Mostrando postagens com marcador Sistemática Vegetal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sistemática Vegetal. Mostrar todas as postagens

Como saber a idade de uma árvore?

Você já deve ter ouvido falar que para saber a idade de uma árvore basta contar os anéis que aparecem no tronco. Mas por que, e como eles realmente surgem?

A velocidade do metabolismo de uma árvore é diferente dependendo da estação, principalmente entre períodos mais quentes e frios. E é isso o que causa a formação dos anéis.


No verão, por exemplo, dependendo da espécie da planta, ela tende a se desenvolver/crescer mais, deixando a marca mais clara no tronco da árvore por conter células maiores e com parede fina. Já no inverno, a planta tende a crescer menos, deixando o anel de cor mais escura com células menores e de parede mais espessa.


Porem, a árvore pode sofrer com fenômenos climáticos esporádicos, que podem cessar o seu crescimento, causando a formação de mais de um anel no intervalo de um ano. Também os fatores internos da planta podem comprometer na formação dos anéis, como floração, frutificação, perda de folhas, entre outros. 

Fonte: 
APPEZZATO-DA-GLÓRIA, B.; CARMELLO-GUERREIRO, S. M. Anatomia vegetal. 2. ed. Viçosa: UFV, 2006. 438p.

Post escrito por 
Acadêmico de Ciências Biológicas pela PUC-PR

Pteridófitas: Características gerais, reprodução, famílias

Ao contrário das briófitas, as pteridófitas formam o primeiro grupo de vegetais que apresentou um sistema de vasos condutores de nutrientes ao longo da evolução. 

Essa adaptação possibilitou que a água fosse distribuída de forma mais rápida pelo corpo dos vegetais e juntamente com toda estrutura de vasos condutores e células com capacidade de armazenarem substâncias que conferiam maior resistência, o surgimento de plantas de porte mais elevado que as briófitas foi possível.

Esse conjunto de caracteres para o novo grupo de espécies vegetais, possibilitou que as mesmas ocupassem uma gama maior de ambientes terrestres quando comparadas com as briófitas.


Os representantes mais conhecidos deste filo são as samambaias, avencas, xaxins e cavalinhas. São plantas utilizadas na ornamentação, mas também muito comuns em diversos biomas do país, estando presentes em áreas muito úmidas, geralmente associadas à matas densas próximas à cursos d'água e nascentes.


Elas só possuem folhas, raízes e caules, não possuem flores, sementes e nem frutos. As folhas são chamadas na verdade de fronde e em geral divididas em vários folíolos. O caule da maioria é do tipo rizoma (subterrâneo e com desenvolvimento horizontal), porém em algumas pteridófitas, como os xaxins, o caule é aéreo. A maioria das espécies desse grupo é terrestre, porém, vivem em locais preferencialmente muito úmidos e sobreados, como as briófitas.

REPRODUÇÃO DAS PTERIDÓFITAS
Como vimos na reprodução das briófitas, nessa imagem, podemos observar basicamente 3 fases de reprodução: (1) os espóros caem na água e germinam, originando uma pequena planta (n) que se chama (2) gametófito e possui dois órgãos produtores de gametas masculinos (anterígio) e femininos (arquegônio), que possibilitarão a fecundação dos gametas dos mesmos, originando o  (3) esporófito (2n), que produzirá espóros, e repetindo o ciclo. 

Nas reprodução das pteridófitas ocorre o mesmo processo, porém, após formar o esporófito, há fases e estruturas que são formadas.

Veja a figura abaixo para entender (clique para ampliar):


Note então que após a formação do esporófito, há a formação do rizoma, que é o caule subterrâneo de desenvolvimento horizontal, juntamente com as "folhas" chamadas de fronte, que é uma estrutura fotossintética repleta de soros. Os soros possuem diversos esporângios, estruturas que produzem milhares de espóros. Fácil não é?

Clique para ampliar

É possível observar claramente as simplesiomorfias (características primitivas compartilhadas por táxons que possuem um ancestral comum) ocorrendo entre as briófitas e pteridófitas (compartilhando um mesmo ancestral), um grupo mais novo evolutivamente falando. E podemos também observar as apomorfias (características mais novas/recentes no tempo evolutivo) das pteridófitas em relação às briófitas, como por exemplo o sistema de caule subterrâneo, a formação das frondes repletas de soros, o importante sistema de vascularização, o que permitiu a ocupação de vários ambientes terrestres. Dentre as divisões das pteridófitas, temos as principais: Psilotophyta, Sphenophyta, Pterophyta e Lycophyta.

LYCOPHYTA
Possuem cerca de 10 a 15 gêneros e aproximadamente 1.200 espécies. São herbáceas e apresentam raíz, caule e folhas "frondes" do tipo micrófila. Caule aéreo pode ser ramificado ou não e coberto por folhas micrófilas. Apresentam esporângios (produtores de espóros) reunidos em estróbilos, que são formados pelas micrófilas modificadas. São representadas por 3 famílias: Lycopodiaceae, Selaginellaceae e Isoetacae.

PSILOTOPHYTA
São as mais simples e primitivas dentre as pteridófitas. Não possuem raízes nem folhas, possuem um caule aéreo verde e fotossintetizante. Apresentam os esporângios reunidos em grupos de 2 ou 3.

PTEROPHYTA
São as mais abundantes entre as pteridófitas, representadas pelos xaxins e samambaias. Possuem mais de 11.000 espécies e grande diversidade de formas, habitos, estruturas morfógicas e cores. Podem ser herbáceas até arbustivas e arborescentes entre 1 ou 30 metros, ou mais, de altura. Possuem diversos sistemas radiculares, caule do tipo rizoma e variadas formas, porém não tem crescimento secundário dos seus tecidos. As folhas podem ser simples ou compostas com uma grande variação morfológica. Apresentam os soros (conjunto de esporângios) que variam muito quanto às suas cores, formas e tamanho, presentes em folhas ou ainda em modificadas que são utilizadas na taxonomia entre as famílias. A maioria é homosporada (produz apenas 1 tipo de espóro podendo ser bissexuados ou monosexuados). A divisão pterophyta representa ainda as espécies de pteridófitas aquáticas.

SPHENOPHYTA
São conhecidas como cavalinhas e possuem apenas uma família: equicetaceae. Possuem raízes adventícias e caule do tipo rizoma subterrâneo e podem ter também caule aéreo dividido entre nós, entre-nós e folhas, que são em forma de bainha. São homosporadas e os esporângios ficam reunidos em cavidades chamadas de esporangióforos e essas cavidades se localizam nos estróbilos, a parte reprodutiva das plantas. [Fontes: 1,2,3]

Glossário de Botânica - PDF


Estudando para a prova de Sistemática Vegetal, para tentar aprender tudo sobre os diversos nomes para as modificações e variações dos órgãos reprodutores e diversas outras estruturas dos vegetais, eu encontrei uma apostila muito bacana com vários nomes e seus significados, com o título Glossário de Botânica da Universidade Federal de Santa Maria do Laboratório de Sistemática Vegetal.

Este arquivo foi adaptado de: ANDREATA, H. P.; TRAVASSOS, O. P. Chaves para determinar as famílias de: pteridophyta gymnospermae angiospermae. Rio de Janeiro: Ed. Universitária Santa Úrsula, 1994. 134p.

Veja o PDF online abaixo:

E ai, o que achou deste post? Comente abaixo!

Apostila de Fisiologia Vegetal - PDF


Disponibilizo para download um material muito importante para acadêmicos de biologia e área afins, a apostila de Fisiologia Vegetal da Universidade Federal do Ceará. Esta apostila foi criada pelos professores Joaquim Enéas Filho, Maria Raquel Alcântara de Miranda e Joaquim Albenísio Gomes da Silveira.

Ela é dividida em 14 partes, conforme é mostrado logo abaixo. Você pode baixar a parque que quiser, ou então baixar todos essas partes em PDF num único arquivo clicando no link abaixo:

DOWNLOAD
(todas as partes - zip)
  1. APRESENTAÇÃO DA APOSTILA
  2. UNIDADE I - INTRODUÇÃO À FISIOLOGIA VEGETAL
  3. UNIDADE II - ESTRUTURA E FUNÇÃO DE CÉLULAS, TECIDOS E ÓRGÃOS
  4. UNIDADE III - RELAÇÕES HÍDRICAS DAS PLANTAS
  5. UNIDADE IV - NUTRIÇÃO MINERAL DE PLANTAS
  6. UNIDADE V - FOTOSSÍNTESE
  7. UNIDADE VI - TRANSLOCAÇÃO DE SOLUTOS PELO FLOEMA
  8. UNIDADE VII - RESPIRAÇÃO
  9. UNIDADE VIII - CRESCIMENTO, DIFERENCIAÇÃO E MORFOGÊNESE
  10. UNIDADE IX - REGULADORES DE CRESCIMENTO
  11. UNIDADE X - FOTOMORFOGÊNESE
  12. UNIDADE XI - REPRODUÇÃO EM PLANTAS SUPERIORES
  13. UNIDADE XII - FRUTIFICAÇÃO
  14. UNIDADE XIII - DORMÊNCIA E GERMINAÇÃO
E ai, gostou desse post? Comente abaixo!

O Reino Plantae em uma abordagem atual


O Reino Plantae ou Metaphyta ou Vegetabilia é um dos maiores grupos de seres vivos da Terra, contando com aproximadamente 350.000 espécies, lembrando que as algas marrons (Phaeophyta) e as algas vermelhas (Rodophyta) não se enquadram nesta contabilização, após as alterações sugeridas por Smith et al. (2006) relacionadas a Filogenia, visto que estes dois grupos de algas estão dispostos no Reino Protista, pois são seres multicelulares, normalmente marinhas, porém existem alguns gêneros de água doce. 

São seres Eucariontes, ou seja, possuem um núcleo envolto pela membrana celular e diversas outras organelas dispersas pelo citoplasma. São pluricelulares, formados por diversas células conjuntas e são autotróficos, produzindo o próprio alimento através da fotossíntese, porém existem algumas plantas que dependem da seiva de outras plantas para poderem viver, são as chamadas plantas parasitas. 

Por serem autotróficos, formam a base da cadeia alimentar, até porque utilizam sais e água do solo, transformam energia luminosa em energia química para desenvolvimento através da fotossíntese, absorvem gás carbônico do ar e transferem oxigênio livre. Ocorre reprodução assexuada através do brotamento, da fragmentação, da formação de estolhos e esporulação ou através da reprodução sexuada, quando ocorre formação de uma nova célula através da troca de material genético (DNA), fazendo com que ocorra uma diversidade vegetal gigantesca. 

Cursos Online 24 Horas - Cursos 100% Online com CertificadoPerante toda esta diversidade, estima-se a existência de aproximadamente 3.800 espécies de Chlorophytas (algas verdes) e 4.000 a 6.000 espécies de Charophytas (carófitas e desmídeas), as quais são consideradas precursoras das plantas terrestres. 

Já as Bryophytas dividem-se em Marcanthiophyta (hepáticas) com aproximadamente 6.000 a 8.000 espécies, Anthocerotophyta (antocerotas) com 100 a 200 espécies e as Bryophytas (musgos) com 12.000 espécies. 

Já as Pteridófitas dividem-se em Lycopodiophyta (selaginelas) com 1.200 espécies e Pteridophyta (fetos e cavalinhas) com 11.000 espécies. 

As plantas com sementes são Cycadophyta (cicas) com aproximadamente 160 espécies e Ginkgophyta (ginkgo) com 1 espécie (Ginkgo biloba L.), Pinophyta (coníferas) com 630 espécies, Gnetophyta (gnetófitas) com 70 espécies e a maior parcela do reino, as Magnoliophyta (plantas com flor) aproximadamente 258.650 espécies, demonstrando assim o motivo pelo qual existem maior quantidade de pesquisadores nesta área, justificando portanto a diversidade existente no planeta.


Bom pessoal, até a próxima! Abraços, Mauricio Morelli!


Sistemática Vegetal - História e aspectos evolutivos com premissas futuras


Sistemática Vegetal uma história baseada em invenções, fatos e descobertas. Desde os primórdios, pessoas que eram interessadas em Botânica, apenas se dedicavam ao conhecimento de espécies com interesse econômico e principalmente relacionado a plantas com potencial de remédios. Grande parte destes pesquisadores eram médicos, farmacêuticos ou até mesmo indígenas... O desenvolvimento de técnicas relacionadas a “dar nomes” às plantas teve um impulso gigantesco na Europa, onde as grandes Universidades como de Berlin e Londres, começaram a relacionar os nomes dos pesquisadores da área. Passado alguns anos, grandes plantas foram destacadas principalmente de coletas de Europeus nas terras da América do Sul e da África, amostras estas hoje depositadas quase que praticamente no Royal Botanic Gardens, Kew em Londres (http://www.kew.org)

Os nomes compostos em “latin” dado as plantas eram baseados apenas em morfologias externas, visualizações comparativas entre flor, folha e semente, porém observava-se uma diversidade gigantesca de espécies tropicais, com isto, academias universitárias dos E.U.A. começaram a se preparar para poderem começar as pesquisas nesta área, local de onde se dispersaram os pesquisadores botânicos do restante da América, da Oceania, da Ásia e de outros locais.

Com a junção de várias escolas botânicas mundiais, acabou-se por dar início a TAXONOMIA, a escola responsável por nomear as espécies, como exemplo o trabalho de Linnaeus (1753) e a SISTEMÁTICA, a qual se baseava na comparação entre plantas similares, com a finalidade de indicar qual delas possuem caracteres sinapomórficos (uma característica presente em um determinado grupo, compartilhado por todos os componentes), para saber qual deles seria o mais basal, ou seja, o possível originário de um gênero, como os trabalhos de Darwin (1869) e Hennig (1950 e 1966). 

Mais tarde começaram-se as pesquisas através de material genético (DNA), para a composição de bancos de DNA com determinação da quantidade cromossômica de cada espécie, e também a fim de manter um banco de germoplasma para o desenvolvimento futuro de espécies já não mais existentes como nativas em um determinado hábitat. Estes estudos facilitaram e complicaram um tanto quanto o estudo dos botânicos, pois surgiu então a FILOGENÉTICA, atividade pela qual se tornou possível à capacitação de pesquisadores que conseguissem compor a árvore de desenvolvimento de uma espécie, de um gênero e de uma família inteira, ou seja, as relações da história evolutiva do grupo em estudo. Mas divergências na análise acabaram por complicar estas análises, visto que cada pesquisador tem um ponto de vista relacionado a um caráter, fazendo com que ocorresse a junção destes, formando assim APG (Angiosperm Phylogeny Group) I em 1998, II em 2003 e III em 2009.

Cursos Online 24 Horas - Cursos 100% Online com CertificadoA capacitação profissional com base em Mestrado, Doutorado, Pós-Doutrado tem facilitado a utilização destes materiais e até mesmo a compilação de dados para um futuro APG IV. Algumas modificações foram necessárias para que a compreensão geral facilitasse a ausência de sinapomorfias e a utilização de anapomorfias (característica particular, compartilhada por uma determinada planta). 

Algumas características são bastante importantes para a Nomalização de uma nova espécie, baseada em CINB (Código Internacional de Nomenclatura Botânica), como a auto-independência relacionada a Zoologia (1), o nome é determinado por tipos de nomenclatura (2), a publicação de um novo grupo determina sua nomenclatura (3), pode possuir apenas um nome válido (4), utiliza-se sempre, via regra um nome baseado no latin (5) e as regras são retroativas, exceto quando limitadas (6).

Na nominação de uma espécie utiliza-se o gênero o qual está classificado, caso seja um novo, ocorre apenas após a publicação e após, a nominação da espécie, a qual é chamada de epíteto, acompanhado logo em seguida do nome do autor da espécie abreviado, sempre em toda e qualquer publicação.

Como já citado no item 2 das novas do CINB, os tipos podem ser de 7 tipos, como TYPUS, exsicata a qual foi utilizada para basear a identificação original (1), HOLOTYPUS, exsicata utilizada para descrição da nova espécie e citação na obra bibliográfica (2), ISOTYPUS, é uma duplicada da exsicata do Holotypus, cedidas aos demais herbários do país ou do mundo (3), PARATYPUS, é um exemplar citado junto ao Holotypus, porém não da mesma sequência (coleta) (4), SYNTYPUS, um exemplar utilizado pela citação do autor, sem determinação relacionada ao Holotypus (5), LECTOTYPUS, se torna um Holotypus que antes era um Syntypus, quando o autor da espécie não mencionou o Holotypus (6) e NEOTYPUS, quando se perde ou deteriora um Typus original. 


Acredito que a princípio esta breve explicação nos auxiliará no aprofundamento na próxima publicação. Porém caso exista interesse, sugiro uma bibliografia, SISTEMÁTICA VEGETAL, UM ENFOQUE FILOGENÉTICO de Judd, Campbell, Kellogg, Stevens e Donoghue de 2009. 

Um abraço! Maurício Morelli




© Copyright 2014. Website by Way2themes - Published By Gooyaabi Templates