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Perigos que não percebemos nas saídas à campo


Com esta imagem eu inicio o post de hoje onde vou falar sobre os perígos na vida de um biólogo que sempre vai à campo. Você deve estar se perguntando quais são os riscos ou perigo que um biólogo pode correr no campo e com certeza você deve ter pensado em serpentes, não é?

Vamos então aos tópicos que eu preparei para listar alguns perigos que corremos e nem sequer fazemos idéia de que corremos, ainda mais estando longe de hospitais, em locais isolados, sem remédios, sem profissional preparado para nos atender em alguma emergência.

Perigos #1
A hora de dormir.
Este momento, que é o segundo mais desejado durante as idas à campo (o primeiro é a vontade de comer - almoçar/jantar) pode ser um momento de muito risco e quando você menos esperar pode se dar mal.

Existem vários e vários tipos de insetos venenosos por ai, principalmente em locais isolados como casas de fazenda, e também é onde comumente encontrarmos várias espécies de aranhas, principalmente as grandes caranguejeiras. Porém elas não são tão preocupantes assim, o perigo está nos menores, aqueles que não vemos, esses sim são os responsáveis por grandes problemas, não só por serem perigosos quanto ao veneno que possuem, mas também porque podem entrar em nossos ouvidos.

Como evitar?

1 - Quando você for se deitar, independentemente se vai dormir numa cama em um quarto fechado ou dentro de sua barraca, revise muito bem toda a superfície de onde vai deitar, levante o travesseiro, olhe muito bem nos cantos da cama ou então nos cantos da barraca. A aranha-marrom é muito perigosa e facilmente pode passar despercebida pelo seu tamanho. Cuidado!

2 - Para evitar que algum inseto entre em seu ouvido, principalmente quando estiver na época dos besouros comuns, aqueles marrons pequenos, use um protetor auricular, aqueles de silicone que trabalhadores que trabalham com máquinas barulhentas demais usam, não é aquele que parece um fone não! Esses besouros, por exemplo, causam uma dor horrível no ouvido. Sei disso porque quando morava na fazenda um desses entrou no ouvido do meu pai enquanto ele dormia, meu pai ficou desesperado, colocou água, passou alguns sprays e outros remédios no ouvido, não sabia o que fazer de tanto que doía. Quando conseguiu chegar no hospital, o médio injetou duas seringadas de água destilada e o besouro saiu.

Portanto, lembre-se deste besouro, você não quer todas essas perninhas aranhando lá dentro de seu cérebro, quer?

3 - Leve sempre uma seringa. É sério, isso pode te ajudar e muito caso um inseto entre em seu ouvido, eu sempre levo. Duas seringadas de água no ouvido e pronto.

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Perigos #2
Caminhando pela mata
As trilhas longas e muitas vezes cansativas que percorremos durante nossas pesquisas em meio a mata pode ser um local propício para um grande dano nos ocorrer. Desconsiderando aqui os perigos das serpentes que podem nos desferir botes, os insetos venenosos, temos como vilão algo muito mais simples, o próprio vegetal que nos cerca.

É muito comum estarmos andando atrás de alguém e essa pessoa passa por um galho, o leva para frente e solta com tudo, não se importando com quem está vindo atrás dela. Ai que a coisa fica preta, numa dessas você pode levar uma galhada no rosto e rapidamente pode perder uma visão. Parece bobeira, mas não é, nossos olhos são muito sensíveis, qualquer aranhão na retina, próximo à íris e pronto, já era a sua visão.

Como prevenir esse acidente?

1 - Mantenha uma distância segura da pessoa da sua frente. E quando passar por galhos assim, solte-os lentamente para não machucar a pessoa que vem atrás de você, e olhe para trás, para ver se a pessoa está vendo este galho, para que ela possa fazer o mesmo que você quando passar por ele.

2 - Use óculos de proteção. Geralmente em matas muito fechadas e com muitas pessoas esse risco pode ser maior ainda. Sua visão é muito importante, proteja-a o máximo que puder, se conseguir usar um óculo daqueles transparentes e leves de proteção, estará tranquilo.

Portanto, lembre-se que isso pode acontecer com você e você não quer correr esse risco, né?
(Não, ele não tomou uma galhada de algum colega sem noção, mas não perdeu a vista. Talvez se fosse só um galhinho ele ficaria cedo... vai entender o destino/sorte)

Outro ponto importante que saliento aqui é o cuidado que devemos ter ao caminharmos em locais onde não conseguimos enxergar todo o solo onde pisamos, geralmente em locais como pastos ou então em serrapilheiras nas matas. Sempre é perigoso enfiar a perna em algum buraco, e se isso acontecer e você estiver andando rápido, sua perna pode quebrar facilmente.

Como prevenir?

1- Ande nesses locais com algum tipo de bastão que tenha tamanho pouco maior que a linha de sua cintura, onde você, se por acaso enfiar a perda em um grande buraco, consegue se apoiar e evita lesões e até a fratura dos ossos da perna.

Outro importante fato que destaco aqui é a picada de cobra, infelizmente (para nós) nem todas as serpentes possuem guizos como as cascavéis, porém no país existem muitas espécies venenosas muito silenciosas e nós quando nas matas estamos em constante risco de sermos vítimas delas.

Como prevenir?

1 - Ande sempre com botina ou coturno obrigatoriamente acompanhado de uma perneira.
2 - Evite esbarrar em arbustos, mexer em buracos, seja o mais silencioso possível


Perigo #3
Abelhas/Vespas/Marimbondos
Outro caso muito comum em saídas à campo é o encontro de "caixas" de abelhas em alguns locais onde passamos. Geralmente nas casas de fazenda sempre existem esses insetos, e devemos sempre ter muito cuidado. Você pode ser alérgico e nem sabe. Sem cuidados médicos, dependendo do número de ferroadas, uma pessoa pode facilmente morrer por intoxicação.

Como prevenir?
1 - Ande sempre em silêncio na mata. Caso esteja passando perto de alguma "caixa" desses, se você não percebê-los, mas estiver conversando muito alto, rindo e fazendo movimentos bruscos, eles podem te atacar rapidamente.

2 - Nunca tente queimar a "caixa" caso ela se encontre na casa. Dependendo do local onde estes insetos estiverem, se ninguém ficar transitando próximo, eles não incomodarão ninguém. Caso seja necessário tirá-los, faça com ajuda de alguém que entenda, geralmente os capatazes e peões sabem como remover rapidamente esses insetos. Removendo de forma errada, sua tentativa pode ser em vão e ao invés de espantá-los, você vai provocá-los e eles ficarão dispersos vagando próximos de onde estavam, podendo  atacar você tranquilamente.

Espero que tenha gostado deste post.
E ai, achou que tem ainda outros perigos que nem damos tanta importância ou nem percebemos nas nossas saídas à campo? Comente abaixo!

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Meu TCC - Aréa de Estudos



TCC - Trabalho de Conclusão de Curso o tão temido! O principal trabalho de um curso superior, é tremenda responsabilidade e comprometimento, não só na biologia, mas também em qualquer outro curso.

Leptodactylus chaquensis

Rhinella schineideri
Meu TCC estou realizando com anfíbios anuros, ou seja, com sapos, pererecas e rãs, aqui na minha cidade em Ribas do Rio Pardo - MS. Para a escolha do local de coletas, fui conversar com uma senhora muito conhecida aqui, a dona Magnólia Fogaça, que me recebeu muito bem e cedeu a sua chácara gentilmente para eu realizar minhas coletas do trabalho.

A área é muito úmida e possui além de uma lagoa grande, dois tanques de peixes, brejos e mata ciliar onde realizo as coletas. É uma ótima área para estudos destes animais.

Panorâmica do local de coletas, ao lado esquerdo um brejo pequeno
Veja abaixo o vídeo que fiz sobre esta minha área de estudos:

Em breve vou postar o vídeo que farei sobre a coleta desses animais e identificação, além de mostrar como gravo os animais vocalizando. Aguarde!

* Foi o primeiro vídeo que gravei, estava nervoso e gaguejando muito, o sol tava de rachar, prometo que nos próximos sairei melhor! Não há experiência sem os primeiros erros, né?



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Miranda/MS - Pantanal: Uma semana de pesquisas


Do dia 14 (segunda-feira) ao dia 20/05/2012 estive no pantanal de Miranda (Mato Grosso do Sul), com o objetivo estudar: peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos entorno do Rio Miranda e região, pela disciplina de Cordados II, orientado pela Professora Bióloga e Veterinária Paula Helena.

Saímos de Campo Grande às 9 horas da manhã. Foi bacana a viagem, muita brincadeira e diversão no busão, uma bagunça só, juntos com meus amigos Pedro Henrique, Kairo Albernaz e Luciano Almeira (o Biluci).

Chegamos 12:00 em Miranda, a temperatura estava um pouco abaixo do normal e uma garoa fina nos molhava vagarosamente. Paramos às margens da BR, ao lado da vila de pescadores, a vila Salobra. Descarregamos o ônibus, levantamos acampamento e nos preparamos.

Eu trabalhei com serpentes. Como a maioria das serpentes são de hábitos noturnos, trabalhei das 19:00 às 4:00 da manhã. Realmente uma experiência incrível, já que nunca havia trabalhado assim antes.

Objetivamos testar uma metodologia de estudo com serpentes que ainda não tinha sido feita no Cerrado, que é a Procura Visual Limitada por Tempo - PVLT, que constitui no deslocamento vagarosamente em determinado local, sob determinado tempo. No meu caso, o tempo foi de 10 horas amostrais por noite, e o local foram duas lagoas artificiais próximas ao Rio Miranda, cerca de 500 metros da vila Salobra.

Ao longo das buscas contínuas pudemos encontrar vários indivíduos de Bothrops mattogrossensis, uma serpente de porte médio e que causa graves acidentes devido ao elevado potencial de seu veneno.


Ao longo da pesquisa observamos o que as serpentes faziam, até irem aos seus abrigos próximos às lagoas. Obtivemos um ótimo dado, observamos a predação de um indivíduo (B. mattogrossensis) que estava se alimentando de um anuro, veja abaixo algumas fotos desse momento:

(Clique na imagem para ampliar!)






(Detalhe, a data do ano nas imagens está errada! É 2012 :P)

E ai, o que achou? Bacana não é?
Pois então, após coletar os dados, ver onde as serpentes iam se abrigar e qual a distância do abrigo em relação à lagoa, iremos nos esforçar para publicar um artigo!

Quer saber mais? Mande um e-mail para euquerobiologia@hotmail.com

Armadilhas fotográficas para estudo de animais silvestres

Hoje vou falar um pouco das armadilhas fotográficas, em que nós biólogos usamos para vários fins. Este método de estudo é extremamente eficiente, mas são relativamente caras.

Bom as armadilhas fotográficas são desenvolvidas especialmente para suportarem calor, exposição ao sol e a chuva, são totalmente à prova d'água, e ainda por cima são digitais. 

É simples o seu manuseio, onde você após regular corretamente a hora local e data, simplesmente seleciona o intervalo de tempo de cada foto.

Ela funciona somente quando ocorre algum movimento entorno de 5 metros a sua frente, assim ela dispara a foto. De acordo com o seu estudo você pode estipular o tempo de intervalo em cada foto. Por exemplo, em meu trabalho coloco a câmera para disparar de 1 em 1 minuto, ou seja, pode estar passando um bando de queixadas na frente da câmera, que ela só irá disparar após 1 minuto depois da 1ª foto (sem os animais continuarem próximos).

Estas câmeras são muito requisitadas para trabalhos com mamíferos, e é o que eu estou fazendo em meu trabalho de conclusão de curso. Como já postei algumas vezes aqui, eu trabalho com mamíferos, em especial os queixadas em um estágio que faço no Projeto Queixada com a Bióloga Alexine Keuroghlian, membro da Ong Wildlife Conservation Society (Sociedade de Conservação da Vida selvagem) WCS, no qual me orienta também em minha pesquisa, juntamente com a Bióloga Duca proprietária do Instituto Ambiental Quinta do Sol (que inclusive oferece vários cursos muito bacanas sobre meio ambiente, sustentabilidade, pesquisas científicas entre outros).

Voltando ao tema, essas câmeras coletam vários dados para mim, sem sequer eu precisar estar na floresta. E o melhor, são dados extremamente importantes que podem originar várias pesquisas paralelas. Por exemplo, eu estou procurando analisar os horários que os queixadas se alimentam e quero saber se eles interferem na alimentação de outras espécies, ou seja, será que quando os queixadas se alimentam em um determinado local, os outros animais também passarão por ali, ou eles não passarão? Essas câmeras vão me mostrar justamente isso, pois eu estou armando-as em árvores que dão bastante frutos, como por exemplo esta fruta abaixo que achamos enquanto estávamos atrás de um bando de queixadas através da radiotelemetria.

Infelizmente não soubemos identificar esta espécie, mas pudemos ver claramente que os queixadas se alimentam muito destes frutos. Armamos uma câmera de frente com estes frutos e mês que vem (março) volto no Instituto Quinta do Sol para ver se mais animais comeram estes frutos ou se foram só os queixadas. 

Assim, vou obtendo dados significativos para minha pesquisa e assim após 1 ano de pesquisa vou realmente saber o que estes animais comem principalmente, qual o principal horário de alimentação, quais são as espécies que se alimentam junto com os queixadas, entre outros tantos dados.
Abaixo tem algumas fotos que coletei através das armadilhas fotográficas:

 Cutia (Dasyprocta aguti)
 Anta (Tapirus terrestris)

 Quati (Nasua nasua)
Ouriço-cacheiro (Coendou insidiosus)








 Queixada (Tayassu pecari)
Jaguatirica (Felix pardalis)












E ai, você conseguiu entender um pouquinho de como essas câmeras são importantes para pesquisas científicas? Viu que obtenho dados de onde determinados animais estão forrageando, quais frutos eles comem, quais espécies comem os mesmos frutos, qual o horário de alimentação das espécies.

Esses dados servem para que eu possa mais estas espécies animais e assim poder fazer trabalhos de conservação das mesmas. E este trabalho de conservação abrange diversos fatores, sendo o principal, a alimentação do animal, ou seja, os frutos que eles se alimentam e que eu já sei quais são. Por isso que as câmeras são extremamente importantes para estudos destes animais, são apenas de custo elevado, mas valem.

Se tem alguma dúvida ou deseja sugerir alguma postagem, comente ou mande um email para euquerobiologia@hotmail.com.

Ah, se achar algum inseto ou qualquer outro animal e não souber o que é, mande a foto para eu ver e postar aqui no blog!



Queixadas realmente atacam?

Hoje vou falar sobre um caso que muitos julgam como verdade absoluta sem contestamento, o ataque de queixadas. O que você acha? Será mesmo que eles te atacam e te matam se você estiver perto deles? Ou acha que eles podem até atacar, mas somente quando estiverem ameaçados, por defesa própria?

Pois bem, eu trabalhei com queixadas, no Instituto Ambiental Quinta do Sol em Taboco, um distrito do município de Corguinho em Mato Grosso do Sul. Você pode saber mais sobre minhas pesquisas com estes animais clicando aqui. 

Mas voltando ao assunto, será mesmo que estes animais são assim tão violentos?


Como você pode ver, estes "estalos" que eles fazem são batidas de dentes para se defender antes de atacar, pois os animais não precisam e evitam brigas o tempo todo, somente em casos extremos que eles brigam entre si, e principalmente, é raro quando atacam alguém ou até mesmo outros animais. Isso serve não só para os queixadas como também para os outros animais, como por exemplo a cascavel, já percebeu que ela chacoalha o sua cauda para que seus guizos funcionem como um sinal de " se afaste, se chegar mais perto eu te ataco". É realmente isso que os animais fazem, sinalizam para evitar confrontos.

Os venenos para as cobras são extremamente importantes. Mas porque eu falo das cobras? Queixada e cobra, o que tem a ver? Tudo! Você percebe no vídeo que o queixada quando está assustado na jaula está o tempo todo batendo os dentes, isso é uma forma de sinalizar que ele não quer atacar, mas se chegar mais perto ele ataca! Entendeu agora como os animais evitam os conflitos? Eles são acostumados a brigar por território, disputas de parceiros sexuais ou recursos alimentares, e ainda sim, estes conflitos são raros, principalmente quando se fala em queixadas, já que o grupo é grande e se respeitam.

Realmente, os queixadas fazem grandes estragos quando atacam, pois os dentes deles são grandes e fortes, rasgando a carne da vítima rapidamente com facilidade. Fazendeiros temem por estes animais porque muitas vezes seus cachorros foram atacados e puderam ver o estrago. Mas é claro que o bando de queixadas não saiu correndo atrás do cachorro, foi o cachorro que mordeu o animal, que já havia "estalado" os dentes um bucado para tentar impedir o cachorro de mordê-lo.

O mais bacana de tudo é que quando estamos no meio do bando eles ficam quietos, apenas nos sentido através do olfato, pois eles não enxergam muito bem. Sempre fico no meio do bando destes animais, quieto e com minha câmera, nunca estes animais se voltaram contra mim, inclusive quando estão com filhotes. O que eles fazem somente é soltar da sua glândula odorífera uma substância que fede demais! O cheiro desagradável é uma forma de também inibir predadores quando se aproximam do bando, bem como serve para marcar território.

Eu amo estes animais e os defendo com unhas e dentes! Não são agressivos e nem saem atacando. Como disse acima, fico no meio do bando contando os indivíduos (machos e fêmeas, filhotes juvenis e adultos) e nunca me atacaram.

Os animais tem mais medo de nós, do que nós deles.



Tucano faz ninho dentro de um cupim

Este vídeo eu fiz em Taboco, estávamos em dia normal, numa rotina de campo em busca dos queixadas através da radiotelemetria, e no meio do caminho nos deparamos com um tucano saindo de dentro de um cupim na beira da estrada. Continuamos nosso percurso para que o tucano pudesse voltar em seguida, não deixando os ovos sozinhos por muito tempo. 


Na volta, eu desci antes, e fui na frente da toyota e fui me aproximando devagar e filmando, pena que quando estava na frente do cupim eu tropecei no barranco e quase que não peguei o tucano saindo do ninho. Mas valeu à pena, além dos queixadas que fui atrás, encontrei um ninho de tucano repleto de ovos!





Curso de Educação Ambiental à Distância!


Você quer fazer um curso, aumentar o seu currículo e não tem tempo de fazer ele presencialmente? O Curso 24 Horas é a sua solução. Você encontra cursos nas mais diversas áreas, inclusive na do meio ambiente, e são cursos online à distância. O melhor de tudo é que você recebe o certificado na sua casa!

Sei que propagandas são chatas, mas estou divulgando esta empresa porque eu fiz um curso com ela e eles me entregaram o certificado em casa, como combinado, e mais bacana que isso, é que os cursos são reconhecidos nacionalmente!

Ou seja, eu como acadêmico, não tenho tempo de sair para fazer outros cursos, pois também trabalho. Então em minha casa pude fazer o curso de Educação Ambiental à distância e pude complementar meu currículo, o que contará muito quando eu me formar.

O preço desse curso foi apenas R$ 30,00 com carga horária de 45 horas.
Se você se interessa pelo meio ambiente, procure fazer este curso, vale muito à pena!

Ah e se você quiser também ver os outros cursos disponíveis, Clique Aqui.


E mais, se você tem um blog/site, pode participar do programa de afiliados da empresa e ganhar uma graninha como eu! Clique no banner abaixo para saber mais.







Ajuda em trabalhos escolares e acadêmicos sobre biologia


Se você precisa de ajuda em algum trabalho de escola ou até mesmo trabalho acadêmico, gostaria de poder ajudar. Estou no 5º semestre do curso e já aprendi bastante sobre biologia molecular, biologia celular, biodiversidade, química, Ecologia de populações, Ecologia de Comunidades, Anatomia vegetal, Fisiologia vegetal, Morfologia vegetal, Bioquímica, Parasitologia, Invertebrados entre outras disciplinas.

Então, precisando é só entrar em contato pelo e-mail euquerobiologia@hotmail.com e fale sobre sua dúvida.

Análise do efeito de óleo de cozinha e óleo queimado sob populações de macroinvertebrados de serrapilheira em Campo Grande -MS

Estou desenvolvendo uma pesquisa para analisar os impactos humanos no meio ambiente. Para isso a pesquisa foi voltada para os insetos, em especial os habitantes de serrapilheiras. Para quem não sabe, a serrapilheira é nada mais do que a camada de folhas secas que cobre o chão das áreas de matas fechadas. Nessa camada existem milhões de organismos associados e os insetos são os principais, pois existem algumas espécies que podem ser consideradas bioindicadoras de qualidade ambiental, além de desenpenharem papel fundamental para o ecossistema da determinada área.

A pesquisa busca analisar quais são os efeitos do óleo de cozinha usado e o óleo queimado dos veículos nas populações desses insetos de serrapilheira, em diferentes concentrações: 10% e 15% de cada poluente. Sendo assim, iniciamos o trabalho indo à mata, coletando em potes de sorvete (1Lt) a serrapilheira do local, totalizando 1 Kg, e 18 potes. Dos 18 potes, 4 conterão 10% e mais 4 conterão 15% de óleo de cozinha usado, onde 1 pote será utilizado para o controle (sem nenhum poluente, natural), totalizando 9 potes. Do mesmo modo, 4 potes de 10% e 4 de 15% de óleo queimado, sendo 1 controle totalizando mais 9 potes.


Estamos fazendo a análise da constituição química do solo. Assim que terminada iremos contaminar as amostras.

É importante estudarmos os insetos, pois os mesmo desempenham papéis fundamentais para o equilíbrio ecossistêmico das regiões onde se encontram. Como dito anteriormente, podem ser tão importantes que até indicam uma ótima qualidade de ambiente. Alguns insetos podem deixar o solo mais aerado através dos buracos que fazem para botar seus ovos ou fazerem suas tocas, e isso é muito importante para as plantas, pois com o solo aerado ele não fica tão compactado e suas raízes se desenvolvem mais rapidamente; outros servem de alimento para insetos maiores; outros ainda controlam as populações de outros insetos através da predação, no qual sua ausência pode desequilibrar a cadeia alimentar no qual participam. Enfim, eles são muito importantes e por isso queremos ver com esta pesquisa, o quanto nós estamos prejudicando estes animais que tanto contribuem para o meio ambiente.

Em breve postarei mais coisas sobre o desenvolvimento desta pesquisa. Se liguem aqui.
Abraço!

Projeto Queixada


O Projeto Queixada é desenvolvido pela norte-americana Alexine Keuroghlian, Bióloga Doutora, membro da Ong Internacional WCS - Wildlife Conservation Society (Sociedade de Conservação da Vida Selvagem), no Instituto Ambiental Quinta do Sol, em Taboco, distrito de Corguinho - MS. No projeto, alguns animais recebem colares para serem monitorados. Estes colares são rastreáveis por um Rádio receptor que capta os sinais transmitidos pelos colares em uma área de até 1,5km de circunferência. Atualmente, Jeff, Paulinha, Kris e Lídia são os animais que estão sendo monitorados, ambos fazem parte de bandos diferentes. Os queixadas formam bandos imensos, de 50 a 100 indivíduos, ou até mais, e o objetivo desta pesquisa é identificar as áreas de deslocamento destes animais, analisar quais são os componentes da sua dieta e fazer comparações genéticas de DNA coletado em pelos.

Para a captura destes animais, estão instaladas 6 armadilhas, no qual são sempre sevadas com milho e sal, para que os animais se acostumem a frequentar estas áreas, facilitando a captura posterior. Em cada armadilha, são instaladas as armadilhas de pelos, que são feitas com arame farpado, para que os animais passem e deixem pelos enroscados.

Estes pelos são enviados à USP-SP para que a análise do DNA seja feita. É realmente um trabalho muito complexo que a Bióloga Alexine tem desenvolvido. Eu hoje participo deste projeto, coletando alguns dados, fazendo o rastreamento dos indivíduos pela rádiotelemetria e também fazendo as observações diretas onde vamos atrás do bando. Também colocamos armadilhas fotográficas, no qual será meu TCC.



O principal funcionário deste projeto é o Paulino. Natural do Paraná, Paulino se mudou para o Mato Grosso do Sul a cerca de 20 anos e por aqui ficou. É quase um Biólogo, conhece várias aves, serpentes, lagartos, mamíferos e espécies vegetais, é um guia de campo excelente. Ele trabalha de 10 a 15 dias por mês no projeto quando estamos ausentes, e faz todo o serviço quase sempre em companhia da Bióloga mestre em Botânica, Maria Ducarmo, a Duca, proprietária do Instituto Quinta do Sol.

Foto: Duca e Alexine.

O projeto também possui extensões para o Pantanal no qual está sendo bem desenvolvido também, mas o foco principal é no Instituto, pois existe uma importante parceria com várias fazendas ao redor do Instituto, como a Colorado, Morro Alegre e Espora. É muito importante a conscientização dos proprietários rurais sobre a importância dos queixadas no meio ambiente. Mais importante ainda é o fato de que a maioria dos proprietários na região entorno do projeto impedem a caça e pesca. Ia desenvolver meu Trabalho de Conclusão de Curso - TCC com a Alexine, que era minha orientadora, faria uma análise do horário de alimentação de queixadas e catetos, relacionados à diferentes tipos de frutos, como o Buriti, a Quina-brava e amescla, além de muitos outros, porém não deu certo de continuar lá devido à intensificação das disciplinas e novas matérias no curso, mas, essa experiência foi a melhor da minha vida e graças à Alexine eu pude ter certeza em escolher em qual área vou seguir.

Instalando o colar, com a frequência 540hz na queixada Paulinha. Dia 09/09/2011. Instituto Quinta do Sol.
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