigo Gabriel Oliveira

Deste modo, não ficavam claras e bem especificadas as áreas onde cada profissional deveria atuar exatamente, havendo um certo conflito não somente entre biólogos e biomédicos, mas também entre outros profissionais de outras áreas afins, como por exemplo na engenharia ambiental, onde algumas atividades eram realizadas tanto por biólogos quanto por engenheiros ambientais.

Somente no dia 18 de agosto de 2010, data em que foi publicada a Resolução 227/2010 pelo Conselho Federal de Biologia - CFBio, que finalmente as áreas de atuação do biólogo foram especificadas de forma clara.

Esta resolução regulamenta que o biólogo pode atuar em três grandes áreas:

  1. MEIO AMBIENTE E BIODIVERSIDADE
  2. SAÚDE
  3. BIOTECNOLOCIA E PRODUÇÃO
Dentro dessas áreas há várias subáreas de atuação, como você pode ver abaixo:
1. Áreas de Atuação do Biólogo em Meio Ambiente e Biodiversidade: 
Aquicultura: Gestão e Produção 
Arborização Urbana 
Auditoria Ambiental 
Bioespeleologia 
Bioética 
Bioinformática 
Biomonitoramento 
Biorremediação 
Controle de Vetores e Pragas 
Curadoria e Gestão de Coleções Biológicas, Científicas e Didáticas 
Desenvolvimento, Produção e Comercialização de Materiais, Equipamentos e Kits Biológicos 
Diagnóstico, Controle e Monitoramento Ambiental 
Ecodesign 
Ecoturismo 
Educação Ambiental 
Fiscalização/Vigilância Ambiental 
Gestão Ambiental 
Gestão de Bancos de Germoplasma 
Gestão de Biotérios 
Gestão de Jardins Botânicos 
Gestão de Jardins Zoológicos 
Gestão de Museus 
Gestão da Qualidade 
Gestão de Recursos Hídricos e Bacias Hidrográficas 
Gestão de Recursos Pesqueiros 
Gestão e Tratamento de Efluentes e Resíduos 
Gestão, Controle e Monitoramento em Ecotoxicologia 
Inventário, Manejo e Produção de Espécies da Flora Nativa e Exótica 
Inventário, Manejo e Conservação da Vegetação e da Flora 
Inventário, Manejo e Comercialização de Microrganismos 
Inventário, Manejo e Conservação de Ecossistemas Aquáticos: Límnicos, Estuarinos e Marinhos 
Inventário, Manejo e Conservação do Patrimônio Fossilífero 
Inventário, Manejo e Produção de Espécies da Fauna Silvestre Nativa e Exótica 
Inventário, Manejo e Conservação da Fauna 
Inventário, Manejo, Produção e Comercialização de Fungos 
Licenciamento Ambiental 
Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) 
Microbiologia Ambiental 
Mudanças Climáticas 
Paisagismo 
Perícia Forense Ambiental/Biologia Forense 
Planejamento, Criação e Gestão de Unidades de Conservação (UC)/Áreas Protegidas 
Responsabilidade Socioambiental 
Restauração/Recuperação de Áreas Degradadas e Contaminadas 
Saneamento Ambiental 
Treinamento e Ensino na Área de Meio Ambiente e Biodiversidade 

2. Áreas de Atuação do Biólogo em Saúde: 
Aconselhamento Genético
Análises Citogenéticas
Análises Citopatológicas
Análises Clínicas * Esta Resolução em nada altera o disposto nas Resoluções nº 12/93 e nº 10/2003.
Análises de Histocompatibilidade
Análises e Diagnósticos Biomoleculares
Análises Histopatológicas
Análises, Bioensaios e Testes em Animais
Análises, Processos e Pesquisas em Banco de Leite Humano
Análises, Processos e Pesquisas em Banco de Órgãos e Tecidos
Análises, Processos e Pesquisas em Banco de Sangue e Hemoderivados
Análises, Processos e Pesquisas em Banco de Sêmen, Óvulos e Embriões
Bioética
Controle de Vetores e Pragas
Desenvolvimento, Produção e Comercialização de Materiais, Equipamentos e Kits Biológicos
Gestão da Qualidade
Gestão de Bancos de Células e Material Genético
Perícia e Biologia Forense
Reprodução Humana Assistida
Saneamento Saúde Pública/Fiscalização Sanitária
Saúde Pública/Vigilância Ambiental
Saúde Pública/Vigilância Epidemiológica
Saúde Pública/Vigilância Sanitária
Terapia Gênica e Celular
Treinamento e Ensino na Área de Saúde. 

3. Áreas de Atuação do Biólogo em Biotecnologia e Produção: 
Biodegradação
Bioética
Bioinformática
Biologia Molecular
Bioprospecção
Biorremediação
Biossegurança
Cultura de Células e Tecidos
Desenvolvimento e Produção de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs)
Desenvolvimento, Produção e Comercialização de Materiais, Equipamentos e Kits Biológicos
Engenharia Genética/Bioengenharia
Gestão da Qualidade
Melhoramento Genético
Perícia/Biologia Forense
Processos Biológicos de Fermentação e Transformação
Treinamento e Ensino em Biotecnologia e Produção.
 
Ainda assim, nesta área de Biotecnologia e Produção, esta resolução também fala que outras subáreas poderão sem implementadas como áreas de atuação do biólogo tendo em vista a diversificação do mercado neste setor.
E tem mais. A Resolução 227/2010 em seu Artigo 1º e Parágrafo Único diz também que o bíólogo pode ter ser considerado como "experiente" em determinada área de atuação desde que possua no mínimo 360 de experiência na área em questão comprovada pelo acervo técnico.
De acordo com o currículo do biólogo, ele poderá atuar em diversos setores, desde que seja comprovada a sua experiência conforme citado acima. Os setores em que um biólogo pode atuar de acordo com suas atividades e experiências já desenvolvidas, são citados no Artigo 3º da mesma resolução:
  1. Assistência, assessoria, consultoria, aconselhamento, recomendação;
  2. Direção, gerenciamento, fiscalização;
  3. Ensino, extensão, desenvolvimento, divulgação técnica, demonstração, treinamento, condução de equipe;
  4. Especificação, orçamentação, levantamento, inventário;
  5. Estudo de viabilidade técnica, econômica, ambiental, socioambiental;
  6. Exame, análise e diagnóstico laboratorial, vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo, parecer técnico, relatório técnico, licenciamento, auditoria;
  7. Formulação, coleta de dados, estudo, planejamento, projeto, pesquisa, análise, ensaio, serviço técnico;
  8. Gestão, supervisão, coordenação, curadoria, orientação, responsabilidade técnica;
  9. Importação, exportação, comércio, representação;
  10. Manejo, conservação, erradicação, guarda, catalogação;
  11. Patenteamento de métodos, técnicas e produtos;
  12. Produção técnica, produção especializada, multiplicação, padronização, mensuração, controle de qualidade, controle qualitativo, controle quantitativo;
  13. Provimento de cargos e funções técnicas.
Para ter acesso à maiores informações sobre a profissão do biólogo acesse:

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Kit de Estudos Microbiologia + bônus

Microbiologia é o ramo da biologia que estuda os microrganismos, incluindo eucariontes unicelulares e procariontes, como as bactérias, fungos e vírus. Atualmente, a maioria dos trabalhos em microbiologia é feita com métodos de bioquímica e genética. Também é relacionada com a patologia, já que muitos organismos são patogênicos. Os princípios da Biologia podem ser demonstrados através do estudo da Microbiologia, pois os microrganismos têm muitas características que os tornam instrumentos ideais para a pesquisa dos fenômenos biológicos.

Os microrganismos fornecem sistemas específicos para a investigação das reações fisiológicas, genéticas e bioquímicas, que são a base da vida. Eles podem crescer, de maneira conveniente, em tubos de ensaio ou frascos, exigindo, assim, menos espaço e cuidados de manutenção do que as plantas superiores e os animais.


Você já conhece os outros Kits?
- Kit de estudos de Bioquímica
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  3. Manuais: Contém 8 arquivos, dentre estes 4 são manuais de microbiologia relacionados às normas, técnicas e instruções laboratoriais, além de outros 4 arquivos elaborados pela ANVISA e outros pesquisadores.
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  5. Microbiologia Geral: Contém cerca de 10 itens relacionados com a introdução à microbiologia, microbiologia aplicada, introdução à microbiologia e micologia (fungos), etc.
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Desmatamento na Amazônia - Perda da comunidade de microorganismo


Uma equipe internacional de microbiologistas liderados por Klaus Nüsslein da Universidade de Massachusetts Amherst descobriu uma perda preocupante da diversidade de microrganismos que está acompanhando o desmatamento na floresta amazônica.

Nüsslein, especialista em floresta tropical e comunidades microbianas do solo, diz: "Nós descobrimos que após a conversão da floresta para pastagens agrícolas, comunidades bacterianas foram significativamente diferentes daqueles dos solos florestais. Não só os solos de pastagens mostram aumento do número de espécies, essas espécies foram também menos relacionadas umas às outras do que no solo da floresta. Isso é importante porque a combinação de espécies florestais perdidas e a homogeneização das comunidades de pastagens juntas, sinalizam que esse ecossistema é agora muito menos capaz de lidar com o estresse externo adicional."

Cursos Online 24 Horas - Cursos 100% Online com CertificadoEle e seus colegas estudaram uma determinada área de uma grande fazenda ao longo dos últimos quatro anos, onde os agricultores derrubam a floresta tropical intacta, em Rondônia, para convertê-lá em uso agrícola. Uma pesquisa anterior mostra que as espécies de bactérias no solo tornaram-se mais diversificadas após a conversão para pastagens. No entanto, em seu quarto ano, o estudo superou limitações de investigações anteriores que mostram que as mudanças na diversidade microbiana ocorreram ao longo de grandes escalas geográficas. Os resultados aparecem na edição atual dos Anais da Academia Nacional de Ciências .

Além de Nüsslein, o grupo de pesquisa inclui Jorge Rodrigues (primeiro autor) da Universidade do Texas em Arlington com Brendan Bohannan da Universidade de Oregon, James Tiedje na Michigan State University, e outros da Universidade de São Paulo. Os investigadores Nüsslein e Rodrigues enfatizam que o estudo é uma colaboração igual entre os quatro grupos de pesquisa.

Os resultados não suportam conclusões anteriores de estudo, em vez disso, mostram que a perda de faixas restritas para comunidades de diferentes bactérias resulta em uma homogeneização biótica e perda líquida de diversidade global. Cientistas temem que a perda de variação genética em bactérias em uma floresta convertida poderia reduzir a resiliência dos ecossistemas. Os pesquisadores esperam que seu trabalho irá fornecer dados valiosos para as decisões sobre o futuro da floresta amazônica.

Biólogo e primeiro autor, Jorge Rodrigues, da Universidade do Texas em Arlington acrescenta, "Nós já sabíamos há muito tempo que a conversão de terras de florestas na Amazônia para agricultura resultam em uma perda de biodiversidade em plantas e animais. Agora sabemos que as comunidades microbianas que são tão importantes para o ecossistema também sofrem perdas significativas. "

Como Nüsslein e colegas apontam, a Amazônia representa metade da floresta tropical do mundo e é o lar de um terço das espécies da Terra, mas a Amazônia tem um dos maiores índices de desmatamento. A agricultura é uma das peças maiores e mais dinâmicas da economia do Brasil, então lidar com florestas intactas nos trópicos vai ser complicado, mas, no entanto, é vital que a questão seja abordada ".

Rodrigues diz que ele e seus colegas estão atualmente compilando os resultados sobre o potencial de recuperação da diversidade microbiana após a pastagem ser abandonada e voltar a "floresta secundária". Ao mesmo tempo, Nüsslein e seus colegas estão liderando um esforço para investigar como a redundância de funções fornecidas por microrganismos do solo fornece resistência aos efeitos da mudança do uso do solo agrícola para suportar um ecossistema estressado para recuperar a estabilidade.

"Se a diversidade bacteriana irá recuperar completamente após conversão do ecossistema dependerá em parte se a taxa perdida na conversão é extinta localmente, ou se eles estão presentes nos locais de pastagem, mas de baixa abundância de tal modo que eles são indetectáveis ​​no nosso estudo," dizem os autores.

Este trabalho foi financiado por doações do National USDA Instituto de Alimentação e Agricultura, e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP.


Bactérias encontradas 20 metros abaixo de um lago congelado na Antártida

Esta semana, um estudo pioneiro publicado nos Anais da Academia Nacional de Ciências ( PNAS ) de co-autoria do Dr. Alison Murray e Dr. Christian Fritsen no Instituto de Pesquisas do Deserto de Nevada (DRI) revela , pela primeira vez, uma comunidade viável de bactérias que sobrevive em um ambiente totalmente escuro com temperatura extremamente baixa. num local salgado, totalmente congelado, cerca de 20 metros abaixo de um dos lagos mais isoladas da Antártica.

O Lago Vida, o maior dos vários lagos únicos encontrados nos Vales Secos de McMurdo, não contém oxigênio, é em grande parte congelado e possui os mais altos níveis de óxido nitroso de qualquer corpo de água natural na Terra. Um líquido salgado que é aproximadamente seis vezes mais salgado do que a água do mar se infiltra através do ambiente de gelo que tem uma temperatura média de menos 13,5 graus centígrados (ou 8 graus Fahrenheit).

Cursos Online 24 Horas - Cursos 100% Online com Certificado"Este estudo fornece uma janela para um dos ecossistemas mais exclusivos na Terra", disse Murray, principal autor do relatório, e ecologista microbiano molecular e pesquisador polar nos últimos 17 anos, que já participou de 14 expedições ao Oceano Antártico e da Antártida. "Nosso conhecimento acerca dos processos geoquímicos e microbiana em ambientes sem luz e gelados, especialmente em temperaturas abaixo de zero, tem sido em grande parte desconhecido até agora. Este trabalho amplia a nossa compreensão dos tipos de vida que podem sobreviver nestes isolados locais, e como diferentes estratégias podem ser utilizadas para que estes microorganismos existam em tais ambientes desafiadores."

Apesar do muito frio natural do local, o escuro e isolado do habitat, o relatório conclui que a salmoura abriga um conjunto surpreendentemente diversificado e abundante de bactérias que sobrevivem sem uma fonte atual de energia do sol. Estudos anteriores do Lago Vida datam de 1996 indicam que a água salgada e seus "habitantes foram isolados de influências externas por mais de 3.000 anos".

Murray e seus co-autores e colaboradores, incluindo o do Dr. Peter Doran, da Universidade de Illinois, em Chicago, desenvolveu protocolos rigorosos e equipamentos especializados para as suas pesquisas em 2005 e 2010 para provar a qualidade da água salgada do lago, evitando a contaminação do ecossistema primitivo .
Para análise os pesquisadores criaram um ambiente único de trabalho sob seguras tendas estéreis, na superfície do lago para manter o local e equipamento limpo, perfurando núcleos de gelo para coletar o material de estudo. As amostras recolhidas do salmoura salgado residente no gelo do lago eram avaliadas para saber as qualidades químicas da água e o seu potencial para acolher e manter a vida, para posteriormente descrever a diversidade dos organismos detectados.

Análises geoquímicas sugerem que as reações químicas entre a salmoura e os sedimentos gerados originam óxido de azoto e de hidrogénio molecular. Esta última, em parte, podem fornecer a energia necessária para manter a vida dos microorganismos na salmoura.

"É plausível que a fonte de energia só existe a partir da reação química entre a água salgada anóxica e da rocha", explicou Fritsen, ecologista microbiano de sistemas e Professor Pesquisador na Divisão DRI de Ciências da Terra e do ecossistema.

"Se esse é o caso", ecoou Murray. "Isso nos dá um quadro inteiramente novo para pensar em como a vida pode ser apoiada em crio-ecossistemas na Terra e em outros mundos gelados do universo."

Murray acrescentou que a pesquisa está em curso para analisar os meios abióticos, interações químicas entre a salmoura do Lago Vida e do sedimento, além de investigar a comunidade microbiana usando abordagens diferentes de sequenciamento de genoma. Os resultados podem ajudar a explicar a possibilidade de vida em outros ambientes criogênicos salgados, além da Terra.

O Lago Vida salmoura também representa um cri-ecosistema que é um análogo adequado e acessível para os solos, sedimentos, pântanos e lagos subjacentes à camada de gelo da Antártida, que outros pesquisadores polares estão apenas agora começando a explorar. [Science Daily]

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