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Doutorado em Ecologia e Conservação - UFMS (2015)

Estão abertas as inscrições para Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS (Campo Grande/MS). O período de inscrições vai de 02 de fevereiro à outubro de 2015!


Informações do curso

Conceito: 5 (triênio 2007-2009)

Endereço: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - Cidade Universitária s/n - Caixa Postal 549 

Cidade: Campo Gande - MS

Telefone: (67)3345-7342



Linhas de pesquisa: Ecologia Aplicada, Ecologia Da Reprodução, Ecologia Das Adaptações, Ecologia De Comunidades, Ecologia De Ecossistemas e Ecologia De Populações.

Docentes (orientadores): 25 docentes

Para fazer saber quais são os documentos necessários para se inscrever no Doutorado em Ecologia e Conservação, clique aqui.

Estudar para o mestrado: 5 dicas importantes

Estudar para o mestrado é uma grande preocupação para muitos jovens acadêmicos, tendo em vista que a maioria pretende sair da graduação e em seguida ingressar em um curso de mestrado. Ainda que seja muitas vezes um pouco difícil entrar no curso que deseja, com certeza não é impossível Basta, apenas, seguir as dicas abaixo. Como eu já passei por essa situação, creio que posso ajudar de alguma forma quem está estudando para o mestrado, com base em minhas experiências pessoais através do contato que tive com professores, pesquisadores e mestrandos.

1. SEJA DISCIPLINADO(A)
A disciplina é fundamental em todo e qualquer plano de estudo. É impossível se comprometer com o estudo sem ter disciplina. Para ter disciplina, você deve pensar primeiramente em como e quando você vai estudar. Definindo os horários que você tem mais facilidade para estudar, você pode pensar no modo como deverá estudar. As pessoas possuem modos diferentes de estudo. Algumas preferem apenas ler um capítulo de um livro sem intervalo e não fazem anotações. Outras, preferem ler pouco, fazer algumas pausas, anotar, explicar em voz alta. Enfim, não importa como você vai estudar, desde que você faça da melhor forma possível e desde que te possibilite uma ampla compreensão do conteúdo que estiver aprendendo. Ser disciplinado, nada mais é do que conciliar o seu tempo com a sua rotina de estudos e seguir sempre uma rotina regrada, objetivando sempre a compreensão de grande parte do conteúdo estudado.


Não adianta anotar 'de cabeça' o que você deverá fazer ao longo do dia ou ao longo de toda programação de estudos. Ser disciplinado envolve regras e o cumprimento destas. Portanto, determine a sua rotina de estudos e a siga as regras sem desânimo. Por exemplo, se o livro que você está lendo (através da bibliografia recomendada pelo curso de mestrado) possui 12 capítulos, você pode estabelecer algumas regras:

> Se o mês tem 4 semanas, eu devo ler 3 capítulos por semana para ler o livro até o fim do mês.
> Se uma semana tem 7 dias, eu devo ler um capítulo a cada 2 dias e ainda sobra 1 dia para descanso ou revisão no final da semana.

Mas, e se o tempo para estudar para o mestrado for muito curto e forem muitos livros recomendados na bibliografia? Como devo proceder?
Nesse caso, o lance é curto e grosso: não tem mas e nem conversinha, você deve estudar, custe o que custar. Ao invés de ficar 20, 30, 40 minutos naquela conversinha com os amigos na porta da sala esperando o professor chegar, vá estudar. Estude no intervalo, no ônibus, no almoço. Estude nos finais de semana, acorde cedo! Enfim, falta de tempo não é desculpa, porque se pararmos para pensar, gastamos tempo demais com outras coisas, principalmente com os nossos celulares e redes sociais, não é verdade? Se você invetar algumas desculpas para dificultar a sua rotina de estudos, só vai enganar você mesmo. Não tem essa de: "eu tenho estágio o dia inteiro e estudo de noite", "eu trabalho e estudo", "eu tenho muito sono", etc, você sabe que pode muito bem sacrificar-se um pouco mais, afinal, é o seu sonho e o seu destino como profissional que está em jogo.


Nunca deixe então que o seu tempo te impeça de estudar. Na verdade você deve usar o seu tempo como seu aliado. Nas horas vagas, estude. De madrugada, estude. Sobrou um tempinho, estude. E lógico, determine um tempo de estudo todos os dias. Por exemplo, chegou 19 hrs do estágio, tome um banho, jante e estude das 20:30 às 21:30 (pelo menos). Ter um período fixo de estudo diário é essencial e tudo que conseguir ler fora desse período será de grande valia. Estas são regras importantes e essenciais em seu programa de estudo. Por isso, se quiser ter sucesso nos estudos para o mestrado, determine sempre o quanto você deve ler por dia/semana/mês de acordo com o seu tempo e nunca fique por mais de 1 dia sem estudar.

2. ESTUDE DO JEITO CERTO: FAÇA MAPAS MENTAIS
Eu recomendo que ao longo dos estudos você tenha sempre em mãos folhas e lápis. Fazer anotações é essencial, mas, fazer mapas mentais é ainda melhor! Não vejo uma outra 'técnica' de estudo mais eficiente do que os mapas mentais. Estudar para o mestrado vai ser tranquilo e muito proveitoso se você aplicar essa técnica, que nada mais é do que anotar as palavras-chave do que você leu e determinar as relações entre elas.

Veja um mapa mental que eu fiz para estudar para uma prova de farmacologia, logo abaixo. Eu gostei tanto dos mapas que fiz, que até publiquei no post sobre biodisponibilidade.

Mapa mental sobre as fases da metabolização de drogas no fígado.

Os mapas mentais são muito eficientes porque eles colocam à prova aquilo que você realmente aprendeu e variam muito de acordo com a sua construção, pois vão possuir a característica pessoal de cada um. Veja um outro mapa mental mais detalhado:


Se você aprendeu, vai saber construir um mapa mental muito bacana e rico em informações. Se não aprendeu, o esforço que fará na construção de um mapa vai te obrigar a recorrer ao livro, e isso te ajudará a compreender o conteúdo. O mapa mental não deve ser cheio de textos ou de palavras-chave, mas sim, de ideias centrais que permeiam tudo aquilo que você leu e entendeu de um capítulo do livro, por exemplo. Certifique-se de treinar a construção de mapas mentais e com certeza a compreensão do conteúdo que estudou será muito mais rápida e eficaz.

3. CONVERSE COM PESSOAS DA ÁREA
A melhor forma de aprender é conversar com que já sabe o que você quer aprender! Porque não buscar um professor da área? Os professores amam ensinar. Você pode marcar um horário com um professor de uma universidade federal ou particular. Basta apenas contatar o professor, falar de seu interesse em aprender o tema que ele domina e, pronto. Com certeza, se o professor tiver disponibilidade, ele vai te atender. Vocês podem combinar em discutir determinado capítulo do livro que está lendo e seus rendimentos podem aumentar significativamente, tendo em vista que os professores tem o dom de ensinar.

Não há nada melhor do que aprender ecologia em uma aula de campo.

Afinal, é muito melhor ter uma aula e uma boa conversa com um professor do que ler dezenas de páginas sozinho, ficar com dúvidas e não ter a quem recorrer, não é verdade?

4. COLOQUE PARA FORA TUDO O QUE APRENDEU
Quando digo colocar para fora tudo que aprendeu, digo para você conversar com colegas que tem o mesmo interesse que o seu, fazer rascunhos e resumos em folhas, no word ou em slides. Apresentar um slide para seus amigos sobre o que você estudou é uma boa opção de deixar fluir aquele conhecimento fresquinho. Além disso, você pode apresentar para você mesmo, em voz alta, ou ainda, para sua mãe, pai, irmãos, tio, tia, gato, cachorro. Não importa a forma, o interessante é você falar o que aprendeu, deixar fluir o conhecimento obtido, porque nossa capacidade de aprendizado aumenta muito quando nos esforçamos para ensinar o que aprendemos. 


Não leia, leia, leia e fique apenas com suas anotações ou mapas mentais. É lógico que essas são importantíssimas formas de fixar o conhecimento obtido, mas, quanto mais você pôr para fora, melhor.

5. VOCÊ NÃO VAI APRENDER TUDO DE UMA SÓ VEZ
Por mais que muitas pessoas consigam assimilar grande parte do conteúdo lendo apenas uma única vez, a maioria das pessoas não são assim. Portanto, ao longo dos estudos do mestrado, tenha certeza de que terá de ler pelo menos duas vezes tudo aquilo que estudou. Eu li 2 vezes o livro Fundamentos em Ecologia enquanto estudei para a prova de mestrado, e, ainda não foi o suficiente para mim, mesmo eu passando no mestrado. Eu relatei um pouco de minha experiência nos estudos para o mestrado, no post O biólogo e o mestrado - Erros e acertos.

Já pensou como seria incrível se tivéssemos um cérebro que assimilasse 100% de todas informações que lêssemos? Pois é, infelizmente não somos assim e por isso devemos nos esforçar muito lendo e relendo tudo aquilo que o curso de mestrado disponibiliza como bibliografia recomendada. Não se preocupe se não entender nada nas primeiras leituras, isso faz parte. Ao longo das próximas releituras, tudo ficará mais claro, principalmente se você aplicar as dicas que dei: ter disciplina e organização, fazer mapas mentais, conversar com professores e deixar fluir tudo aquilo que aprendeu por meio de apresentações em slides, conversas com amigos e explicações em voz alta.

Este post foi feito à pedido da leitora Gabriela Gonçalves e eu espero que tenha ajudado todos vocês!

O Biólogo e o mestrado - Erros e acertos

Dois meses após a minha colação de grau oficial e recebimento do certificado de conclusão de curso em Ciências Biológicas, eu fui aprovado no mestrado em Ecologia e Conservação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Neste post eu falarei exatamente sobre isto, como entrar no mestrado logo após a graduação. Falarei também sobre as minhas dificuldades e erros que cometi, e, como me preparei para as etapas de seleção do mestrado.

Desde o início da graduação, eu já sabia que queria trabalhar com mamíferos e, tive mais certeza disso quando resolvi conhecer um projeto, o Projeto Queixada. No post 5 dicas importantes naescolha de sua área de atuação eu falo muito sobre esta etapa importante, recomendo a leitura.

É num lugar como este que vou realizar minha pesquisa de pós-graduação, no mestrado em Ecologia e Conservação!

Após ter decidido o que eu queria fazer, que era ser um mastozoólogo e conservacionista (que estuda mamíferos), eu consequentemente já decidi o mestrado que ia fazer, que, seria exatamente o de Ecologia e Conservação, aqui na UFMS. Primeiro, escolhi este mestrado porque é realmente a ecologia que pode nos proporcionar um conhecimento muito amplo e específico sobre as diversas relações das espécies com o meio biótico e abiótico, o que possibilita uma ampla compreensão sobre o modo como ocorrem os diferentes processos naturais. Sendo um ecólogo e tendo conhecimento desses processos e relações, eu posso atuar na conservação das espécies, que é o que o programa propõe a ensinar através de diferentes linhas de pesquisas. Segundo, escolhi este mestrado porque eu sempre adorei o Pantanal, e, sempre quis realizar estudos e atuar na conservação da biodiversidade deste importante bioma.

Assim sendo, ao longo da graduação fui fazendo contatos com professores docentes do mestrado e também com pesquisadores diversos de outras áreas. Enviei muitos emails e conversei até mesmo pelo Facebook com muitas pessoas. Inclusive, conversei muito com ex-mestrandos (atuais mestres em ecologia e conservação). Pude aprender muito sobre o mestrado e também sobre os processos seletivos.

É importante fazer isso. Conversar com pesquisadores da linha de pesquisa de seu interesse faz com que você aumente o seu campo de visão sobre o projeto que irá desenvolver, faz com que você amplie as suas perguntas e busque por mais respostas ou soluções de problemas, o que é importantíssimo, é a essência de um pesquisador. Conversar com ex-mestrandos é importante também, pois, eles podem dizer como é o processo seletivo, quais foram as suas dificuldades, como eles se prepararam e podem ainda nos dar muitas dicas valiosas.

Conhecendo bem o processo seletivo, eu comecei a me programar. Fui atrás de um pesquisador que trabalhasse no pantanal, com mamíferos. Foi então que me lembrei do Walfrido Tomas, um médico veterinário e mestre, pesquisador da Embrapa Pantanal. Lembro de ter visto um capítulo que ele escreveu no livro Mamíferos do Brasil e também já o conhecia de outros estudos que o mesmo havia realizado pela Embrapa Pantanal, em publicações diversas.

E ai, eu simplesmente entrei em contato com ele! Disse que queria muito estudar mamíferos do Pantanal, que já conhecia o trabalho dele e que eu queria desenvolver um projeto de pesquisa para tentar entrar no mestrado em Ecologia e Conservação da UFMS. E, perguntei se ele poderia me ajudar e me co-orientar num projeto com uma espécie de mamífero no Pantanal. Ele prontamente me atendeu, disse que tinha várias linhas de pesquisa e que poderíamos desenvolver um projeto com uma espécie de cervídeo que ele estava pretendendo monitorar e conhecer mais.

Foi ai que eu fui conhecer a Fazenda Nhumirim, a base de pesquisa da Embrapa Pantanal, localizada no município de Corumbá – MS, no pantanal da Nhecolândia. Lá eu também conheci o Walfrido pessoalmente e, desde então comecei a escrever o meu projeto, lendo alguns artigos e também conhecendo mais a espécie do estudo, que é a Mazama americana (veado-mateiro). Isso tudo eu fiz antes de iniciar o último semestre de graduação e, sem ao menos saber quando abriria o processo seletivo para o mestrado.

Posteriormente, fui na UFMS e conheci o meu orientador, o professor Marcelo Bordignon. Apresentei o projeto a ele e perguntei se ele poderia me orientar neste mestrado. Ele aceitou e, no mesmo dia fizemos algumas correções, ajeitamos umas coisinhas, e finalizei o projeto. Consegui o mais importante para prestar as provas do mestrado, que era, logicamente, ter um bom projeto e também bons professores e pesquisadores me orientando.

Eu tentava estudar para a prova, porém, não conseguia, pois além de estar estudando as disciplinas normais do último semestre, eu ainda tinha que finalizar meu TCC e apresenta-lo. Foi uma grande correria, mas, deu tudo certo no final. Porém, eu só pude realmente estudar para o mestrado com mais tempo e disposição, no começo do ano de 2014. Soube então que o processo seletivo iria começar dia 17 de março de 2014.

Comecei a estudar muito, fiz vários resumos, explicava em voz alta, anotava, fazia esquemas, escrevia posts para o blog, fazia apresentações em slide e eu mesmo apresentava para mim. O processo seletivo teve uma prova de inglês, uma prova específica de ecologia e a etapa de análise do currículo e entrevista.

A prova de inglês foi basicamente uma série de perguntas sobre este artigo publicado na Science “ARTIGO LOBO SCIENCE”. Todos os inscritos passaram nesta etapa! Eu a considero como uma etapa fácil. Porém, confesso que tive muito medo de estar difícil ou de eu não ter um nível de inglês bom para entender todo o artigo, tendo em vista que a média de todas as etapas é 5, e, se não passar no inglês, o candidato nem faz a prova de ecologia e nem vai para a última etapa.

Mesmo tendo estudado por cerca de 3 meses ainda assim tive algumas dificuldades na prova, que, todos consideraram estar difícil, assim como eu também achei que estava. Dentre os 14 inscritos, somente 7 passaram, e, a maior nota final foi menor que 7,80.

Eu conversei com ex-mestrandos e mestrandos atuais, e, pelo que me informaram a prova do ano passado, eu sabia tudo, estava fácil. Porém, nesta realmente fiquei surpreso, pois a dificuldade que eu tive foi grande. Não consegui elaborar alguns gráficos como as questões pediam, e, vi que tenho que reler o livro Fundamentos em Ecologia, mas, desta vez me atentando muito aos gráficos. A maioria das pessoas que conheci, disseram ter dificuldades com as interpretações dos gráficos e também dificuldade para construí-los. Mesmo eu adorando ecologia, confesso que tenho dificuldades com os benditos gráficos. Mas, já comecei a estudar alguns e estou cheio de questionamentos para levar ao meu orientador e co-orientador.

Eu deveria ter me preparado mais! Deveria ter ficado muito menos no facebook e muito mais na frente de um livro de ecologia. Deveria ter deixado de ir dormir muito tarde, ter acordado cedo e estudado nos horários corretos. Deveria ter feito um cronograma de estudos, com pausas e horários de descanso corretos, mas nunca sequer consegui seguir o cronograma que preparei nem por 3 dias consecutivos. Tenho muita dificuldade com horários quando tenho que me organizar para fazer algo. Mas, não tenho dificuldade com horários de compromisso, sempre chego nos locais antes mesmo da hora combinada.

Eu deveria ter me esforçado muito mais. Eu poderia ter lido o livro mais vezes e ter compreendido melhor vários assuntos. Ou, se eu fosse realmente organizado e estudasse corretamente, poderia ter lido outros livros sem qualquer dificuldade. Mas não! Eu sempre fico nesse facebook. Então, o primeiro e único conselho que gostaria de dar, após relatar esta minha história, é, SAIAM DO FACEBOOK, ESTUDEM PRIMEIRO, CURTAM DEPOIS.

Sei que estudar, mesmo que seja algo que gostamos, é muitas vezes complicado. Para mim pelo menos foi. Nós somos jovens, temos vontade de fazer muitas coisas, de curtir, distrair, relaxar a mente, dormir, etc, e, essas vontades se intensificam quando temos que parar, concentrar e estudar. Mas, mesmo que seja muito tenso, se esforcem. Eu passei na prova de ecologia mas minha nota não foi boa, quase nem vou para a etapa final. Se eu tivesse deixado o facebook e outras bobeiras de lado e estudasse mais, com certeza eu teria tido uma boa nota! Eu ficava mais preocupado com a página, com o blog e com o facebook, que eu gosto muito, do que com o próprio estudo para a prova de mestrado (que é o meu sonho desde que entrei na graduação). Ou seja, pra quê isso? Se é o meu sonho, porque eu não me esforcei mais? E se eu não tivesse aprovado? Ia culpar Deus, o universo, o destino? Não, ia ser somente e exclusivamente minha culpa, pois, eu deveria ter me esforçado mais.

Então, não deixem seus problemas pessoais, brigas no namoro ou em casa, ou até mesmo briga com amigos, te desanimarem ou te distraírem, ao ponto de você correr o risco de não conseguir passar e entrar para o mestrado, que eu creio ser algo muito importante para você. E, faça como eu sempre digo, busque se informar, entre em contato com pesquisadores, professores, faça perguntas, converse, aprenda mais, para que realmente saiba o que quer fazer.

E, não se esqueçam, se o mestrado é o sonho de vocês, para depois seguirem a carreira de pesquisadores e entrarem também no doutorado, lembrem-se: não sejam fracos, não se deixem abater pelas dificuldades da vida, estudem, estudem e estudem o máximo que puderem. Com certeza será muito gratificante ser aprovado no mestrado que vocês tanto queriam. Eu estou muito feliz, porém, fiquei muito pensativo, pois, eu não poderia ter passado, e ai, iria lembrar como fui fraco e deixei muitas vezes de estudar mais para ficar “distraindo a mente” no facebook e em outros lugares que não puderam acrescentar nada na conquista deste meu sonho, pelo contrário, só me atrapalharam.

Desejo-lhes boa sorte, e, se precisarem de ajuda, já sabem, podem contar comigo! Podem comentar logo abaixo, enviar email ou me adicionar no Facebook (mas, cuidado com essa rede social, ela nos domina!).

Mestrado: Zoologia de Vertebrados (PUC MINAS)

A PUC Minas estará com os inscrições abertas até o dia 29 de novembro para o Mestrado Acadêmico em Zoologia de Vertebrados.

O curso será ministrado no campus de Belo Horizonte, bairro Coração Eucarístico, situado na cidade de Belo Horizonte. A área de concentração é “Zoologia de Vertebrados de Ambientes Impactados” e as linhas de pesquisa do Programa são: Zoomorfologia de Grupos Neotropicais; Conservação e Comportamento.


Mais informações:

Curso online de Zoologia dos Vertebrados

Herpetologia marinha - existem pesquisas nessa área?


Olá amigos tudo bem? Em contato comigo, a Caroline Lima leitora, disse:
Sou estudante de biologia e me interesso por Herpetologia, porém, especialmente répteis, só que com preferência em tartarugas e iguanas, más tudo que acho sobre herpetologia é sobre serpentes, apenas serpentes. Será que até em pós graduação o foco são sempre as serpentes? Pode escrever sobre isso? Sobre outras áreas possiveis da herpetologia? Obrigada desde já.

Tentando ajudá-la, escrevi este post.

Realmente Caroline, o foco sempre se concentra nas serpentes, talvez por serem indivíduos de mais fácil encontro e de melhor manuseio dentro das pesquisas de campo, já que se pararmos para analisar, capturar um lagarto é muito mais difícil do que uma serpente. Porém, a herpetologia não abrange somente os répteis, abrange também os anfíbios, sejam eles os anuros, salamandras ou outros animais deste grupo, e eles também são de fácil manuseio e captura.

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Possivelmente, creio eu, a herpetologia no Brasil tem seu maior foco nas serpentes e anurofauna devido ao constante encontro das pessoas com estes animais, onde eles acabam sendo mortos. Este fato torna necessária a pesquisa em campo para levantar informações sobre a área de vida, uso de habitat, a ecologia de uma forma geral desses grupos, visando levar até a população quais papéis esses animais desempenham e porque devem ser preservados. As serpentes e anuros sempre foram mortos quando encontrados na fazenda onde morei, e elas sempre são mortas em qualquer lugar quando encontradas por pessoas leigas, e quanto aos anuros, raramente as pessoas tocavam com vassoura, ou deixavam de matá-los. Como existem agouros e lendas acerca dos sapos (utilizados em bruxarias, traz azar, etc) sempre eles eram mortos.

E a herpetoligia marinha? Como tínhamos conversado pelo Facebook, será que existem pesquisas com os répteis marinhos, além das raras pesquisas com as tartarugas?

Se procurarmos por "herpetologia marinha" não achamos nada na internet. Por isso decidi fazer algumas pesquisas em mestrados e doutorados de Zoologia e Ecologia de algumas universidades próximas ao litoral para ver se existem muitos estudos com tartarugas, como você me perguntou. Quanto às iguanas, elas são animais que no brasil existem em poucas espécies, mas em outros locais há vários trabalhos com elas, principalmente em Galápagos. Vejamos então o que encontrei quanto à biologia marinha.

A Universidade Federal Fluminense - UFF, de Niterói - RJ, possui um mestrado com várias linhas de pesquisa, porém, nenhum trabalho com tartarugas ou outro réptil marinho. As linhas de pesquisas são:

- Biologia, ecologia e conservação dos néctons
- Biologia dos bentos
- Biologia dos plânctons marinhos
- Genética marinha
- Microbiologia marinha
- Poluição marinha
- Produtos naturais de organismos marinhos

Encontrei um site muito bacana, se chama Ciências do Mar - Brasil, que reúne várias informações sobre as diferentes linhas de pesquisas na área de ciências biológicas aplicadas ao mar. É interessante este site porque ele lista as universidades em todo o país que oferecem mestrados e doutorados nessas áreas, conforme a tabela abaixo:

Clique na imagem para ampliar.

Procurando por mais informações, encontrei o site de pós graduação em Zoologia da UFPR, e buscando por algum pesquisador que trabalhasse com biologia marinha, encontrei o pesquisador prof. Dr. Marco Fabio Maia (mfmcorrea@ufpr.br), a profª Drª Rosana Rosana Moreira da Rocha (rmrocha@ufpr.br) e também a profª Drª Setuko Masunari (setmas@ufpr.br). Para te ajudar a obter respostas em relação aos estudos de tartarugas, sugiro que entre em contato com estes pesquisadores para saber mais sobre as linhas de pesquisas dos mesmos.

Além disso, com base  nessa tabela que mostrei acima, pude entrar em vários sites de pós-graduação em Ecologia e Zoologia, e ambos realizam pesquisas com organismos marinhos, porém, não pude encontrar neles uma linha de pesquisas com tartarugas ou outros répteis marinhos. Porém, existem sim algumas teses e dissertações com estes animais, principalmente com tartaguras.

O que sugiro a você, é que entre em contato com os pesquisadores das universidades abaixo, que trabalham com organismos marinhos e faça contato para tirar suas dúvidas e se sua pretensão futura como mestrado é trabalhar com tartarugas ou algum outro réptil marinho, você já pode conversar com os pesquisadores e tentar apresentar suas idéias, quem sabe eles possam te orientar no que pretende trabalhar. Creio que trabalhos com tartarugas são mais difíceis de serem realizados, porém, se a universidade possuir estruturas suficientes, as pesquisas serão possíveis e muito valorizadas.

PPG ECOLOGIA UFPR
http://poseco.ufsc.br/

PPG ECOLOGIA AQUÁTICA E PESCA - UFPA
http://www.ufpa.br/ppgeap/

PPG - INSTITUTO CIÊNCIAS DO MAR - UFC
http://www.labomar.ufc.br/

PPG - ECOLOGIA - UFRN
http://www.posgraduacao.ufrn.br//pge

PPG - BIOLOGIA MARINHA - UFF
http://www.uff.br/posbiomar/ *clique em Docentes/vários pesquisadores e seus emails de contato.

PPG - SISTEMAS COSTEIROS E OCEÂNICOS - UFPR
http://www.cem.ufpr.br/?page_id=61

PPG - OCEANOGRAFIA BIOLÓGICA - FURG
http://www.ocbio.furg.br/

É isso Caroline, espero poder ter ajudado. Agradeço seu contato!
E você, leitor, tem alguma dúvida?

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