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Elefante chora após ser solto: ele viveu 50 anos de tortura

Estas imagens incríveis (logo abaixo) mostram o momento em que um elefante, que viveu preso e era espancado e abusado por cinqüenta anos, chorou quando ele teve de volta a sua liberdade. Raju, o elefante, viveu preso sobre correntes, que o faziam sangrar. Mas, depois de 50 anos de tortura, o animal chorou lágrimas de alívio depois que ele foi resgatado por uma instituição de caridade da vida selvagem em uma operação de meia-noite ousada - oportunamente no Dia da Independência norte-americana.

Raju chorou lágrimas de alegria quando ele foi libertado dos grilhões cravados na área de Uttar Pradesh na Índia. Depois de saberem do fato, a equipe da Wildlife SOS entrou rapidamente em cena e foi salvar Raju, obtendo extremo êxito e nos proporcionando uma visão, cada vez mais comum, de como as pessoas são ruins. A forte equipe de veterinários e especialistas em vida selvagem da caridade se juntaram com 20 policiais florestais de departamento e seis policiais para apreender Raju de seu sofrimento.

Kartick Satyanarayan, fundador da Wildlife SOS disse: "As correntes em torno de suas pernas cortavam a sua carne - e cada vez que ele se movia, escorria pus de suas feridas. Dor e brutalidade eram tudo o que sabia".

A equipe ficou surpresa ao ver lágrimas rolarem pelo rosto durante o resgate. "Ele era tão incrivelmente emocionante para todos nós. Nós sabíamos em nossos corações que ele percebeu que estava sendo liberado. Os elefantes não são apenas majestosos, mas eles são animais altamente inteligentes, e têm sido provado que eles tem sentimentos de tristeza, por isso só posso imaginar o que a tortura de meio século tem sido para ele", disse Sayanarayan.

"Mas hoje ele sabe o que é liberdade e ele vai aprender o que a bondade parece e como é para não sofrer mais."

Após viajar 350 milhas e chegar no santuário de conservação, os outros elefantes do santuário acordaram - era um momento extraordinário. E então, as portas foram abertas e Raju estava quase livre de suas correntes.

"Por incrível que pareça, ele saiu do caminhão e deu o primeiro passo para a liberdade um minuto depois da meia-noite no dia 4 de Julho, e nos sentimos tão extraordinariamente justos," disse Satyanarayan.

Raju foi então alimentado e o Dr. Yaduraj Khadpekar começou o meticuloso processo de tirar as algemas. Sr. Satyanarayan disse: "Ele levou cerca de 45 minutos para libertá-lo, pois havia várias feridas redondas em suas pernas, que causavam dor quando se tentava tirar as correntes.

"Todos nós tínhamos lágrimas nos olhos quando a última corda que o segurava foi cortada e Raju deu seus primeiros passos de liberdade. Toda a equipe estava exausta, mas incrivelmente exultante pelo que ele sofreu por tanto tempo. Ele havia sido espancado de tal maneira que seu espírito está quebrado".

"Vai ser um longo processo de reabilitação, mas vamos ensinar-lhe que os seres humanos não significam dor e brutalidade, mas isso vai levar tempo," disse o Sr. Satyanarayan. "Quando ele estiver pronto, ele será inicialmente companheiro de dois elefantes chamados Rajesh e Bhola, que antes também sofreram crueldade inimagináveis. "Ambos foram reabilitados, e uma vez ele que se instalar, ele vai aprender a viver de novo, seguindo o exemplo de seus colegas, antes de ele se juntar ao resto dos elefantes - incluindo cinco fêmeas que poderá paquerar ao longo se seus próximos anos de vida, que esperamos que sejam longos".

"Mas no momento ele está provando a liberdade pela primeira vez em sua vida e ele vai passar o resto de sua vida em um composto seguro vivendo seus dias com dignidade, livre do sofrimento e da dor."

Veja as fotos do resgate e a equipe cuidando de Raju:







  




Fonte: DailyMail

“Shark finning”: sopa “afrodisíaca” está exterminando nossos tubarões

Você sabe o que é “shark finning”? O termo em inglês se refere à remoção e retenção das barbatanas de um tubarão, seguido da devolução de sua carcaça ao mar. Na maioria das vezes, o tubarão vitimado é jogado ainda vivo de volta à água. Incapaz de nadar, o animal afunda lentamente, e é comido vivo por outros peixes.

Essa ação ocorre em alto mar, assim os pescadores só precisam transportar as barbatanas para terra. A carne de tubarão é considerada de baixo valor e, portanto, o corpo do tubarão não vale o custo de transporte.

A remoção das barbatanas dos tubarões é, atualmente, a causa mais significativa das perdas das populações de tubarões no mundo inteiro. Qualquer tubarão é vítima, independentemente de idade, tamanho ou espécie. A atitude é generalizada, e em grande parte não gerenciada ou monitorada.

Nos últimos dez anos, a remoção das barbatanas de tubarão aumentou devido à crescente procura pelo produto (principalmente para sopa de barbatana, considerada “afrodisíaca” sem nenhuma evidência científica que a justifique, e outras curas tradicionais), e à tecnologia de pesca e economia de mercado.

Especialistas estimam que 100 milhões de tubarões são mortos por suas barbatanas anualmente. Um quilo de barbatanas de tubarão secas pode valer 300 dólares (485 reais) ou mais: é uma indústria multibilionária.

Cursos Online 24 Horas - Cursos 100% Online com CertificadoPorém, esse mercado tem vários impactos. Em primeiro lugar, a perda e a devastação de populações de tubarões em todo o mundo. Cientistas acreditam que, dentro de uma década, a maioria das espécies de tubarões será perdida por causa desse tipo de caça.

Além disso, a pesca se tornará insustentável. A enorme quantidade de tubarões capturados e a falta de seleção esgotarão as populações mais rapidamente do que sua capacidade reprodutiva.

Há também a ameaça à estabilidade dos ecossistemas marinhos, já que os tubarões possuem um papel fundamental no controle da população de diversos animais que se multiplicariam sem controle na ausência de seus predadores naturais, e a perda de tubarões como um alimento de primeira necessidade para muitos países em desenvolvimento.

Mais longe ainda, as águas são invadidas por grandes industriais, e navios de pesca estrangeiros que ameaçam a tradicional pesca sustentável. Sem contar a ameaça socioeconômica à pesca recreativa.

A atitude também dificulta a coleta de dados específicos de espécies de tubarões, essenciais para o controle e a implementação de uma gestão sustentável de pescas. Por último, fica o desperdício de proteínas e outros produtos baseados em tubarão. Nessa prática, até 95% do tubarão é jogado fora.

Apesar desses inúmeros prejuízos, nem todo mundo faz o que pode para salvar os tubarões.

Cada país (e sua costa marítima) é responsável por leis e regulamentos relativos à pesca nas suas águas. Alguns possuen legislação para a prática de remoção de barbatanas de tubarão.

Muitos preveem que as barbatanas devem chegar em uma razão de peso de 5% das carcaças de tubarões a bordo. Apenas poucos países exigem que os tubarões cheguem ao porto inteiros (ou seja, com as barbatanas).

Segundo especialistas, a maneira mais fácil de proibir essa ação é exigir que as carcaças de tubarão desembarcassem com as barbatanas em anexo. A posse de apenas barbatanas a bordo dos navios seria, portanto, ilegal.[SharkWater]

Confirmado: a pesca está acabando com os tubarões


Faz um tempo que cientistas tentam saber se as áreas marinhas protegidas, onde os tubarões e suas presas estão fora dos limites para os pescadores, são de fato o lar de mais tubarões do que zonas não protegidas do oceano.

O problema em responder essa questão é que é difícil monitorar um ambiente onde os seres humanos podem passar pouco tempo.

Mas pesquisadores americanos resolveram o problema criando 200 “câmeras iscas” subaquáticas, para contar os tubarões cabeça de cesto, que são tubarões de recife do Caribe (Carcharhinus perezi), dentro e fora de reservas marinhas no mar do Caribe.

Os tubarões, atraídos pelo cheiro da isca, nadavam até as câmeras, o que permitia que a equipe de pesquisa registrasse, contasse e comparasse as populações de tubarões em duas reservas marinhas contra duas áreas onde a pesca é permitida.

Resultado: dentro de áreas protegidas, os tubarões foram capturados em filme quase quatro vezes mais do que fora dessas áreas.

Cursos Online 24 Horas - Cursos 100% Online com Certificado“Embora saibamos que peixes de recife relativamente sedentários e lagostas se beneficiam de reservas marinhas, este estudo apresenta agora uma prova visual de que animais grandes, como tubarões ativos, também são dramaticamente mais abundantes dentro dessas áreas protegidas”, disse Mark Bond, principal autor do estudo.

Tubarões cabeça de cesto estão listados como “quase ameaçados” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, um órgão independente que avalia o estado de conservação de espécies em todo o mundo. Seus números são decrescentes devido à pesca intensa, de acordo com os pesquisadores.

Nós já noticiamos aqui que as populações de tubarões de várias espécies por todo o mundo estão diminuindo drasticamente nas últimas décadas por causa do lucrativo comércio de suas barbatanas, principalmente para a sopa afrodisíaca de barbatana de tubarão no oriente.

Especialistas reforçam a necessidade de preservar nossas espécies de tubarão, já que eles são fundamentais ao equilíbrio ecológico do oceano.[MSN]

Mamíferos aquáticos entram no cardápio de 114 países

A cena dramática é parte do filme "A Enseada", que mostra o abate de golfinho para consumo de carne e pele, em Taiji, Japão. (Foto: Divulgação)

Manaus, AM – Mamíferos aquáticos estão no cardápio da população de 114 países. A conclusão é de uma equipe de pesquisadores da Wildlife Conservation Society e da Okapi Wildlife Associates, que durante três anos levantaram informações sobre o abate desses animais para consumo humano em todo o mundo. E nesta lista não constam espécies abatidas acidentalmente ou que servem para capturar outros animais (como é o caso dos botos na Amazônia), são apenas aqueles caçados para encher o prato dos humanos.

No total, o estudo levantou que 87 espécies de mamíferos aquáticos foram utilizadas, desde 1990, para a alimentação humana. “Obviamente, há a necessidade de aumentar o monitoramento de espécies como os golfinhos-corcundas tanto do Oceano Índico quanto do Atlântico e outras espécies”, afirma o diretor do Programa Gigantes do Oceano da WCS, Howard Rosenbaum. “Em áreas mais remotas e em inúmeros países, a necessidade imediata é entender as motivações por trás do consumo de mamíferos aquáticos para desenvolver soluções de proteção destas espécies ícones”, completa.

Cursos Online 24 Horas - Cursos 100% Online com CertificadoNo Congo, Gabão e Madagascar, por exemplo, pesquisadores da WCS registram um preocupante aumento na captura e consumo de golfinhos. Nestes países, há um esforço para reduzir o impacto das captura destes animais por pescadores. Leis de proteção e meios alternativos de geração de renda, como o turismo de observação de golfinhos e baleias, estão sendo implementados. 

No Brasil, principalmente na Amazônia, apesar da proibição da caça, ainda é comum que peixes-boi sejam abatidos para alimentação de populações do interior ou mesmo vendidos em mercados das cidades.




O golfinho-de-fraser em um mercado de peixes no Sri Lanka
Entre as espécies consumidas estão espécies encontradas no Brasil, como os peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis) e o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) – o primo deles, o peixe-boi-africano (Trichechus senegalensis), também está na lista -- e o boto-de-burmeister (Phocoena spinipinnis). 

Estão também espécies pouco conhecidas como o golfinho-negro-do-chile (Cephalorhynchus eutropia), baleia-bicuda-pigmeia, (Mesoplodon peruvianus), a baleia-piloto (Globicephala melas) e o boto-de-burmeister (Phocoena spinipinnis), que pode ser encontrado na costa brasileira. Estão também espécies de água doce, como o golfinho-do-ganges (Platanista gangetica). Até o urso polar (Ursus maritimus) entra nesta história. [OEco]

Vídeo mostra leão marinho sendo morto por lixo da praia

As imagens não são bonitas: leões marinhos com iscas saindo da boca ou com os pescoços fortemente amarrados, até mesmo cortados, por utensílios para amarrar caixas. Focas com os pescoços circundados por pedaços de redes de pescar.

Os cientistas que estudam esses animais sabem que esse tipo de material pode machucar ou até mesmo matar os animais. Um vídeo, divulgado pelo Departamento de Pesca e Jogos do Alaska, documenta os efeitos de laços, equipamentos de pesca e outros lixos, incluindo um pneu e uma rede – que afogaram um leão marinho. O vídeo foi postado recentemente no YouTube, para que as pessoas tomem consciência do problema.

Um estudo sobre leões marinhos de Steller, que estão a ponto de serem extintos, descobriu que pedaços de plástico e borracha são os itens mais frequentemente amarrados nos pescoços dos animais, enquanto iscas de metal usadas na pesca de salmão são os itens mais frequentes ingeridos pelos animais.

Entre 2000 e 2007, os pesquisadores encontraram 386 animais com algum tipo de “resíduo” no corpo. “Nós com certeza estamos subestimando o número de animais mortos e feridos pelo lixo”, afirma a pesquisadora do estudo e bióloga do Programa dos Leões Marinhos de Steller, Lauri Jemison.

Jemison afirma que os números são conservadores, já que eles podem perder leões marinhos estrangulados que não vieram até a costa, não estavam visíveis ou que foram para outro local.

Muitas espécies marinhas, incluindo os mamíferos, pássaros e tartarugas, enfrentam problemas parecidos. Nas águas do Alaska, os leões marinhos de Steller e os animais menores ficam presos mais frequentemente do que outros que não são mamíferos com patas de barbatana.

Focas também conseguem, de alguma maneira, ficar com tiras ao redor do pescoço, como os leões marinhos. Mas, de acordo com o cientista Michael Williams, ao contrário dos leões, não parecem engolir muito lixo.

Durante trabalhos intensos nas Ilhas Pribilof, na costa do Alaska, os pesquisadores conseguiram encontrar cerca de 100 focas presas entre uma população de cerca de 500 mil que usam as ilhas como casa durante o verão e o outono. Mas, assim como os leões marinhos, o número provavelmente é bem maior.

De alguma maneira, as focas, e provavelmente os leões marinhos também, estão caindo no mesmo caminho que o lixo.

“A probabilidade de isso acontecer parece muito remota, dado o tamanho do oceano, mas ainda acontece. Acho que isso tem a ver com as zonas de convergência”, afirma Williams. Restos oceânicos convergem formando ilhas, que atraem peixes que procuram abrigos e seus predadores, incluindo as focas.

E não apenas os adultos são pegos, mas também filhotes. As focas jovens – que parecem ter mais tendência a ficarem enredadas, vão ficando cada vez mais “enroladas” pelo lixo ao redor do pescoço, que potencialmente as estrangula. Isso é pior no caso dos machos, que desenvolvem pescoços maiores e crescem mais do que as fêmeas.

Existem diversas maneiras de divulgar o problema. Há uma campanha no Alaska para encorajar as pessoas a “rasgar” seu lixo, diminuindo seu tamanho e potencial de esmagamento, se ele for possivelmente perigoso, antes de jogá-lo fora. Entretanto, os pedaços de plástico ou borracha ainda podem ser ingeridos pelos animais.

Outras soluções incluem reduzir os detritos gerados em barcos ou em terra firme, e usar materiais que não sejam possivelmente perigosos.

Educar a indústria da pesca é outra chave. Os leões marinhos frequentemente pegam iscas enquanto estão procurando comida fácil. De acordo com Jemison, ambos os pescadores comerciais e casuais perdem os salmões e suas iscas, linhas e ganchos para leões marinhos famintos.

Ganchos podem perfurar o esôfago ou estomago dos leões marinhos, matando-os. Os departamentos responsáveis estão tentando encontrar formas de trabalhar com a indústria pesqueira para chegar a soluções, como modificar os materiais ou embarcações, para manter os leões marinhos longe. [LiveScience]






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Manifestantes pedem punição aos agressores de animais em Itapetininga, SP

Pessoas ligadas a entidades de proteção aos animais e moradores saíram as ruas, neste domingo (22), com o objetivo de protestar contra a crueldade aos animais de estimação. Em Itapetininga, interior de São Paulo, o evento reuniu aproximadamente 50 pessoas que fizeram uma passeata com cartazes exibindo imagens de animais torturados, espancados e mortos, além de frases de protesto contra o atual procedimento de punição aos agressores. Na região, houve mobilização ainda em Tatuí e Tietê

De acordo com Eliana Bazolli, da ONG SOS Animais, e uma das coordenadoras da manifestação na cidade, no Brasil a lei trata os casos como crimes de menor poder ofensivo, portanto, a pena é prisão de três meses a um ano e multa. A punição está prevista no artigo 32 da lei 9605 contra crimes ambientais. “Mesmo assim, muitos casos nem são julgados, é o agressores continuam agindo com crueldade com os animais”, ressalta.

O movimento “Crueldade Nunca Mais” pede maior rigor nas leis. Segundo os organizadores, no Congresso em Brasília, Distrito Federal, tramita um projeto com propostas de punição mais rigorosa. “A pena contra o agressor seria de prisão de até quatro anos, além de multa. Com isso, tenho certeza que não teríamos mais tantos casos de violência contra os bichos”, afirma Eliana.

A mobilização ganhou as ruas depois da divulgação de casos recentes que flagrantes de maus tratos em diversas cidades do país. A operadora de máquina Helen Juhass, que participou do protesto junto um dos cinco cães que tem em casa, afirma que é apaixonada por animais. Ela disse que sofre ao ver histórias de crueldade. “O caso da professora que espancou até a morte uma cachorrinha, foi terrível. Eu não consegui ver o vídeo até o final. Caí em prantos”, conta.

De acordo com a vice-presidente da ONG UIPA (União Internacional Protetora dos Animais), Salete Oliveira, não é preciso ir muito longe para identificar casos de maus tratos. “Essa semana tivemos um caso que nos deixou chocados aqui em Itapetininga. Um homem ficou irritado com o latido de um cachorro de três meses da casa vizinha. Ele pegou uma arma e matou o animal”, conta. 

Outro caso lembrado foi de um cavalo abandonado em um terreno no bairro Estância Conceição, área rural do município. O animal estava com as patas quebradas e foi deixado agonizando. O cavalo precisou ser sacrificado. Segundo Salete, além de casos de abandono, outras agressões que acontecem na região são espancamentos, facadas e até estupro de animais.

Salete é fiscal responsável da Delegacia da UIPA. Ela conta que atualmente 43 ocorrências de casos graves de maus tratos foram apresentadas à justiça local. “Diariamente recebemos chamadas para socorrer algum animal que está sendo maltratado”, ressalta.

Ela ressalta que os vizinhos são os principais aliados no combate a esse crime. “Cada cidadão é um fiscal, portanto ao ouvir a agressão, deve acionar a polícia e as entidades protetores como a UIPA e SOS Animais”, afirma.

Caso de psicopatia
Durante a manifestação, os organizadores apresentaram dados que ligam os casos de maus tratos aos animais com a psicopatia. Segundo Eliana, pessoas que maltratam animais são assassinos em potencial. Ela descreve sobre um estudo feito pelo FBI (Departamento da Polícia dos EUA) que mostra que 80% dos assassinos em série começaram os crimes maltratando e matando animais. Já outro estudo mostra que a psicopatia começa a se manifestar por volta dos 8 anos de idade. “A criança é cruel com animais nesse primeiro momento de manifestação do problema. Então, agir em proteção aos animais é também agir em proteção a sociedade, que irá identificar indivíduo que possam sofrer de distúrbio psicótico”, afirma.




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ONG de Cerquilho, SP, reabilita animais silvestres

“Quando se fala em maus tratos contra animais, sempre nos lembramos de cães e gatos, por serem mais domesticados. No entanto, não podemos esquecer dos silvestres. Estes não sociabilizados com humanos, e são as maiores vitimas de maus tratos”, afirma o biólogo Antonio Miranda Fernandes, do Projeto Gaiola Aberta de Cerquilho, interior de São Paulo.

A afirmação foi feita no mesmo dia em que centenas de pessoas saíram às ruas do país, pelo movimento ‘Crueldade Nunca Mais’. De acordo com o biólogo, o tráfico de animais silvestres ocupa o terceiro lugar nas escalas dos tráficos no mundo. Perde apenas para drogas e armas. Anualmente, são retirados da natureza aproximadamente 40 milhões de animais. Só no Brasil, segundo estimativa do IBAMA (O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), são 12 milhões.


Esse crime preocupa ambientalistas. Eles afirmam que, quando se retira animais do habitat natural, ocorre a quebra de uma cadeia. O IBAMA calcula que um caminhão rotineiramente utilizado no tráfico de animais transporta cerca de 1.000 espécimes. Ao longo de um ano, isso tem impacto quase irreversível na fauna.

O biólogo Antonio Miranda Fernandes, afirma que a cada 10 animais silvestres traficados, somente um sobrevive. “Como o índice anual estimado é de 40 milhões de animais traficados, chegamos ao número assustador, ou seja, 36 milhões são mortos durante o transporte. Já os que sobrevivem passam a ter uma vida sofrida vivendo em gaiolas, e na maioria das vezes, em condições precárias e com alimentação errada”, afirma.

O projeto Gaiolas Aberta, criado em 2004, trabalha a reabilitação de animais apreendidos. O objetivo é reinserí-los na natureza. De acordo com o biólogo, em sete anos aproximadamente 1000 animais foram libertados. São répteis, mamíferos e aves.

Mas nem sempre é possível libertar os animais. No abrigo existem hoje 150 animais que não sobreviveriam se soltos. A maioria são aves que sofreram sequelas no transporte ou foram mutiladas para evitar fulgas. O caso mais comum, segundo Antonio, é a quebra das asas. “Os traficantes quebram as asas para que aves não fujam e também para esconder da fiscalização", comenta.

Na sede do Projeto, é possível verificar animais que sofreram crueldades. Um deles é uma fêmea de tucano que teve uma pata amputada e parte do bico se quebrou. Ela precisa de atenção diária para ser alimentar. Outro caso é uma arara azul com a asa fraturada.

Para o biólogo é preciso repensar a cultura de manter animais silvestres em casa. “Muitas pessoas dizem amar os animais, mas mantêm pássaros em gaiolas, micos presos em correntes, lagartos em aquários. Aí pergunto: isso é amar animais? Sei que esta prática é cultural, mas precisamos mudar esta cultura”, ressalta.





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Japoneses matam cada vez mais baleias


No começo do mês, navios japoneses se dirigiram ao sul para caçar baleias na Antártida. Os caçadores de baleia desse ano tiveram que adotar várias medidas extra de segurança com medo da reação de ecologistas, contrários à prática.

Os barcos partiram do sudoeste do Japão com a finalidade de caçar baleias rorqual-comum (Balaenoptera physalus). Esse tipo de operação pesqueira é organizada todos os anos na região em nome da Investigação Científica, uma prática que tolera a caça de baleias, mas proíbe toda a pesca com fins comerciais.

No entanto, as autoridades nipônicas não escondem que os animais mortos são comercializados no país.

Agora, como agravante, a ONG Greenpeace está acusando o governo japonês de usar fundos destinados à recuperação de áreas atingidas pelo terremoto e tsunami desse ano para subsidiar o programa anual de caça às baleias.

O comércio de carne de baleia e outros produtos derivados do animal é banido há cerca de 25 anos, mas o Japão continua matando e transformando em hambúrger e outros derivados aproximadamente mil baleias a cada ano em um programa que, segundo o país, tem o intuito de promover pesquisas científicas.

De acordo com a ONG, cerca de 55 milhões de reais que deveriam ir para a população estão sendo gastos com medidas extras de segurança para a frota baleeira. As autoridades japonesas se defenderam dizendo que a atividade ajuda na recuperação das comunidades costeiras.

Segundo a Avaaz, uma rede de campanhas globais online, a caça de baleias é uma atividade cara, que depende de tais subsídios do governo. É por isso que eles criaram uma petição contra a atitude, que visa impedir a caça baleeira e destinar esse dinheiro às vítimas do desastre natural. Para assinar, clique aqui.

Fonte: Hypescience



A maioria dos experimentos com macacos leva a pouco benefício médico

Cientistas fizeram uma análise de experimentos com primatas não humanos ao longo de dez anos e descobriram que 9% desses experimentos não resultaram em nenhum benefício científico ou médico.

Além disso, a maioria dos 3.000 experimentos em macacos financiados por três órgãos da Grã-Bretanha entre 1996 e 2006 não tiveram um impacto médico significativo.

No entanto, especialistas explicam que esse número é devido, em parte, ao fato de a maioria dos estudos serem dedicados a aprender mais sobre o funcionamento do cérebro. Portanto, eles podem ter feito progresso científico significativo sem contribuir diretamente para a medicina humana.


Ou seja, apesar dos pesares, a revisão concluiu que a investigação médica em macacos é justificada e a maior parte dos trabalhos realizados é de boa qualidade.

Por exemplo, testes em macacos têm ajudado os cientistas a desenvolver com sucesso uma vacina contra a pólio e terapias de mudança de vida com “estimulação cerebral profunda” para pacientes com mal de Parkinson.

Ainda assim, o relatório alerta que outros estudos, tais como experiências relacionadas à visão, não levaram a lugar nenhum e nunca deveriam ter sido realizados.

Os pesquisadores que conduziram a análise disseram que o financiamento de estudos em primatas não humanos não deve ser continuado a não ser que um esforço foi feito para demonstrar seus potenciais e plausíveis benefícios médicos e sociais.

Ativistas do bem-estar animal disseram as descobertas reforçam o argumento para uma proibição total dos testes em primatas na Grã-Bretanha.

Lá, os acadêmicos representam apenas cerca de 10% dos 3.000 testes realizados em macacos a cada ano, sendo que a maior parte dos experimentos é feita por indústrias. Em comparação, os cientistas americanos realizam cerca de 60.000 experimentos em primatas por ano.

Recentemente, cientistas alertaram para limites éticos nos estudos com primatas, que poderiam causar híbridos de humanos e animais para os quais não estamos preparados.[Telegraph]

Fonte: Hypescience

Fêmea de tubarão-martelo grávida é morta à facadas em Florianópolis


Este vídeo é realmente chocante, fico pensando como existem pessoas ruins sem sentimentos. Esses pescadores  além de estar acabando com a fauna de peixes marinhos ultimamente, se mostraram um bando de covardes. E a população ao redor do animal? Se estivesse naquele local, sem medo algum iria encher de porrada o verme que esfaqueou o animal.






E o povo envolta? Sem mais comentários.

Uso de animais em laboratórios - Você financia

Tema muito debatido ultimamente, os maus tratos aos animais vem sendo cada vez mais observado em empresas internacionais e nacionais. Este é um tema que me indigna muito e fico perdido pensando em alguma solução. Creio eu que não exista nenhuma pois todos nós diariamente utilizamos produtos que muitas vezes são testados em animais. Os próprios medicamentos que tomamos quando estamos com dor de cabeça por exemplo, foram testados em animais. Existem também industrias de cosméticos que usam animais como cobaias, em especial, os dóceis cães da raça Beagle.

Deveria existir algo em que proibisse mundialmente as industrias de cosméticos principalmente, de fazerem testes com animais, pois isso sim é um mau trato desnecessário. Já o uso de animais na medicina é um mal necessário ou você conseguiria viver sem remédio? É, infelizmente os animais são cobaias da medicina e os remédios simples para dor de cabeça ou dor de garganta são testados em animais.

Eu tomo remédios, uso produtos de limpeza, e tudo mais, todos nós fazemos isso. Ou seja, enquanto a ciência não encontra uma forma eficiente de produzir algo sem ser testado em animais, nós continuaremos financiando os maus tratos.

Não consigo achar algo que fundamente a minha indignação pelos maus tratos no qual eu não esteja envolvido. Sou consumidor de produtos que foi testado em animais. Foda.

Veja abaixo os cães beagle que viram pela primeira vez a luz do sol. Estes animais foram libertados pelo Projeto Liberdade Beagle e desde filhotes ficaram presos em gaiolas. Os animais tem mais de 7 anos de sofrimento em uma indrustria de cosméticos americana.


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